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Mauro Blankenheim

O on no off

"De um tempo para cá, todas as frases são gritadas, exclamadas, com ênfase de declamador"
17/12/2017 06:20

Mauro BlankenheimMauro Blankenheim é publicitário
mauroblankenheim.com.br

Talvez uma das mais significativas contribuições da mídia on line, que a Internet viabilizou, foram as influências na cara da mídia off line. A contragosto vimos a excelsa ascensão do ponto de exclamação que às vezes, nas melhores rodas, é confundido com o ponto de interrogação, o que não deixa de ser incrível. De um tempo para cá, todas as frases são gritadas, exclamadas, com ênfase de declamador. Somos obrigados a reinterpretar uma leitura cuja interpretação já estava consolidada há séculos. Por outro lado, já que nada mais me espanta, a BR-116 exibe uma fachada de loja que provoca com três pontos de interrogação, o que me faz pensar que somos todos disléxicos, com dificuldade de entender o sentido da questão, indubitavelmente um assombro.

O ponto de exclamação nos mais variados tipos de propagandas, como se diz por aí, teve um efeito colateral na sua origem: a crise econômica dos últimos anos que foram Dilmais. Todos os anunciantes passaram a gritar suas ofertas, seus preços e seus produtos como se o consumidor estivesse surdo, tapado pela falta de grana e incapacidade de comprar. O ponto de exclamação somou no volume, mas diminuiu na qualidade da criação das frases, porque em lugar da inteligência se partiu para a ignorância. Sexo explícito.

No entanto, nem tudo é desgraça. Na mídia eletrônica nota-se uma contribuição gráfica bem interessante dos efeitos desenhados pelas redes sociais no celular. Muitas reportagens jornalísticas aparecem na TV, com o enquadramento que a foto do celular permite e insinua uma certa instantaneidade da informação. Um sentido de urgência.

Os programas de polícia tipo Datena, que focalizam a insegura situação de integridade dos brasileiros viventes comuns, usa e abusa destes recursos, o que vai ao encontro de quem se colocou na zona de conforto do parar de pensar para somente agir, com os dedos no teclado. Se a TV era acusada de entregar tudo pronto, em lugar do rádio que aguçava a imaginação do ouvinte, a Internet no telefone embaça o raciocínio do internauta, a ponto de ele se recusar terminantemente a colocar o penso em funcionamento, o que demandaria energia demasiada e esforço físico desproporcional. A imagem já vem com opinião.

A facilidade de transição das informações foi um ganho extra para o fluxo da comunicação. Agilidade e imediatismo foram puxadas pela televisão e pelo rádio, via Facebook, de uma maneira tão intensa que nem sonhávamos há dois anos. A participação dos até então passivos leitores, ouvintes e telespectadores, tomou outro rumo e nem mais os jornalistas fazem jornalismo sozinhos.


Diário de Canoas
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