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Escritório na praia

Litoral norte abre seis mil vagas para trabalho temporário no veraneio

A demanda aumenta ainda ainda mais com o comércio flutuante que se instala nas praias gaúchas
26/12/2017 21:56 27/12/2017 09:49

Nicolle Frapiccini/ GES-Especial
Mar de guarda-sóis coloriu a beira da praia em Tramandaí
A abertura da temporada de verão 2018 começou tímida no último final de semana de Natal. Entretanto, a partir de agora, com as férias e festas de fim de ano, a movimentação nas praias gaúchas se intensifica. Consequentemente, o ritmo de contratações é aquecido e se torna uma boa chance para aqueles que buscam ingresso ou recolocação no mercado de trabalho. E as oportunidades estão batendo na porta dos interessados: há uma estimativa de que cerca de 6 mil vagas temporárias sejam preenchidas nos restaurantes, redes de hotelaria e comércio no litoral neste verão. É o que divulga o Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares do Litoral Norte do Rio Grande do Sul (SHRBS).

As seis mil vagas disponíveis no período de veraneio estão divididas entre os municípios que abrangem o Litoral Norte Gaúcho. Contudo, cidades maiores – com maiores demandas – contam com mais vagas temporárias nos comércios, nas redes de hotéis e nos restaurantes. Para Torres, por exemplo, há 2 mil vagas disponíveis nesse período, enquanto Tramandaí conta com 1,3 mil e Capão da Canoa com mais de 1,2 mil. A Presidente do Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares do Litoral Norte do Rio Grande do Sul (SHRBS), Ivone Ferraz, afirma que a maior parte das requisições é na área da gastronomia. “Temos muitos bares que têm grande movimentação e precisam de mais gente nessa época”, justifica.

A demanda aumenta, ainda, com o comércio flutuante que se instala nas praias gaúchas. Ou seja, aqueles que vem de outras cidades, alugam uma casa em uma praia específica, trabalham e, no fim do veraneio, fecham suas portas e retornam para suas cidades.

Público

O turismo, na visão de Ivone, é uma atividade espontânea e, no litoral gaúcho, uma tradição. Por isso, o cliente está cada vez mais exigente com o produto e o atendimento. “Com isso vemos a necessidade de qualificação com postura dos profissionais, pessoas que entendem do assunto. E o que percebemos na mão de obra hoje, é que uns 50% dos trabalhadores são amadores”, esclarece, frisando a importância de atender bem o cliente. “É prestação de serviço, então, tu precisa atender o cliente e deixá-lo satisfeito no momento em que está comprando”, completa.

Ela projeta um crescimento de 10 a 11% de movimentação turística nas praias do litoral. Em Torres, por exemplo, deve-se ter um giro de 300 a 400 mil pessoas, o que não representa a hospedagem de todos, mas sim número flutuante. “Pessoas que vem, fazem um 'day-use' da cidade e vão embora”, explica. Tramandaí e Capão da Canoa devem receber durante a temporada 250 mil pessoas, sendo que de 100 a 150 mil, conforme Ivone, ficam nas cidades. Nos municípios pequenos como Arroio do Sal, Curumim, Xangri-Lá, Atlântida, Imbé, Mariluz, Cidreira, Pinhal e outros o giro de veranistas devem ser de 10 a 15 mil pessoas. “Teremos mais de 1,5 milhão de turistas no nosso litoral gaúcho e, por isso, temos essas 6 mil vagas, que necessitam de mão de obra.”

Pré-requisitos e como se candidatar

Com o cliente cada vez mais exigente, os restaurantes, estabelecimentos e redes de hotelaria que estiverem contratando também contam com o contrato temporário de profissionais capacitados. Há cursos de gastronomia, hotelaria e atendimentos que, eventualmente, os estabelecimentos podem pedir, mas não é uma regra. Basta a pessoa que deseja a vaga temporária de trabalho tenha boa vontade de aprender. E, conforme a Presidente do Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares do Litoral Norte do Rio Grande do Sul (SHRBS), Ivone Ferraz, tenha noção da importância que o turismo tem para as cidades do litoral, principalmente nesta época do ano. Para se candidatar às 6 mil vagas disponíveis, espalhadas pelas cidades do litoral gaúcho, Ivone afirma que basta a pessoa ir até o local de interesse. “Sempre indico que cada um escolha bem o que quer fazer. Às vezes muitos querem um emprego, mas não o trabalho, mas vale lembrar que trabalhar dá trabalho. Então escolha bem a área e vá direto no estabelecimento para conversar com os responsáveis”, orienta.


CDL Tramandaí/Imbé - Cada ano mais difícil


As contratações no litoral gaúcho, conforme a vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Tramandaí e Imbé, Claudia Matias Moreira, os comércios contratam 40% a mais de funcionários no verão. No entanto, ela percebe que, a cada ano, está mais difícil de preencher essas vagas. No caso, neste verão, essas 6 mil vagas. “O pessoal não quer trabalhar em sábados, domingos e feriados. Talvez seja um problema cultural, e os comércios e lojas precisam de funcionários nessas datas”, explica. Ela aponta que há grande procura para as vagas de menores de idade, o que não é permitido. Há vagas, mas não o público específico. “Todo ano que entramos na temporada de verão há cartazes de divulgação das vagas e nem todas são preenchidas.” Apesar disso, Claudia acredita que, em comparação ao ano passado, tenha mais gente a procura das vagas. “Em cima do laço, mas estamos recebemos currículos. E o comércio é onde mais buscam vagas”, conclui ela, que acredita, ainda, que sobre, ainda, 10% do total de vagas oferecidas nesta temporada de verão 2018.

CDL Torres - Faturamento 3x maior no verão


Se a demanda para Torres é oferecer 2 mil vagas de contratos temporários nesse verão, o presidente do CDL da cidade, Juares Matos, confirma que os lojistas estabelecidos com essa realidade no veraneio, vão atender a demanda e muito bem, por sinal. “A movimentação já está acontecendo e já houve contratações. Nossa expectativa é das melhores e esta temporada é uma promessa, tanto para o faturamento, como para a vaga de emprego”, pontua. Ele acredita que as vagas temporárias são importantes e se justificam por elas mesmas, já que se existe a vaga, existe demanda e o crescimento dessa demanda é um ato positivo para o comércio local. “O faturamento é diferente e maior nessa época. Falamos num valor de 3x ou 4x maior do que se fatura no decorrer do ano. E o comércio está acostumado e bem preparado para atender essa demanda”, complementa.


ACICC Capão da Canoa e Xangri-Lá - Movimentação 15% maior

Os empresários estão se preparando há cerca de três meses para melhor receber os veranistas nas praias de Capão da Canoa e Xangri-Lá. Mário Santos, secretário executivo da Associação Comercial Industrial (ACICC), que responde pelas duas cidades, destaca que este Natal foi muito bom para o comércio e teve, segundo análises, crescimento de 15% em relação ao ano passado. “Cada empresário fez sua ação interna com seus funcionários, contratou um número bem significativo de novos temporários”, diz.

Em relação a bares e restaurantes, se espera um crescimento de 15 a 20% de público em comparação ao verão do ano passado. De acordo com Santos, a repercussão negativa é nas lojas de material de construção. “As obras para o veranista vir e ter sossego. É uma situação com prós e contras”, salienta. Desta forma, ele conclui que as expectativas são das melhores. “Tem lojista que tem seus quiosques à beira mar e o que eles ganham no verão sustenta a família o ano todo. Então é isso que esperamos deste verão, uma movimentação muito maior que no ano passado.”


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