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Plano Cicloviário de Canoas

Poucas ciclovias e muitos impasses

Conforme o governo, falta de conexão entre o projeto e o Plano Diretor barra captação de recursos
29/01/2018 10:49 29/01/2018 10:49


Paulo Pires/GES
Hermes, Hugo e Peterson integram a Associação Pedala Canoas
Aprovado pela Câmara de Vereadores em julho de 2015, o Plano Cicloviário de Canoas pouco saiu do papel, e isso é consenso entre ciclistas e governo - cada um com seus argumentos. A pedaladas lentas, o traçado do projeto das ciclovias no município - o segundo do País, de acordo com a Associação Pedala Canoas -, vai começar a deixar o campo das ideias assim que a proposta for alinhada ao Plano Diretor da cidade, datado de final de 2016.

“Depois da licitação, começaram as conversas com as associações de ciclistas, conversas quase semanais. Até 2016, o Executivo conversava com os ciclistas. Hoje, temos que provocar o diálogo ”, diz Hugo Lagranha Neto, um dos fundadores da Pedala Canoas, criada em 2013. A demanda mais ressaltada pelos integrantes da Pedala Canoas é a "Ciclovia dos Parques", projeto que pretende ligar, através de ciclofaixas, os parques Eduardo Gomes e Getúlio Vargas. "Em 2014, Canoas tinha cerca de 10 mil ciclistas. No levantamento feito na época, mais de 50% desses ciclistas usavam a bicicleta para se deslocar ao trabalho. O nosso foco é contribuir para melhorar a vida de quem usa a bicicleta para trabalhar”, afirmam, junto com Hugo, os ciclistas Hermes David Ramos e Peterson Lafte dos Santos. Peterson, inclusive, usa a bicicleta para ir ao trabalho. Hoje, Canoas conta, ao todo, com cerca de 15 mil ciclistas.

Mas para tirar apenas 1 quilômetro do papel, são necessários R$ 500 mil, de acordo com o presidente do Instituto Canoas XXI, Francisco Horbe. "Uma rede como essa custa R$ 100 milhões para implantar", garante Francisco, um dos responsáveis pelo Plano Cicloviário de Porto Alegre. "Precisamos do Plano de Mobilidade pronto para buscar recursos", complementa.

Plano Cicloviário x Plano Diretor


Paulo Pires/GES
Conforme Francisco Horbe, Plano Cicloviário está em desacordo com o Plano Diretor de Canoas
Segundo Francisco, o maior motivo de o Plano Cicloviário ainda não ter sido implantado é o fato de estar em desacordo com o Plano Diretor da cidade. "Temos um Plano de Mobilidade que abrange tudo. Com ele, é possível atualizar o Plano Cicloviário, que foi feito em 2015 e está em desacordo com o Plano Diretor, finalizado no final de 2016. No Plano de Mobilidade, vamos fazer um raio X dos bairros." 

Hoje, Canoas conta com 7,5 quilômetros de ciclovia. Segundo a associação, seriam necessários 160 quilômetros. De acordo com os planos do governo, devem ser implantados 197 quilômetros, mas não há previsão para as obras. Os trio de ciclistas usou como exemplo a cidade de Bogotá, capital da Colômbia, lugar com mais quilômetros de ciclovias de toda a América Latina: dos 2.513 quilômetros de ciclovias que existem no continente, Bogotá tem 392. O dado conta em um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

“O governo não quer mudar muita coisa”, contrapõe David sobre as alterações no trânsito geralmente serem feitas pensando em motoristas, não em ciclistas. “Eles acham que com a ciclovia o carro está perdendo espaço.” Para Hugo, todos os ciclistas são hoje "invisíveis".

Na prática


Paulo Pires/GES
Manoel usa a bicicleta para trabalhar e diz que seria melhor se tivessem mais ciclovias
Assim como Peterson, Manoel Cardoso Soares usa a bicicleta como meio de transporte para o serviço. Ele mora no bairro Mathias Velho e trabalha no Anchieta, em Porto Alegre. "É melhor andar na ciclovia porque é mais seguro", conta. Mas na maioria dos caminhos que costuma fazer em Canoas não encontra ciclofaixas. Este também é caso de Gabriel Henrique Rodrigues. "Seria bom ter mais ciclovias porque os carros tocam por cima e se mandam, e não tem como competir com um motor."

Os integrantes da Pedala Canoas lembram que uma emenda do deputado federal Danrlei de Deus destinou uma verba de R$ 733 mil para execução da "Ciclovia dos Parques". Questionado sobre o assunto, o presidente do Instituto Canoas XXI apenas disse: "esse valor dá para fazer só 1,5 quilômetro".

Segurança como prioridade

Tanto governo quanto ciclistas estão de acordo quanto a um ponto muito importante: a segurança de quem trafegar pelas ciclovias. "As cidades não foram feitas para bicicletas. Elas foram feitas para carros e pedestres. Buscamos uma ciclovia que seja segura e útil ao canoense. Ela tem que levar a algum lugar, não só existir em um trecho curto", defende Francisco. Para os ciclistas, o plano deve ser executado como aprovado no que diz respeito a itens como o "acostamento" da ciclofaixa. "Isso nos garante segurança", conclui o trio.


Diário de Canoas
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