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Falsidade ideológica

Por meio de rede social, investigadores descobrem que preso cumpria pena com nome falso

Alexandre Julianote, de 32 anos, usava identidade com dados do cunhado
05/12/2017 12:52 05/12/2017 12:55

Polícia Civil/Divulgação
Alexandre Julianote usava identidade com o nome do cunhado desde 2008
Ao investigar o caso de um foragido, a Polícia Civil de Três Coroas descobriu que o criminoso já se encontrava preso, porém com outro nome. Por meio de buscas pelo Facebook, os policiais descobriram que Alexandre Julianote, de 32 anos, se passava, desde 2008, por Cristiano Ferreira, nome do cunhado dele, que também era natural de Francisco Beltrão, no Paraná. 

De acordo com a investigação, Julianote, que tem quatro mandados de prisão decretados nos três estados do Sul do País, foi descoberto na Penitenciária Modulada de Charqueadas, onde cumpre pena por crimes cometidos com a identificação falsa.

O RG usado pelo criminoso foi emitido com as digitais e foto de Julianote, mas com dados de outra pessoa, sendo assim, ideologicamente falso. A descoberta ocorreu em outubro, quando a Seção de Investigação da Delegacia de Polícia de Três Coroas identificou que ele tinha um perfil com nome de Gustavo Pereira Julianote. Ao identificarem a companheira do bandido na rede social, os policiais constataram que ela era visitante do presidiário Cristiano Pereira. Na pesquisa ao registro do presidiário, os policiais reconheceram o rosto do criminoso foragido.

Com as informações, o delegado Ivanir Luiz Moschen Caliari, da delegacia de Três Coroas, instaurou inquérito para comprovar a falsidade ideológica cometida por Alexandre. Através de perícia que envolveu o Instituto-Geral de Perícias (IGP) do Rio Grande do Sul e Paraná, foi comprovado que se tratava de Julianote.

O criminoso, que em breve ganharia liberdade provisória, teve, então, outros quatro mandados de prisão vinculados ao seu verdadeiro nome.

Ficha criminal é longa

Entre os crimes envolvendo seu nome verdadeiro, Julianote é acusado de tentativa de homicídio no ano de 2004 em Francisco Beltrão e roubo, ambos em 2006, na cidade de Caçador, em Santa Catarina. Os crimes, com mandados de prisão decretados, não foram cumpridos porque o criminoso estava foragido.

No Rio Grande do Sul, ele tem dois indiciamentos por roubo em Canela também em 2006. Em Três Coroas, o falsário teve dois mandados de prisão preventiva decretados por roubo a residência, tendo como uma das vítimas o então sogro do ex-prefeito da cidade, e a  estabelecimento comercial, ambos em 2006. Julianote e seus comparsas utilizaram armamentos pesados como fuzil para a execução dos crimes.

Com o nome falso, o criminoso cometeu diversos crimes a partir do ano de 2009, como tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito em Alvorada e Porto Alegre. A última prisão ocorreu em junho de 2017, na capital, quando foi flagrado a bordo de um veículo roubado com placas clonadas portando munições de uso restrito, inclusive de fuzil, e “miguelitos” (emaranhado de pregos utilizados para furar pneus e viabilizar fuga em roubos).

De acordo com a investigação, Julianote já buscava uma segunda identidade falsa para que não respondesse pelos crimes vinculados aos nomes anteriores. "Houve atribuição da prática de crime de uso de documento falso para homem que possuía um registro criminal vinculado as suas impressões digitais que, em sua origem, também era falso."

Entenda o caso

Alexandre Julianote é paranaense e veio para o Rio Grande do Sul no ano de 2006, estado no qual não possuía prévio registro civil junto ao departamento de identificação. De posse da certidão de nascimento de seu cunhado, Cristiano Pereira, que também é paranaense e igualmente não possui prévio registro de identificação no Rio Grande do Sul, foi cadastrado junto a Alexandre um RG falso no Estado em 2008, com o vínculo de sua foto, características físicas e digitais com o nome, filiação e demais dados constantes na certidão de nascimento de Cristiano Pereira. Assim, a partir de 2008, toda vez que tinha suas digitais submetidas a análise no território gaúcho, Alexandre Julianote, já foragido com quatro mandados de prisões decretados em três diferentes estados, não era preso. Além disso, passou a cometer diversos outros crimes com a identificação falsa, tendo sido preso em face de alguns deles, mas sempre obtendo liberdade provisória tempos depois.


Diário de Canoas
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