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Dermatologia

Autoexame ajuda em diagnóstico precoce do câncer de pele melanoma

Seguir o ABCDE pode identificar alterações em pintas ou sinais
20/11/2017 11:02 20/11/2017 11:21

Um sinal no corpo que mudou de formato pode ser um aviso de desenvolvimento de um melanoma, o mais perigoso entre os tipos de câncer de pele. Segundo o dermatologista Fabiano Siviero Pacheco, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção RS (SBD-RS), observar e conhecer o próprio corpo permite detectar pequenas mudanças em alguns sinais ou pintas. O médico alerta que há algumas orientações, chamadas de ABCDE, que ajudam a identificar um possível melanoma durante o autoexame em casa.

“O melanoma pode ser uma doença perigosa e as pessoas precisam saber identificar quando alguma pinta mudou na sua pele. Nosso ABCDE é uma referência para que a população observe sua pele, ou a pele do seu familiar, e busque um dermatologista para um diagnóstico preciso. A pinta suspeita nem sempre vai se transformar em um melanoma. Porém, quanto antes iniciar-se um diagnóstico e um tratamento, mais tranquilo será o processo”, destaca.


Quando perceber uma dessas alterações, o paciente já deve procurar um dermatologista para uma avaliação. “Nós vamos avaliar se existe ou não um problema, mas o paciente nos auxilia muito ao relatar alguma alteração. O autoexame é fundamental. Se olhar para sua perna, por exemplo, e ver que alguma mancha está diferente, é um indicativo para visitar um especialista. Importante lembrar que toda pele deve ser observada, inclusive couro cabeludo e unhas”, salienta Pacheco.

O melanoma pode se apresentar como uma ferida na pele, como outros tipos de câncer de pele. Além disso, o paciente deve ficar atento aos sangramentos em pintas ou sinais. Dor ou coceira também são suspeitos. O dermatologista alerta que o melanoma pode afetar órgãos como o pulmão, o fígado, o cérebro e outras partes do corpo de maneira generalizada.

O tempo é importante no tratamento. Quanto mais precoce for o diagnóstico, mais superficial é a doença e com mais chances de cura. Este câncer, diferente de outros mais conhecidos de pele, não está associado apenas à exposição solar. "Não existe um fator determinante isolado para desenvolver a doença. Identificamos predisposição para quem tem histórico familiar. Não temos como evitar este câncer, mas podemos minimizar os problemas com o diagnóstico precoce. Recomendamos visitar um dermatologista pelo menos uma vez por ano, para uma revisão geral”, orienta o médico.


Diário de Canoas
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