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O preço é que é uma bomba

Gasolina subiu 27% em apenas seis meses nos postos de Canoas, conforme Sulpetro
06/02/2018 09:05 06/02/2018 09:06


Paulo Pires/GES
Em Canoas, preço da gasolina nas bombas é maior do que em cidades vizinhas próximas
Parece que o canoense está submerso sob a lei de Murphy, que afirma “Nada é tão ruim que não possa piorar”. A gasolina com preço médio de R$ 4,34 por litro, faz o cidadão procurar alternativas para se locomover que evite o consumo desse combustível fóssil, ou gerando a necessidade de otimizar trajetos e até deixar o carro na garagem, em muitos os casos. Para piorar, a regra de Murphy brotou nas estações do trem com o maior reajuste na tarifa da história da Trensurb, passando o custo por viagem em R$ 3,40, desde sábado.

Sem alternativas de baixo custo, há quem sonhe que em breve já haverá o teletransporte, mesmo não havendo tecnologia e plutônio suficiente para tal realização molecular. Acontece que o valor do combustível interfere no dia a dia da população, não apenas na sua locomoção, mas em todos os bens e serviços que consome diariamente. Os residentes ainda questionam que a refinaria não ajudaria com um preço mais justo, pela sua localização.

Nossa reportagem buscou respostas que podem ajudar a compreender essa situação. A Petrobrás é a empresa que detém o monopólio da distribuição do combustível, ou seja, é só ela quem vende. Também não adianta reclamar no Procon, pois preço alto não é irregularidade.

Não tem para quem reclamar

Se você deseja reclamar seus direitos, faça à vontade, mas lembre-se que o valor da gasolina não é um deles. O preço alto não é crime para o Procon, é apenas uma regra que o mercado dá ao produto. Segundo o diretor do órgão em Canoas, Gilmar Pedrozzi, os combustíveis são de distribuição exclusiva da Petrobrás e é ela quem controla a política de preços em todo o Brasil.

“Não nos compete julgar os valores, mas sim as irregularidades. Não podemos mandar a Petrobrás baixar os preços, é o mercado quem define. Nossa atuação é quando descobrimos que os preços estão iguais e combinados em diversos postos, mesmo assim, temos dificuldade de comprovar a formação de cartel. Também somos responsáveis de autuar os postos que fraudam os combustíveis ou que entregam menos litros que o cliente realmente está pagando”.

Tributos chegam a 51% no RS

“O sócio majoritário do posto é o governo”, assim defende Adão Oliveira, presidente da Sulpetro. Para o representante dos proprietários dos postos no Estado, a oscilação dos valores é culpa da política de reajuste de preços realizada pelo Ministério da Fazenda, que atualiza os valores a partir da variação do petróleo internacional e do dólar. “Desde que essa regra começou em julho de 2017, a gasolina subiu 27% em seis meses. O revendedor não conseguiu acompanhar e opera com uma defasagem de 28 centavos. Dos nossos associados, 60% estão operando no vermelho e os impostos diminuem nossas margens, pois chegam a 51% do valor que sai na bomba. Ou seja, o governo é quem lucra. Ficamos com 49% para custear tudo, desde o fornecedor, empregados e os custos operacionais. O governo precisa rever essa política”.


Diário de Canoas
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