
Novo Hamburgo - Aromaterapia é a utilização terapêutica dos óleos essenciais, que visa equilibrar funções orgânicas, mentais e emocionais através das ações químicas dos óleos em nosso organismo. É um tratamento natural que utiliza as propriedades curativas das moléculas químicas que formam o perfume das plantas. Na Europa, onde surgiu há mais de 60 anos, a aromaterapia é praticada por médicos, enfermeiros e outros profissionais da área da saúde, e tem servido como um importante apoio a tratamentos tradicionais por sua eficácia e facilidade de utilização.
Os óleos essenciais são compostos químicos orgânicos altamente concentrados, extraídos das plantas aromáticas. Por serem semelhantes às moléculas do nosso organismo, são reconhecidos e absorvidos de forma rápida pelo olfato ou pela pele. Por isso é importante saber a origem e a pureza do óleo, que pode ser extraído por destilação a vapor (folhas, talos, madeiras, cascas, resinas) ou por prensagem a frio (frutos).
No reino vegetal temos inúmeras compostos aromáticos com propriedades diferentes: anti-sépticas, bactericidas, fungicidas, hipo e hipertensoras,
cicatrizantes, estimulantes, relaxantes. De acordo com a médica e aromaterapeuta Melissa Brum, da Nilaya Yoga, de Novo Hamburgo, a aromaterapia utiliza o olfato para absorver as propriedades químicas das plantas aromáticas. "Você absorve as propriedades curativas pelo sentido do olfato ou pela absorção da pele. Podemos usar em fricção na pele, com óleos carreadores (à base de vegetais como jojoba, semente de uva que usamos em massagem) para intensificar melhor na pele", comenta Melissa.
Ela exemplifica que a lavanda é um dos únicos que podem ser usados para crianças. É extremamente calmante, pode ser usado em queimadura, banho do bebê, em assadura, dermatite. Já a hortelã-pimenta é muito boa para ativar a concentração. "É conhecido como o óleo dos estudantes. Ativa a mente e tira a dispersão e o sono", destaca. A aromaterapeuta comenta que o olfato é um sentido esquecido. "Usamos muito a visão, a audição, mas o olfato está esquecido. Ele é o caminho direto para o sistema límbico que é o nosso cérebro mais antigo, o cérebro das emoções, dos sentidos. Às vezes a pessoa chega para a aromaterapia e não lembra de algo acontecido mas o cheiro remete a fatos da infância", destaca.
Foto: Divulgação.
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Alessandro L. Freire
Novo Hamburgo, 26/01/2010 às 02:08
Se estudarmos melhor os óleos essenciais descobriremos que óleos como a camomila (seja a romana ou a alemã, ou azul), pau rosa, anis estrelado, breu, pachouli, jasmim, bálsamos (de tolú, do Perú), cedros(do Texas, do Himalaia,etc), rosa, gerânio, dentre mtos outros podem ser usados por crianças.
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