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Agricultura Orgânica

Se a cidade vive de correria, o orgânico precisa é de paciência

Trabalhar com a terra gera renda e ajuda até a curar a depressão de quem ama a natureza
06/12/2017 08:38 06/12/2017 08:38


Paulo Pires/Paulo Pires/GES
Almira se diz feliz da vida com o trabalho
Apesar de ficar na Rua Ayrton Senna, a horta de orgânicos do casal Almira de Moraes e Airton Rodrigues é o oposto da velocidade de um piloto de F-1. Legumes e verduras no lote de 14,7 hectares precisam de paciência, paz e terra boa – e braço bom para manejar, que nem tinha o saudoso ídolo do automobilismo. Para quem gosta, essa calmaria é até terapêutico. “No tempo que morei em cidade grande tive depressão séria”, recorda Dona Almira, hoje com 43 anos. “Trabalhei numa indústria de calçados, era calor, tinha muita pressão e ainda tinha o chefe.” Criada na lavoura hoje ela está feliz da vida em Nova Santa Rita. Seu Airton, aos 53 anos, também. “A gente gosta da liberdade, mas tem que acordar cedo e cuidar para os grilos não estragarem a lavoura”, aponta. “Tomate e pimentão precisam de tela sombrite, senão o sol queima tudo o que a gente planta.”


Paulo Pires/GES
Airton explicou os cuidados que a plantação deve ter
A produção toda é vendida em feiras e fornecida para as escolas do município. Cebola e batata são as apostas orgânicas do momento. Para não perder a certificação é preciso utilizar os insumos adequados e ser bom no manejo da terra para que as pragas não tomem conta e reduzam o lucro. Destaque especial para os pés de alface gigantes que são tirados pelos donos direto da lavoura e causa tanto orgulho nos produtores que eles adoram contar cada etapa e cada técnica especial para garantir aquele verde vistoso.


Paulo Pires/GES
Na propriedade de Augusto, os lotes estão divididos em terras alta e baixa
Na propriedade do agricultor Augusto Olsson, 46, os lotes são divididos em terra alta e terra baixa, conforme a cultura. Para o arroz são 8 hectares, para o restante 4 hectares. Aliás, restante é maneira de dizer: tem brócolis, pimenta-biquinho, aipim, feijão de vagem, alho-poró, frutas, açafrão, gengibre e muito mais na área do Loteamento Santa Rita de Cássia. “Forneço para vários restaurantes vegetarianos da capital”, conta Olsson.

“A chuvarada está atrasando a colheita”
O secretário municipal de Agricultura, Marli Castro, salienta que são 110 produtores orgânicos certificados e 80 em processo. Para atuar no segmento é preciso certificação e estar disposto às constantes fiscalizações dos órgãos competentes. “É rigoroso, os técnicos do Estado e do Governo Federal visitam as lavouras, verificam os insumos utilizados e os processos de manejo”, aponta. É preciso talento para lidar com a terra. Sem agrotóxicos, as plantações ficam mais suscetíveis. O jeito é encontrar alternativas com a sabedoria do povo e técnicas orientadas pela Emater. “Uma técnica utilizada é intercalar as culturas”, aponta Marli. “Evita que as pragas afetem a mesma cultura, quando outra é plantada ali não pega doença, mas a terra sem agrotóxicos vai se recuperar mais lentamente.” O solo pode levar cinco anos para se recuperar totalmente. Mas se o problema é inseto, o negócio é confundir os bichinhos. “As macegas pelo meio da plantação atraem os insetos e livra as folhas”, explica Castro. “´Diversificar as culturas também livra o produtor de mais prejuízo se o clima não for bom e estragar uma delas.” Para incentivar os produtores, a Prefeitura subsidia insumos para a citricultura, ajuda no preparo do solo, com mudas e adubo e fornece assistência técnica com uma forte parceria com a Emater.



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