Bem-Estar - 29/01/2010 10h09
Atualizado em 10/04/2011 22h26

Mal-estar de Lula chama atenção para a hipertensão

Controle da alimentação e do estresse são maneiras de evitar a pressão alta.


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Ana Paula Feyh/Da Redação

Foto: Ana Paula Feyh/Da Redação
Mal-estar de Lula chama atenção para a hipertensão
Mal-estar de Lula chama atenção para a hipertensão

Novo Hamburgo  - A hipertensão arterial ou popular pressão alta é perigosa e se não for controlada e tratada pode ser fatal. O mal-estar sentido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite de quarta-feira foi ocasionado por uma crise de hipertensão. Aproximadamente 30% da população brasileira faz parte desse grupo, e os médicos alertam que para não piorar a situação, deve-se controlar a alimentação, não ingerir muito sal, reduzir o peso, praticar exercícios e evitar preocupações desnecessárias que podem levar ao estresse. O mal-estar que levou Lula no Hospital Português, em Recife, ocorreu em uma semana de agenda intensa. O presidente visitou quatro Estados em três dias nesta semana e, no período em que permaneceu em Brasília, participou de diversas reuniões. A viagem de Lula a Davos, na Suíça, onde participaria do Fórum Econômico Mundial e receberia o prêmio de Estadista Global, foi cancelada.

Quem tem pressão alta deve redobrar cuidados

Uma pessoa é considerada hipertensa quando sua pressão arterial ultrapassa 135 por 85. Conforme o cardiologista Luiz Fernando Benini, acima desses níveis é preciso tratamento médico e monitoramento. "A partir daí o indivíduo começa a ter a sua sobrevida diminuída, pois a hipertensão provoca infarto do miocárdio, problemas cardíacos e problemas renais", afirma ele, ressaltando que é possível diminuir o perigo tendo uma dieta adequada, fazendo exercícios, diminuindo o peso, ingerindo menos sal e diminuindo o estresse.

Conforme Benini, uma aparelho importante no monitoramento da pressão arterial é o Mapa, que registra os níveis durante 24 horas e permite que o médico avalie as alterações e os horários.

Muito sal faz mal à saúde

O gaúcho está consumindo muito sal. Segundo o cardiologista Luiz Fernando Benini, o consumo de sal no Estado é de 12 a 15 gramas por dia, enquanto o ideal seria de 4 a 6 gramas. "Além disso, quem tem um familiar hipertenso deve ter cuidado dobrado e visitar o médico", diz ele.

Nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama promulgou recentemente uma lei determinando redução no uso de sal nos alimentos industrializados.
E o médico alerta: nos Estados Unidos a hipertensão é conhecida como o "assassino silencioso", pois muitas pessoas não sentem que estão com o problema. "Há pacientes que estão com a pressão 200 por 120 e não estão sentindo nenhum sintoma", acrescenta ele.

Algumas pessoas podem sentir tonturas, dor de cabeça, falta de ar, dor no peito ou sensação de mal estar indefinida. "Por isso a importância de fazer exames periódicos. Aproximadamente 25 a 30% da população brasileira é hipertensa. Acima dos 70 anos são mais da metade", afirma Benini, contando que o ideal é que uma pessoa acima de 20 anos fizesse exames pelo menos uma vez ao ano. Segundo ele, somente de 5 a 10% dos casos se sabe a causa da hipertensão.

Estresse entre os vilões

"Mais de 50% das pessoas que me procuram são hipertensivas." A constatação é do cardiologista Carlos Humberto Cereser, que atua há 29 anos em Canoas e trabalha no Centro de Especializações Médicas (da Prefeitura), no Hospital Nossa Senhora das Graças e em consultório. Sobre a população canoense, Cereser afirma que há um grande número de idosos e fumantes, o que pode aumentar o número de hipertensos. E os dois principais fatores, independente da idade e do local onde mora, ainda são o estresse e o histórico familiar.

"A verificação do índice da pressão arterial só deve ser feita se houver algum sinal de alerta ou um pedido de um profissional da saúde, caso contrário, o próprio ato já pode colaborar para o aumento", explica o médico. Hábitos de vida como controlar o sódio, fazer exercícios como caminhada e controlar o diabetes são as dicas do cardiologista para se evitar sustos como o do presidente Lula.

Foto: Agência Brasil






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