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Vôlei

Fronckowiak está na Itália e de olho na concorrência

Auxiliar técnico da seleção brasileira de vôlei, Marcelo Fronckowiak está no comando do Vibo Valentia, da Série A1 Italiana
10/02/2018 20:47 10/02/2018 20:48

Vibo Valentia/Divulgação
Treinador comanda equipe italiana
Movido a desafios, o auxiliar técnico da seleção brasileira masculina de vôlei, Marcelo Fronckowiak, retornou em janeiro para o voleibol europeu. Depois de comandar equipes na França e na Rússia há alguns anos, o também ex-treinador do Vôlei Canoas assumiu a equipe do Vibo Valentia, que disputa a Série A1 da Itália. Morador de Novo Hamburgo, Fronckowiak deixou a família no Vale do Sinos para tentar mudar o retrospecto da equipe italiana, que ocupa a 12ª colocação na liga (que tem 14 times), com 12 pontos.

Mas engana-se quem pensa que o porto-alegrense foi para solo italiano apenas para treinar a atual equipe – ele tem contrato até o final desta temporada, em abril, e possibilidade de renovar por mais uma -, mas também com o objetivo de identificar adversários em potencial que num futuro próximo podem enfrentar o Brasil em competições internacionais. Neste domingo, Fronckowiak terá uma missão bastante complicada, pois sua equipe encara o Modena, que conta com o levantador Bruninho e o craque francês Earvin Ngapeth, eleito o melhor jogador da Liga Mundial de 2017. E para falar sobre o trabalho na Itália e as observações que ajudarão a seleção brasileira, Fronckowiak concedeu uma entrevista exclusiva ao ABC Domingo.

ENTREVISTA - Marcelo Fronckowiak

Como foi o convite para assumir a equipe na Itália? E como está sendo o trabalho, já que chegou para recuperar o clube na tabela de classificação?
Recebi esse convite no início de janeiro, tenho alguns contatos na Europa, e o fato de já ter treinado aqui, e também estar na seleção brasileira, acaba facilitando um pouco. É um clube que tem boa estrutura, mas ainda está fazendo uma temporada bastante abaixo do esperado. A ideia de trocar o treinador foi em função disso, e quando cheguei conseguimos ganhar um jogo, e agora estamos enfrentando adversários que estão no alto da tabela, e perdemos dois jogos na sequência. Não é muito diferente da expectativa, mas estou trabalhando e tentando colocar minha marca aqui. Tenho sido avaliado positivamente neste sentido, venho fazendo esforço para aprender o italiano.

É possível conciliar o trabalho de treinador na Itália e o de auxiliar técnico na seleção brasileira?
Tranquilamente é possível conciliar o trabalho, até é uma prerrogativa para o Renan Dal Zotto (técnico da seleção brasileira), que acha interessante eu poder acompanhar os melhores jogadores do mundo que estão neste campeonato, e também, eventualmente, jogadores brasileiros que estão aqui, e outros que talvez venham para cá na próxima temporada. Isso não é um problema.

Qual a tua opinião sobre o atual cenário do voleibol italiano?
O vôlei aqui volta a ser o mais importante do mundo, porque estão voltando os grandes investimentos. Durante alguns anos eles não fizeram queda nem decida de equipes, e ano que vem volta a ter isso. Nos próximos anos querem fazer um campeonato apenas com 12 equipes. E isso vai fazer com que o nível fique ainda mais alto. Infelizmente no Brasil não temos um campeonato que tenha tantos jogos e uma regularidade tão grande quanto o italiano.

Já foste treinador de equipes estrangeiras, mas o que essa nova vivência pode contribuir para a seleção brasileira?
Já trabalhei em outros países, mas acho que o Campeonato Italiano representa uma passagem de nível, porque a estrutura, a visão da Federação que se ocupa da seleção, e a liga de clubes se ocupa do campeonato, tem uma vitrine impressionante na Europa inteira. São jogadores do mundo todo. Ainda temos no Brasil uma característica de trabalho técnico mais forte que aqui, mas é o que estou tentando implantar no meu time. Aqui tem a cultura do estudo ao adversário, estatísticas e números.


Diário de Canoas
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