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Série Orgânicos

Uma cidade verde que produz, beneficia e vende orgânicos

Coopan, de Nova Santa Rita, cria rede sustentável que garante renda e saúde
05/12/2017 10:55 05/12/2017 11:03


Paulo Pires/GES
A Coopan é uma "mini cidade" dos orgânicos em Nova Santa Rita
São 560 hectares dentro de um assentamento de 2,1 mil hectares, entre Portão e Capela de Santana. A Cooperativa de Produção Agropecuária de Nova Santa Rita (Coopan) é muito mais que uma fazenda rústica de grandes proporções. Dá para se dizer que é uma mini cidade dos orgânicos e, por que não, uma “empresa” que cultiva, cria, com tecnologia de sobra para atuar em grande escala. Tratores e outros maquinários estão por todo o lado. Em vez de prédios, há silos, cercados para os animais, e muita área verde. Somente na entidade são 70 sócios que trabalham ali, mas ao todo são 600 habitantes que circundam a estrutura e têm uma forte ligação produtiva com a Coopan (ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra). A base dos recursos vem de contratos com Prefeituras e Governo Federal.
Agora é época de cultivo de arroz. O campo está encharcado porque o grão que deveria ter começado em outubro atrasou um mês. “Se a gente plantasse na época certa, corria risco de perder com a enchente”, destaca o presidente da cooperativa, Nilvo Bosa. Maior produtora de arroz orgânico da América Latina, a Coopan tem produção anual estimada em 20 mil sacas. “O cateto é o grão redondo, o agulha é o compridinho”, ensina Bosa. “O nome ‘integral’ dependerá do quanto vai ser polido ou não no final.” Os números do beneficiamento são ainda maiores porque a entidade coloca à disposição sua tecnologia para os demais produtores da redondeza. O resultado são até 90 mil sacos/ano que passam por ali.

Calibragem do arroz 

Paulo Pires/GES
Evandro Balbinot chega às 7h todos os dias para calibrar o arroz
O produtor Evandro Balbinot, 46, chega às 7 horas todos os dias para calibrar as máquinas de arroz. Do cuidado dele e da equipe sairão quatro mil pacotes de cinco quilos diariamente. “O arroz sai dos silos para a pré-limpeza, para a secagem e vai para o engenho”, ensina. O barulho é tanto, que só com fones dá para aguentar mais de cinco minutos ali. “Tudo tem uma sequência certa.”

Suínos

Paulo Pires/Paulo Pires/GES
Os seis mil suínos recebem suplementos na alimentação
Além dos farelos, os seis mil suínos (para abate) recebem suplementos na alimentação. Como permanecem confinados, a criação de suínos não pode ser considerada orgânica ainda, de acordo com a própria Coopan. Mas a alimentação especial garante uma superqualidade, avalizada pelo veterinário Juliano Zanetti, 25. Com dois frigoríficos, a cooperativa chega a 25 mil abates ao ano, pois também presta serviço a terceiros. Só na área da gestação são 2,5 mil exemplares. São animais gigantes chegando a 270 quilos que geram 11 leitões por parto. Cada porquinho nasce após 114 dias e, entre cinco e seis meses, seguem o seu destino derradeiro. Só de ração são quase três quilos para cada mamãe, por dia. “Após 25 dias, ocorre o desmame; depois são castrados, vacinados, têm os dentes cortados e o rabo cortado”, ensina. “Nesta etapa, há um cuidado muito especial para garantir a saúde.”

Broa e pão doce

Paulo Pires/GES
Maria Manfron madruga para tocar a produção de pães, cucas e bolachas
A produção de leite da Coopan chega a 150 mil litros ao ano. Parte da produção é aproveitada no próprio local. Um dos setores que se beneficia desse universo de matéria-prima é a padaria. A funcionária Maria Naudete Manfron, 41, e mais nove colegas madrugam para tocar uma verdadeira superprodução quando precisam suprir o lanche das escolas de Canoas e Santa Rita. “chegamos a produzir 900 quilos de pão de massinha doce para as crianças em dois dias”, destaca. “Fazemos pão de sanduíche, cuca, bolacha, broa e vendemos também em feiras.”


Diário de Canoas
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