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Prevenção no calor

Brotoejas, otites e acne solar: saiba como evitar as principais doenças do verão

Lista de enfermidades comuns na estação ainda inclui as transmitidas por insetos e patologias infectocontagiosas
15/01/2018 14:35 15/01/2018 15:01

O que todos querem no auge do verão é aproveitar os benefícios das férias na estação de altas temperaturas. Para isso, a ordem é estar com a saúde em dia. Nem pensar em viroses que provocam diarreia, vômitos e febre, as picadas de mosquitos que resultam em vermelhidão, ou a super exposição ao sol que resulta em insolação e pele queimada. Para isso, a prevenção é a principal saída. E se a doença aparecer como reflexo das altas temperaturas, o indicado é procurar atendimento médico para ficar bem.

O médico de Família e Comunidade da Unimed Vale do Sinos, Marcos Vinícius Ambrosini Mendonça, diz que com o aumento da temperatura é fundamental manter-se hidratado, beber dois litros de água por dia e ter uma boa proteção solar. Na praia deve-se usar protetor solar fator 30. “A gente precisa fazer a reaplicação a cada duas horas e sempre reaplicar quando vai para água”, salienta.

Ele lembra que para crianças menores de seis meses, onde o uso de protetor solar não está recomendado. É importante evitar exposição solar, lembrando que isso ocorre mesmo debaixo do guarda-sol.

Outra dica do médico refere-se aos cuidados com os alimentos, que se degradam de uma forma mais rápida neste período. Por isso, alerta, deve-se conservar sempre os alimentos na geladeira e limpá-los para evitar o contágio por gastroenterites. Mendonça complementa que naqueles locais onde há problema de infestação de mosquitos as pessoas devem usar mosquiteiro e/ou repelente.

Cuidados

Susi Mello/Susi Mello/GES-Especial
CUIDADOS: Neivani (à direita), com filhos e afilhada na piscina, não esquece o protetor solar e água
A cozinheira Neivani Michaelsen, 36 anos, na beira da piscina do clube hamburguense Grêmio Atiradores, ao lado dos filhos Jéssica, 19, Micaela, 15 e Marcos Henrique, 8, e da afilhada Taila de Oliveira, 3, contou que cuida para evitar doenças.

O consumo de água é regra assim como o uso de protetor solar e repelente para evitar as famosas picadas de mosquito. O receio da mãe do trio é que ninguém sofra com virose ou insolação, situações vivenciadas por dois de seus filhos. Se a prevenção não é suficiente, ela recorre ao soro caseiro e não pensa duas vezes em procurar atendimento médico.

As doenças mais comuns no verão em quatro grupos

1. Doenças transmitidas por insetos
2. Patologias infectocontagiosas
3. Desidratação e diarreia
4. Queimadura solar, insolação e lesões de pele

1.Transmitidas por insetos

Dengue

Dengue é uma doença causada por um vírus e pode acometer qualquer faixa etária que cursa com febre alta, dores no corpo, náuseas e vômitos e manchas avermelhadas na pele; na maioria das vezes a imunidade do corpo vence a infecção, controlada por medicamentos para aliviar os sintomas. Entretanto, em casos graves (forma hemorrágica), pode haver sangramentos (hemorragia), e queda importante da pressão arterial, exigindo internação hospitalar.

Febre Amarela

Outros mosquitos, como o Aedes alpobictus (também transmissor da febre amarela) e o flebotomíneo (mosquito-palha, transmissor da Leishmaniose) também causam doenças ao homem. A febre amarela é uma doença causada por um vírus que cursa com febre alta, calafrios, dor de cabeça (cefaleia), dores no corpo, náuseas e vômitos. Normalmente tem duração de três dias. Em alguns casos pode comprometer o fígado, podendo causar sangramento e uma cor amarelada na pele, nas mucosas e nos olhos. É uma doença que pode ser grave se não cuidada com atenção.

Leishmaniose

É uma doença causada por um protozoário. O mosquito após picar um animal infectado pode transmitir a doença a uma pessoa, que pode se manifestar na pele (forma cutânea) ou nos órgãos internos (forma visceral). A forma cutânea cursa com úlceras de pele, enquanto a forma visceral cursa com febre, pneumonia, diarreia, emagrecimento e aumento do baço e fígado. Existe diagnóstico e tratamento específicos.

Como prevenir

Prevenimos a dengue eliminando todos os focos do mosquito Aedes aegypti. Assim, devemos tomar cuidado redobrado com qualquer recipiente que possa acumular água, pois ele pode se tornar um lugar favorável para a reprodução do mosquito. A limpeza dos recipientes é fundamental, uma vez que os ovos adquirem resistência ao ressecamento em 15 horas após a postura, podendo resistir até 450 dias mesmo que o local onde ele foi depositado fique seco.

As fêmeas costumam picar no começo da manhã ou no final da tarde, mas podem picar à noite se alguém aproximar-se muito do local onde o mosquito se esconde, como embaixo de móveis. Costumam picar nas regiões dos pés, tornozelos e pernas. Isto ocorre, pois costumam voar a uma altura máxima de meio metro do solo.

O uso de repelentes é fundamental. Lembre-se de que não é recomendado o uso de repelentes em crianças menores de seis meses. Nesse caso, o uso de mosquiteiros e roupas compridas são obrigatórios em áreas infestadas por mosquitos. Se você estiver com alguns destes sintomas, procure seu médico ou sua unidade de saúde para buscar o melhor cuidado e tratamento possível.

Fonte: Marcos Vinícius Ambrosini Mendonça - Médico de Família e Comunidade da Unimed Vale dos Sinos

2. Infectocontagiosas

Varicela e a rubéola

Elas possuem vacinação especifica, mas têm aumentado sua prevalência, sendo mais comum em crianças e adultos jovens. Apresentam quadro de febre, dores no corpo e prurido e lesões de pele, sendo tratadas com analgésicos comuns repouso e hidratação.

Na varicela as lesões são vesículas com secreção serosa e muito pruriginosas. Já na rubéola, a pele fica acometida em reação exantemática, podendo ser confundida com uma reação alérgica. Devemos sempre procurar auxilio médico para o diagnóstico correto e notificação à vigilância epidemiológica do município.

Síndromes gripais respiratórias

Elas continuam acontecendo mesmo ao final do inverno.

Parasitas na pele

Conhecidos como piolhos e sarna e também da larva migrans ou bicho geográfico são mais comuns em crianças e estão relacionados as condições de higiene corporal e ambiental. Portanto, devemos manter o pátio limpo principalmente em áreas de gramas e recolher as fezes de animais de estimação também em vias públicas. O piolho busca área de pelos e couro cabeludo causando coceira e desconforto.

A sarna acomete a pele, principalmente em área de dobras dos membros superiores e inferiores e o tronco, costuma ter lesões de pele em pontinhos agrupados em micro pápulas com prurido. Quanto ao bicho geográfico, conseguimos identificar o caminho da larva por baixo da pele levando a inchaço e hiperemia local e uma lesão que lembra o desenho de um mapa. Podem ser tratados com antiparasitários tópicos ou orais.

Conjuntivite

São comuns e seus sintomas são olhos vermelhos e sensação de areia nos olhos, algumas vezes com inchaço das pálpebras e secreção purulenta. Devem ser avaliadas por um médico que irá prescrever o tratamento definitivo, mas as pessoas podem fazer compressas frias e limpeza.

Durante o verão as bacterianas são mais comuns e transmitidas pelo contato com outras pessoas acometidas ou em período de incubação. Devemos sempre lavar as mãos e separar toalhas e objetos de uso pessoal que teve contato com os olhos. São comuns em todas as faixas etárias.

Otites

As externas têm aumento de frequência no verão, principalmente pelos banhos de imersão em piscinas, lagos, praia. São mais frequentes em crianças e adolescentes, que costumam ficar mais tempo expostos. Ao primeiro sinal de desconforto saia da agua e enxugue os ouvidos com a ponta de uma toalha, evitando o uso de cotonetes e a manipulação do conduto auditivo. É imprescindível a avaliação médica para o tratamento adequado.

Fonte: Vitor Hugo Junges Filho - médico de Família e Comunidade da Unimed Vale dos Sinos

3. Desidratação e gastroenterites

Gastroenterites

A diarreia é frequentemente acompanhada de náusea, vômitos, evacuações aquosas e sem sangue ou muco. A febre é pouco frequente. Nesses casos, uma dieta pobre em gorduras e fibras, associado ao aumento da ingestão de água e sais minerais são suficientes para a resolução do quadro. Devemos nos atentar para os sinais de gravidade como febre, sangue ou muco nas fezes e sinais de desidratação que podem indicar o uso de fluidos endovenosos e terapia com antibióticos.

Hepatites

Nos casos de Hepatite A também apresenta-se dor, amarelão (icterícia), urina muito escura e fezes claras como massa de vidraceiro. Pode ser grave e requerer internação hospitalar. É mais comum em áreas com pouco saneamento básico, sem água potável e esgoto a céu aberto.

A hepatite é encontrada em qualquer faixa etária e pode ser evitadas com a lavagem das mãos e dos alimentos, cuidando a procedência e a higiene dos locais que servem os alimentos em restaurantes e lancherias. A desidratação também pode ocorrer sem apresentarmos quadros intestinais, estando relacionada a ingestão inadequada de água e má alimentação.

Desidratação

Os idosos e as crianças menores são mais suscetíveis a desidratação que, além da sede, da diminuição da diurese e da sensação de mucosa secas, podem desenvolver um quadro mais grave de prostração, fraqueza, taquicardia com hipotensão podendo levar a desmaios. Deve ser incentivada a ingestão regular de água, independentemente de sentirmos sede. É importante lembrar que no idoso a percepção de sede costuma estar atrasada em relação aos jovens e que nas crianças as reservas de água são menores.

Fonte: Vitor Hugo Junges Filho - médico de Família e Comunidade da Unimed Vale dos Sinos

4. Insolação, queimaduras e lesões de pele

Queimaduras

A exposição ao sol sem proteção gera queimaduras na pele. Na maioria das vezes, a queimadura é de primeiro grau, causando vermelhidão, aumento da temperatura e sensação de dor e ardência. Pode-se aliviar a dor com analgésicos e hidratantes. Entretanto, proteger-se do sol e tomar bastante água é fundamental para a recuperação.

A exposição solar pode causar lesões de pele irreversíveis, bem como aumentar o risco de desenvolvimento de câncer de pele. Em alguns casos, por exposição excessiva ao sol, algumas pessoas podem apresentar insolação, uma sensação de mal estar que pode ocorrer em qualquer faixa etária. Os sintomas são queimaduras na pele, sensação de falta de ar, dor de cabeça, náuseas e tontura, febre e alterações no nível de consciência.

O recomendado é manter-se hidratado - beber ao menos dois litros de água por dia, aplicar o protetor solar no mínimo 30 minutos antes de se expor ao calor e reaplicar o protetor após sair da água e reaplicá-lo a cada duas horas. Deve-se evitar horários com concentração solar (entre 11 e 16 horas). Além do filtro solar é importante usar chapéu, roupas de algodão e óculos de sol nas atividades ao ar livre. As barracas usadas na praia devem ser feitas de algodão ou lona, materiais que absorvem 50% da radiação UV.

Micoses

As infecções por fungos na pele, nas unhas e nos cabelos, são mais conhecidas como micoses. Os pés, a virilha e as unhas são os lugares mais comuns, podendo ocorrer em qualquer faixa etária. Se apresentam como manchas brancas, descamações entre os dedos, ou manchas vermelhas acompanhadas de coceira.

Brotoejas

As brotoejas são pequenas bolinhas vermelhas ou bolhas transparentes que surgem, principalmente nos bebês, devido à irritação da pele com o suor ou com o uso de cremes em excesso ou roupas muito fechadas. As regiões mais acometidas são as “dobrinhas” da própria pele ou das roupas. Podem apresentar coceira.

Acne solar

O aumento da oleosidade da pele pelo calor, somado ao uso de cremes e protetores solares também pode causar acne (conhecida como acne solar).

Como prevenir

Para evitar micoses, brotoejas e acne solar, mantenha a pele e cabelos secos diminuindo o acúmulo de umidade. Evite andar descalço em pisos úmidos, utilize roupas leves, sapatos abertos e não muito apertados e não compartilhe toalhas e calçados de outras pessoas. Ao procurar uma manicure, leve o seu próprio material.

Fonte: Marcos Vinícius Ambrosini Mendonça - Médico de Família e Comunidade da Unimed Vale dos Sinos


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