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Mudou só de bairro

Palmeira histórica ficará em Canoas

Após ser retirada do Centro, árvore com mais de 100 anos foi replantada no bairro Industrial
05/02/2018 11:41 05/02/2018 11:41


Paulo Pires/GES
Remoção da palmeira levou cerca de quatro horas
Aproximava-se das 8h do feriado de Nossa Senhora dos Navegantes quando a Palmeira Canariense plantada na esquina da avenida Victor Barreto com a rua Fioravante Milanez começou a se despedir do movimento do Centro. Os trabalhos para remoção da árvore, que pesa 10 toneladas, duraram cerca de quatro horas e interromperam o tráfego de veículos na região. Onze pessoas da empresa de manutenção e operação de energia elétrica Henerge, uma retroescavadeira, um guindaste e um caminhão formaram a força-tarefa.

Estropos de nylon, uma espécie de fita bem grossa, foram envoltos no tronco para que o guincho do guindaste fosse preso e o processo de retirada começasse. Foram necessárias duas horas somente para soltar a raiz da palmeira. “Depois o caminhão e a retroescavadeira se aproximaram e levantaram a raiz, para deitar a árvore até ela não encostar nos fios”, contou Ricardo Mascarello, supervisor da Henerge. Por volta do meio-dia, a árvore que vivenciou a construção de Canoas já estava na carreta para seguir à nova casa.

Amizade de longa data

Bruna Aquino/GES-Especial
Graças à amizade entre Braz (E) e Amadeu, a palmeira foi replantada em Canoas
Há poucos dias, o destino da planta era incerto, mas a amizade entre o proprietário da Henerge, Braz Mascarello, e Amadeu Leandro da Mota, dono do Café Bar Amadeu, foi determinante para que a palmeira continuasse em Canoas. “A floricultura que levaria a árvore para Capão da Canoa entrou em contato com o Braz. Pelo fato da polícia rodoviária não permitir o transporte nessa época, eu disse a ele que se não conseguissem levar eu daria a ele”, explica Amadeu.

Todo o trabalho de retirada e replantio da árvore foi gratuito. “Fiz porque ele é meu amigo há muito tempo e tenho onde plantar”, disse Braz.

Transporte rápido e replantio imediato

Paulo Pires/Paulo Pires/GES
Árvore foi imediatamente replantada e ficará amparada por cabos de aço por seis meses
No início da tarde, a palmeira já havia sido replantada no novo local, que fica em uma área de aproximadamente 2 hectares pertencente à Henerge. O transporte rápido e o replantio imediato devem contribuir para o sucesso do transplante, segundo já havia declarado ao DC a professora de Biologia da Ulbra Canoas Soraia Girardi Bauermann. “A vantagem é que a raiz não é tão profunda, pega no lugar novo mais fácil”, comentou a Mestre em Botânica e Doutora em Geociências.

Mas, por enquanto, a palmeira ficará ligada ao chão por vários cabos de aço. A árvore permanecerá “escorada” por um período de seis meses, até que sua raiz se fixe bem ao novo solo. Ainda conforme Soraia, o tipo de raiz da palmeira - em cabeleira - também colabora para o êxito da operação.

“A árvore é patrimônio histórico e ambiental de Canoas. Estou muito feliz que ela ficou aqui”, disse Walter Kuhne Júnior, do projeto Biodiversidade. Este foi o mesmo sentimento de Braz e de Amadeu, velho companheiro da planta. “Tô triste, mas estou feliz de ela continuar aqui.”


Diário de Canoas
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