Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Rua Domingos Martins, 400 - Centro - Canoas/RS - CEP: 92010-170
Fones: (51) 3462.7000 - Fax: (51) 3462.7007

PUBLICIDADE
Venezuelanos

Vida nova para as famílias refugiadas

Elas deixam os centros de acolhimento com o término do programa no próximo dia 31
11/03/2019 10:49 11/03/2019 10:49


Paulo Pires
Última família deixa centro de acolhimento na rua Argentina
Depois de cinco meses no Centro Temporário de Acolhimento (CTA), a professora desempregada Sukellen Álvarez, de 35 anos, se despediu do local, rumo a uma nova vida. Agora, ela, o esposo Douglas Blanca, de 34 anos, e a filha Helen, de 12 anos, passam a morar na residência alugada no bairro Mathias Velho. Esta foi a última família venezuelana que vivia no centro da Rua Argentina, no bairro São José.

No Brasil a família encontrou acolhimento e uma chance de recomeçar a vida, segundo Sukelen. O marido trabalha como auxiliar de serviços gerais na Trensurb, mas a dificuldade ainda está na busca de Sukellen por emprego. “Mando currículo, faço entrevistas, mas não me chamam. Quero trabalhar, porque só ele trabalhando não é suficiente para cobrir as despesas”, diz a professora, que ainda tenta enviar ajuda para o pai, a irmã e dois sobrinhos que ficaram na Venezuela. “Mando quando posso, mas é difícil. Me sinto muito triste que aqui temos o que comer, enquanto lá eles passam fome”, conta Sukellen emocionada e revela que também pretende trazer os familiares para Canoas.

Destino das famílias

Das 200 famílias refugiadas que viviam no CTA Argentina, nove foram encaminhadas na última semana para o CTA da Avenida Farroupilha, também no São José. O espaço ainda abriga outras sete famílias, sendo que duas delas devem deixar o centro nesta semana, conforme a secretária Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS). No dia 31 deste mês acaba o convênio de cooperação de assistência e acolhimento a venezuelanos no Município. A titular da secretaria, Luísa Camargo, ressalta que todas as famílias estão recebendo ou receberão encaminhamento para novos lares. “Ninguém ficará desabrigado. Uma força tarefa procura moradias de baixo custo e doações de móveis para que se acomodem”, informa Luísa e acrescenta que as famílias que não conseguirem custear o aluguel social sozinhas, será buscado um local para aluguel coletivo.

Centro de referência

Mesmo com o fim da interiorização, a secretária de Desenvolvimento Social aponta que um centro de referência para atendimento aos imigrantes e refugiados vai prestar assistência para aqueles que chegarem à Canoas. O trabalho será conduzido junto a Fundação La Salle, que foi contratada nestes últimos seis meses para fazer a gestão compartilhada do Programa de Interiorização do Governo Federal. “Vamos continuar ajudando neste atendimento, orientando sobre documentações, capacitações profissionais”, exemplifica a secretária. Luísa ainda informa que todas as crianças de famílias refugiadas estão na escola. “Só não foram para escola aquelas que as mães decidiram cuidar dos filhos em casa”, afirma.

Dificuldades de conseguir trabalho

No final do ano passado, de 181 adultos venezuelanos em Canoas, 105 estavam empregados. O número de refugiados que conseguiram emprego não foi atualizado pela prefeitura, mas a secretária informa que as maiores dificuldades de inserção deles no mercado de trabalho está ligada ao baixo nível de instrução ou qualificação profissional, diante das exigências das vagas ofertadas. “Muitos também chegam sem o registro estrangeiro para trabalho, apenas com a carteira profissional e CPF, sendo que este documento é solicitado por muitas empresas para contratação”, analisa Luísa.

Inserção na cidade

O grande volume de pessoas em um mesmo espaço despertou conflitos ao longo dos meses nos abrigos, além de algumas que foram desligadas por descumprirem as regras de convivência do local. Os espaços tiveram custeio de aluguel do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). “Vale como reflexão sobre a forma de pensar estes abrigos. São pessoas que chegam de uma situação de tensão e quando há muitas no mesmo lugar, gera mais desgaste e conflitos”, avalia a secretária. Como resultado da interiorização, Luísa destaca a inserção e o acolhimento dos venezuelanos em Canoas. “Há seis meses trabalhamos para que todos pudessem autogerir as suas vidas no país. Nosso principal objetivo sempre foi encaminhá-los para uma independência financeira, além de auxiliá-los na adaptação a uma nova rotina de vida.”

Foi notícia

Com a promessa de uma vida melhor, os primeiros venezuelanos chegaram a Canoas no dia 12 de setembro do ano passado. Aproximadamente 20 dias antes, a interiorização era apresentada, com anúncio da chegada de 425 refugiados. O assunto foi notícia do Diário de Canoas, quando os então ministros do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, e da Casa Civil, Eliseu Padilha, acompanhados da representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), Isabel Marques, visitaram dois locais onde os venezuelanos foram abrigados. Nestes seis meses, os imigrantes receberam subsídio do governo federal de R$ 400 mensais, enquanto gêneros alimentícios foram distribuídos pelas forças armadas.



Diário de Canoas
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS