Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Rua Domingos Martins, 400 - Centro - Canoas/RS - CEP: 92010-170
Fones: (51) 3462.7000 - Fax: (51) 3462.7007

PUBLICIDADE
Reportagem especial

Duplicação da RS-118 a pleno vapor

Governo do Estado destinou um total de R$ 150 milhões para a obra neste ano, mas ela não deverá ficar concluída até dezembro
11/02/2018 08:08

Marcado na história bíblica pelo seu ceticismo quanto à ressurreição de Jesus Cristo, o apóstolo Tomé, se vivo fosse e morasse na região metropolitana, certamente exerceria o seu direito à dúvida quando perguntado sobre crer ou não se a duplicação da RS-118, no trecho de 22,4 quilômetros entre Sapucaia do Sul e Gravataí, sai mesmo do papel. Ficções à parte, Tomé talvez se surpreendesse e esboçasse um “agora vai!” se visse o movimento de operários e máquinas que, neste momento, estão distribuídos na maior parte desse trecho. Em especial, nos lotes 1 (do quilômetro 11 ao 22, de Cachoeirinha a Gravataí) e 2 (do quilômetro 5 ao 11, de Sapucaia a Cachoeirinha).

No lote 3 (quilômetro zero ao 5, em Sapucaia), o edital de licitação feito pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) passa por um último crivo técnico da Central de Licitações do Estado (Celic). A estimativa otimista é que, até o final de março, já tenha sido publicado e seu vencedor conhecido, permitindo o início das obras ainda em abril. Para este trecho, ao final do ano passado, foram destinados R$ 52,3 milhões como proposta de serviço pelo Estado. "Vai andar muito (a obra). Do quilômetro 5 ao 11, vai ficar pronto, do 11 ao 21, vai andar muito bem e chegar perto de terminar, mas, do 0 a 5, depende muito da licitação, do tamanho da empresa que ganhar e das condições climáticas. Mas, à medida que a estrada vai chegando, as pessoas (ocupações irregulares) vão saindo”, diz o superintendente do Daer em Esteio, engenheiro Ernesto Eichler, que acompanha o dia a dia da duplicação.

PRIORIDADE DE SARTORI

Eichler ressalta que R$ 150 milhões é o montante alocado neste ano pelo governo do Estado para a duplicação da rodovia, o que expõe em números as intenções do próprio governador José Ivo Sartori, que considera esta a mais importante obra da sua gestão. Ao final de 2016, em entrevista exclusiva ao ABC, Sartori chegou a prometer que iria concluir a 118. A reportagem percorreu o trecho entre Sapucaia do Sul e Gravataí e conta o que viu, com o contraponto do Estado.


LOTE 1 (Km 11 ao 22,4) | Cachoeirinha a Gravataí

  • RS-118 - Lote 1: rachaduras na pista atual, em Gravataí
    Foto: Diego da Rosa/GES
  • RS-118 - Lote 1: fresagem da pista em Gravataí
    Foto: Diego da Rosa/GES
  • RS-118 - Lote 1: fresagem da pista com máquina, em Gravataí
    Foto: Diego da Rosa/GES
  • RS-118 - Lote 1: aterramento e viaduto Itacolomi, em Gravataí
    Foto: Diego da Rosa/GES
  • RS-118 - Lote 1: sentido Gravataí-Sapucaia do Sul
    Foto: Diego da Rosa/GES

• O QUE VIMOS

É o trecho onde o Daer e a Sultepa concentram agora a maioria dos trabalhos em ritmo forte e em diversas frentes. De grande densidade urbana, registra tráfego intenso de caminhões, carros e motos, ampliado por veículos vindos de ruas e bairros laterais de Gravataí, que se integram a todo momento ao fluxo da RS-118 nos dois sentidos. Há cerca de quatro desvios no sentido Sapucaia–Gravataí e ao menos três sinaleiras, como a do Viaduto Itacolomi (quilômetro 18), e nos entroncamentos com a Avenida Brasil e a Estrada Morro do Coco. Neste ponto, no sentido Gravataí–Cachoeirinha, as máquinas do Daer abriram uma cratera de pelo menos um quilômetro de comprimento por outros 100 de largura para fazer a terraplenagem. Vivendo há 13 anos em Gravataí, o operador de máquinas Marcelino da Silva, 35 anos, sentado em uma pedra, observa o vai e vem dos veículos. “Posso dizer que a gente está vendo o pessoal trabalhar e vamos ver se agora sai do papel”, comenta.

• O QUE DIZ O ESTADO

A Sultepa trabalha em sete pontos do trecho. Um deles no Morro do Coco, no sentido Gravataí–Cachoeirinha, onde retroescavadeiras retiram grande quantidade de terra e material inservível para que a pista depois não vá afundando.

O Viaduto Itacolomi está pronto, faltando apenas fazer o encontro das pistas nos dois sentidos. Os muros de contenção também já estão concluídos, e a previsão é entregar a obra entre os meses de abril e maio. Houve grande atraso em função de embargo do Ministério do Trabalho. Também em até 60 dias é estimada a liberação da passagem por debaixo do viaduto.

Está sendo feita a execução de serviços de restauração da pista velha (fresagem) entre a Avenida Marechal Rondon e a RS-020.

Estão sendo feitos serviços de locação da obra com topografia no trecho.

LOTE 2 (Km 5 ao 11) | Sapucaia do Sul a Cachoeirinha

  • RS-118 - Lote 2: no trecho de Cachoeirinha, viaduto da Avenida Frederico Ritter já pronto
    Foto: Diego da Rosa/GES
  • RS-118 - Lote 2: obras de pavimentação em Cachoeirinha
    Foto: Diego da Rosa/GES
  • RS-118 - Lote 2: britagem e pistas laterais em bom estado em Cachoeirinha
    Foto: Diego da Rosa/GES

• O QUE VIMOS

A partir do limite entre Sapucaia e Cachoeirinha, há rachaduras e ondulações na pista, na maior parte do trecho. O acostamento é estreito e perigoso para o condutor que precisar parar e para os pedestres que o utilizam. Em alguns trechos, o Daer colocou cones de limitação nas laterais e centro da pista, restringindo a velocidade dos veículos. É visível o bom número de operários atuando na restauração e duplicação, com uso de retroescavadeiras, caminhões caçamba e outras máquinas. Neste lote, também chamam atenção a longa extensão de colocação de britas a partir do quilômetro 7, no sentido Sapucaia–Cachoeirinha, e a boa qualidade do asfalto na rua lateral, por onde flui o trânsito com rapidez. Mas é preciso atenção dos condutores, pois ao menos cinco desvios existem no sentido Sapucaia–Cachoeirinha. Ainda neste lote é que está o recém entregue Viaduto Ritter, no quilômetro 9,9. “Aqui a obra não tem parado”, diz o construtor Paulo Roberto Baccin, 51, que desde 1994 transita quase que diariamente pela estrada.

• O QUE DIZ O ESTADO

Mais de 80% do cronograma já foi cumprido pela empresa Sultepa. Falta licitar a ponte sobre o Arroio Sapucaia, mas projeto já está pronto. Toda parte de concreto da duplicação já foi concluída.

A empresa Engedal, de Santa Catarina, foi a vencedora da licitação para a construção do Viaduto da Transpetro, no quilômetro 9,5, que vai custar R$ 3,9 milhões e começa nos próximos dias. As reuniões entre Daer e Transpetro buscam agora ajustes para que os trabalhos não afetarem o gasoduto Brasil–Bolívia e os dutos de petróleo da Refinaria Alberto Pasqualini.

O que falta é a restauração da pista antiga. Foi contratada uma máquina norte-americana que trabalha por ressonância e fragmenta o concreto em até 60 centímetros de profundidade, mas sem quebrar a pista. Trabalho que permitirá a espessura nova de asfalto de 25 centímetros e mais a colocação do asfalto borracha, com uso, pela primeira vez no Estado, da tecnologia gap graded. A máquina norte-americana deve começar a operar em março, do quilômetro 5 ao 22.

Lote 3 (Km 0 ao 5) | Sapucaia do Sul a Cachoeirinha

  • RS-118 - Lote 3: passagem de pedestres em faixa de segurança no trecho de Sapucaia do Sul
    Foto: Diego da Rosa/GES
  • RS-118 - Lote 3: obras nas vias laterais em Sapucaia do Sul
    Foto: Diego da Rosa/GES
  • RS-118 - Lote 3: moradias irregulares no trecho de Sapucaia do Sul
    Foto: Diego da Rosa/GES
  • RS-118 - Lote 3: acúmulo de lixo nas margens da pista, em Sapucaia do Sul
    Foto: Diego da Rosa/GES
  • RS-118 - Lote 3: cones e duplicação no limite entre Sapucaia do Sul e Cachoeirinha
    Foto: Diego da Rosa/GES

• O QUE VIMOS

O tráfego pesado de caminhões e o volume diário de veículos que circula em dias de semana nos dois sentidos do trecho impressiona – ainda não há nenhuma duplicação, e o asfalto está em bom estado. Os condutores precisam ficar atentos à alta densidade urbana, com veículos vindos de ruas laterais à rodovia e tentando, a todo momento, atravessar a pista. O motorista também precisa estar alerta aos pedestres que caminham pelo perigoso acostamento, totalmente desnivelado e com buracos. Chamam atenção, ainda, o lixo e entulhos espalhados em terrenos às margens da pista e um pequeno número de moradias irregulares, que voltaram a aparecer na faixa de domínio da rodovia, perto da passarela do bairro Capão da Cruz, a única em todos os 22,4 quilômetros. “Moro aqui há mais de 30 anos. Esse lixo aí a turma despeja até de caminhão. Tem que fazer a estrada”, relata o aposentado João Cardoso, 90 anos, morador da Rua 2 de Novembro, no Capão da Cruz, quase no entroncamento com a 118. “Tenho esperança que agora façam, terminem, pois esta parte aqui da passarela é a mais perigosa”, diz o autônomo Vilmar Carvalho dos Santos, 52, há dez anos morador do Capão da Cruz.

• O QUE DIZ O ESTADO

Já foi pra Celic o projeto completo, para licitar. A previsão é que, até março, o edital seja publicado e também conhecido o vencedor da licitação.

Para o viaduto da Trensurb também só falta a licitação. O custo estimado da obra é R$ 4,8 milhões.

A estimativa é que, se tudo correr bem após a licitação, o trecho possa ficar pronto em oito meses. “Dá pra avançar muito se tiver ganhador da licitação”, afirma o superintendente do Daer em Esteio, engenheiro Ernesto Eichler.

As ocupações irregulares nas ruas laterais já estão na Justiça, que indeferiu liminar pra reintegração de posse nas duas margens. Alguns processos são amigáveis e outros não. “Em Gravataí, já está resolvido, e a outra metade é a parte da Sapucaia. Mas, quando a obra é tocada, as pessoas respeitam e saem”, garante Eichler.

Na última quarta, foram conhecidas as propostas da licitação do viaduto da Avenida Teodomiro de Oliveira, no quilômetro 3,2. “Queremos ter o ganhador até o fim de fevereiro e em março começar obra”, projeta Eichler.


Diário de Canoas
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS