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Doenças crônicas

Paciente deve ser empoderado

Papel do médico também é orientar e informar
26/11/2017 23:58 26/11/2017 23:59

HCMD/Divulgação
Stephen Stefani, oncologista clínico
O sucesso de um tratamento passa também pelo empoderamento do paciente. Além de cuidados como manter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos e usar medicações conforme receitado, a pessoa diagnosticada com doença crônica deve estar ciente das características do problema e das alternativas em terapia a sua disposição. Para que isso aconteça, porém, é importante que se estabeleça uma relação horizontal entre médico e paciente. “De forma que o profissional passa a não dar ordens, mas dar informação e instrução, para ajudá-lo a tomar uma decisão”, observa o oncologista clínico Stephen Stefani, do Hospital do Câncer Mãe de Deus, de Porto Alegre.

O encontro com o médico deve envolver explicações sobre causas, tratamentos e consequências. E dificilmente isto ocorrerá em uma breve consulta. “A gente precisa entender que não é uma competição entre médico e paciente, mas é todo mundo do mesmo lado contra a doença. Isso não acontece em uma consulta de 15 minutos e pode envolver também várias consultas. Depende ainda do médico identificar. É muito improvável que consiga numa conversa só tomar todas as decisões necessárias para doenças mais difíceis”, destaca o médico.

Expressão do ano

Stefani diz que “empoderamento do paciente” será a expressão de 2018 na área da saúde. O conceito, no entanto, já vem sendo discutido por profissionais há algum tempo. Em 2012, ocorreu em Copenhague, na Dinamarca, a primeira conferência europeia sobre empoderamento do paciente, realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No encontro, foi debatido o aumento mundial no número de casos de doenças crônicas e a necessidade de reformulações na aproximação entre médicos e pacientes, o que envolve estabelecer uma relação de co-produção em que os profissionais interajam com o paciente e seus familiares.

Representação nas políticas de saúde

O empoderamento do paciente ultrapassa o consultório. “É também se fazer representar nas políticas de saúde públicas e privadas, no ambiente assistencial e científico. É importante que o paciente esteja presente na hora de decidir, por exemplo, no seu convênio, onde ele vai alocar recurso da melhor maneira, é importante que participe dos protocolos de pesquisa, não só como um elemento de investigação, mas como alguém que diga ‘tal resultado vai ser melhor ou pior’. A voz do paciente não serve só para que durante uma consulta eu tenha que ouvir a opinião dele”, destaca Stefani. Para o oncologista, o mais importante é incluir o paciente na tomada de decisão de políticas públicas e privadas, já que é ele quem tem a experiência para dizer se determinado medicamento atua como o esperado. “Esse tipo de feedback no ambiente científico e de políticas de saúde é que é onde o empoderamento vai crescer, porque não vai beneficiar só ele, mas toda a comunidade”, enfatiza.


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