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Dentro da média

Canoas teve 115 homicídios registrados em 2017

Policias trabalharam muito e a boa notícia é a redução a zero dos latrocínios
02/01/2018 09:01 02/01/2018 09:01


Polícia Civil/Divulgação
Tráfico é o maior mal quando o assunto é homicídio
O ano que passou está esteve longe de ser o mais violento da história de Canoas. Foram 115 homicídios consumados, segundo levantamento feito pelo Diário de Canoas. Um número distante das 133 mortes registradas em 2015, por exemplo. É claro que também não foi o menos violento e a cidade está longe de retomar aquela média de 80 mortes por ano que eram anotadas no início da década passada. Afinal, assassinatos sempre vão acontecer e seria utópico imaginar uma cidade sem crimes. O que importa, portanto, é que as polícias estão trabalhando. E trabalhando MUITO.

Atuando no fronte do combate dos crimes contra a vida da Polícia Civil, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Canoas deu um salto em 2017. Embora o número de prisões não tenha superado as 34 executadas no ano passado, só os inquéritos remetidos à Justiça, dobraram a produção da DP. No total, 313 procedimentos foram remetidos este ano. E 202 casos foram elucidados. Isso em um cenário de atrasos de salários, greves e baixo efetivo. "Com quatro policiais a mais na delegacia, nosso resultado na solução dos crimes seria ainda melhor", aponta o delegado Luíz Antônio Firmino, titular da DP.

Tráfico - Conforme garante Firmino, à parte casos pontuais, 95% das mortes em Canoas estão relacionadas ao tráfico de entorpecentes. A guerra entre facções pela disputa de terrenos resulta anualmente em sangue derramado nas calçadas não só dos canoenses, é claro. Nesse sentido, nenhum crime deu mais dor de cabeça que a chacina promovida por uma quadrilha em uma borracharia em abril do ano passado. "Felizmente, todos os envolvidos nas mortes foram identificados e estão presou ou foragidos da Justiça", confirma. "Esta é a importância do trabalho da Polícia Civil. Não deixar o crime impune", ressalta. "Se o sujeito matar, ele tem que ter a consciência de que vai pagar pelo crime", conclui.

Contra o tráfico

Se o tráfico é o maior mal quando o assunto é homicídio, é preciso combatê-lo. E foi o que a Polícia Civil fez. Não só a Homicídios. Ao longo de todo o ano, operações foram desencadeadas afim de acabar com "bocas de fumo", prender patrões e destruir refinarias. Uma das mais notáveis foi a nomeada Operação Destino, que levou à cadeia 25 traficantes que atuavam perto de escolas do município. A ação, desencadeada em julho, foi promovida pela 1ª Delegacia de Investigações do Narcotráfico (DIN), braço do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc). Na época, denúncias levaram os agentes a monitorarem pelo menos 100 escolas do município. As campanas deram certo, resultando em um bom número de prisões e apreensões.

Zero latrocínios, uma vitória, segundo a Brigada

Responsável pelo policiamento ostensivo de Canoas, o 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM) também tirou leite de pedra em 2017. Mesmo com efetivo muito aquém do ideal e com um cenário de parcelamento de salários que torna difícil a vida de qualquer trabalhador, os PMs trabalharam forte o ano todo, estivessem em operações integradas junto a Polícia Civil e Secretaria de Segurança Pública ou em ações planejadas pelo próprio quartel para tirar drogas e armas das ruas.

Segundo o major Rogério Araújo, que está respondendo pelo 15º, a Brigada apreendeu mais drogas e armas em 2017 que no ano passado. E todo mundo sabe que menos armas significa menos violência nas ruas. Porém, nenhuma outra vitória foi mais comemorada que a redução dos latrocínios. Nenhum roubo seguido de morte havia sido registrado na cidade até o dia 30 de dezembro. Só ano passado, vale lembrar, cinco pessoas morreram durante roubos na cidade." "O latrocínio é aquele crime que impacta mais a população", observa. "E o fato de termos encerrado o ano sem nenhum registro deste crime é uma conquista."

Expectativa é de redução para 2018

"A expectativa é sempre baixar o número de homicídios. Este ano não conseguimos, mas esperamos trabalhar bastante para alcançar números melhores no ano que vem", comenta o secretário Ranolfo Vieira Júnior, que responde pela Secretaria de Segurança da cidade. Júnior inclusive cita a aquisição das novas viaturas como um reforço extra para a segurança do município no ano que vem. "O ano não foi ruim", avalia. "Acho que houve conquistas sim, como a redução dos latrocínios, mas podemos fazer mais e vamos trabalhar muito pela pela redução da criminalidade em 2018."

Confira quais foram os casos que marcaram o ano:

O dia mais sangrento

Era uma segunda-feira como qualquer outra naquele 30 de janeiro, porém quis o destino que a data se tornasse o dia mais sangrento do ano. Afinal de contas, foram registrados quatro homicídios em menos de 24 horas. Pior: as vítimas foram assassinadas todas em pontos diferentes da cidade. E os crimes não tinham relação entre si. Só no bairro Rio Branco, um homem levou 72 tiros de pistola.

Facada na própria filha

Na manhã de 26 de março, sem motivo aparente, Neila dos Santos Fagundes, 30 anos, acertou a própria filha de 4 anos com uma facada no coração. A faca de cozinha de 15 cm estava cravada no corpo da menina no momento em que o pai chegou a residência, no bairro Mathias Velho. Foi o caso de violência mais estarrecedor registrado na cidade no ano que passou.

Bala perdida na parada

Leila Vieira Fortuna, 35 anos, aguardava em uma parada de ônibus na Rua Florianópolis, no bairro Mathias Velho, quando foi atingida por uma bala perdida no início da manhã de 4 de abril. Ela morreu na hora. A trabalhadora acabou sendo vítima de um atentado criminoso promovido por uma facção no qual morreram também um homem de 40 anos e o filho dele de 19.

Chacina na borracharia

Quatro homens foram mortos e um outro ficou ferido em um ataque a tiros dentro de uma borracharia na Estrada Passo do Nazário, no bairro Guajuviras, na tarde de 22 de abril. Conforme apurou a polícia, oito bandidos encapuzados invadiram o local e atiraram em todos que estavam no bar que também funcionava no local. Motivo? Disputas por pontos de tráfico de drogas, é claro.

Como um bangue-bangue

O número assusta. Foram disparados 126 tiros contra um casal que estava em um bar na noite do dia 25 de maio. Como se não bastasse, os criminosos ainda deixaram o local, em plena Estação Mathias Velho, atirando a esmo para cima, como se estivessem em um bangue-bangue, segundo relataram as testemunhas. Pior ainda, eles voltaram ao local no dia seguinte e eliminaram também o dono do bar que fica na Avenida Rio Grande do Sul.

Os homicídios na ÚLTIMA década:

Ano     Mortes:

2017   115
2016   109
2015   133
2014   106
2013   103
2012   113
2011   86
2010   81
2009   105
2008   82


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