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Entrevista

Mulheres estão envelhecendo melhor do que antes

Jornalista escreve livro sobre perfil de mulheres que representam a geração com mais de 50 e 60 anos de idade
20/11/2017 10:06 20/11/2017 10:07


Divulgação/Divulgação
Márcia Neder, jornalista e escritora
Autora do livro A Revolução das Mulheres - Os sete perfis que representam a geração 50+, 60+ que está reinventando a maturidade, a jornalista e escritora Márcia Neder diz que as mulheres estão envelhecendo melhor do que antes. “Elas não estão olhando para trás, estão olhando para frente. O que vou fazer hoje é o que vai dizer quem eu vou ser daqui a 20 anos”, sublinha. Na entrevista abaixo, ela fala sobre esta geração que está vivendo a revolução da longevidade.

Há um perfil de mulher que seja maioria no País?

Não existe um perfil brasileiro. Eu fiz um recorte em cima das mulheres que viveram e protagonizaram a revolução feminina nos anos 1960 e construíram uma carreira, construíram uma vida completamente diferente das suas mães e avós. Eu não posso dizer que esta é a mulher brasileira. Ela é uma minoria, que está na posição de abrir novos caminhos, de liderar novas possibilidades. A gente não pode dizer que essa mulher é o retrato da mulher brasileira. É um país com imensas diferenças.

Qual o papel das mulheres de seu livro diante da velhice?

As mulheres líderes, que já fizeram uma revolução lá atrás, estão sinalizando que têm outro caminho, que não é o preconceito contra a velhice, que não é esconder-se atrás de uma cortina. Não é colocar a velhice atrás de um gueto. Ao contrário, é trazer essa discussão e melhorar a percepção que as pessoas têm da velhice. E fazer com que elas enxerguem a vida longa e se preparem para isso.

As mulheres de seu livro servem de modelos?

Elas são líderes só pelo exemplo que elas dão de vida, as opções, o jeito que vivem. Elas são modelos para os filhos, para os netos, sobrinhos, para as amigas, para o ambiente de trabalho. Mas não posso dizer que essa mulher significa a mulher brasileira. Não dá para fazer esse perfil. Nem sete dariam conta disso. Sete é só para esse grupo, só para mostrar o quão diverso é esse imenso borrão da terceira idade – que as pessoas enxergam como borrão e que não é.

Como foi chegar aos 50 anos?

Eu acho que foi muito melhor do que eu imaginava e do que esperava. Eu me preparei tendo uma vida ativa, eu me preparei sendo curiosa, que gosta de aprender o tempo todo, eu tenho uma vida social intensa, um marido maravilhoso. Enfim, eu construí minha vida de um jeito que quando chegou os 50 anos eu falei: puxa, era tão bom e eu não sabia. Estou com 65 e a minha vida é melhor agora. Claro que eu tenho uma dor aqui, um dor ali. Os meus ossos já não são os mesmos, não têm o mesmo vigor. Não é disso que eu estou falando. Realmente, a idade tem um preço. Estou falando sobretudo da maneira de olhar para isso. Eu descobri que pode ser uma fase excelente. Eu encarei como ganho, imensos ganhos.

As mulheres estão se preparando para chegar nesta idade?

Novamente não tem um comportamento que defina. Eu encontrei gente – até nesse grupo que eu entrevistei – que não se preparou. Mesmo elas sendo privilegiadas, muito bem informadas, cultas e não se prepararam. Imagina no conjunto da população? É uma outra realidade. Não dá para ter um peso, uma medida. Tem que olhar o quanto isso é variado e o quanto está mudando na maneira de encarar. A sociedade tem que encarar a velhice de outro jeito. Só o jeito de encarar como velhice tem várias graduações. Temos uma imensidão de velhos, maltratados, estigmatizados, porque não existe uma estrutura, nem na família, nem na sociedade para acolher esses velhos.

Qual o papel de uma família no envelhecimento?

A família é fundamental, mas tudo começa dentro de você. Até o que você vai construir dentro de sua família começa dentro de você.


Diário de Canoas
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