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Europa antiga

Nova e velha Pompeia

Dizimada pelo Vesúvio no ano 79, a cidade teve diversas salas restauradas e abertas ao público recentemente
12/11/2017 07:00

Detalhe de portal

Samuel Bizachi
samuel.bizachi@gruposinos.com.br

O ano era 79. Isso mesmo: 79. Não se engane com 1979. E a manhã daquele 24 de agosto foi fatal para a civilização de Pompeia, aldeia no golfo de Nápoles, no Sul da Itália. O Monte Vesúvio entrou em erupção e dizimou os cerca de 10 a 15 mil habitantes estimados no local naquela época. Para se ter uma ideia da violência da destruição, historiadores afirmam que o vulcão lançou à aldeia pedras de até 8 metros de espessura. E quem não morreu soterrado, foi asfixiado. Pois o Vesúvio lançou também um gás altamente tóxico e letal, sepultando a aldeia até o longínquo século 16.

Foi quando, em 1738, por ordem do Rei Carlos III da Espanha, que dominava Nápoles, se iniciaram escavações no local. O objetivo era apenas construir um canal de água. Porém, logo se encontrou, em 1763, uma inscrição identificando o local como Pompeia. Arqueólogos então começaram um árduo trabalho, que jamais cessou. Até hoje, existem restaurações e manutenções no sítio histórico a 22 quilômetros de Nápoles. E o local segue se transformando. Se você foi a Pompeia há um bom tempo, saiba que recentemente várias salas foram restauradas e abertas ao público, graças a um investimento de 100 milhões de euros no local.

Para quem vai ao Sul da Itália, é um destino que merece pelo menos um dia inteiro da atenção de qualquer turista. Dois ou mais, se o objetivo for visitar também Herculano, cidade histórica vizinha, e se você quiser ir até o próprio Vesúvio. Mas prepare-se para um passeio que é necessário fazer com calma, observando detalhes. Além disso, o local é gigante e, uma vez lá dentro, esteja preparado para caminhar alguns bons quilômetros. Especialmente se quiser visitar o famoso anfiteatro, bastante retirado do início do passeio. Pra quem é fã de rock progressivo, foi neste local que o Pink Floyd gravou, em 1972, seis músicas para um vídeo especial da banda. E onde o guitarrista David Gilmour, do Pink Floyd, gravou em 7 e 8 de julho de 2016 um show com público no local. O primeiro e, talvez, único da história de Pompeia.

Como chegar ao local
Do Centro de Nápoles, se consegue uma passagem de trem que custa 3 euros e o deixa a poucos metros da entrada do Parque Arqueológico de Pompeia. O ingresso custa 13 euros por pessoa. Quem busca economizar, pode visitar o local gratuitamente sempre no primeiro domingo do mês. Os horários de funcionamento se modificam entre o inverno e o verão da Europa.

A história como ela era
O grande barato de Pompeia é que, por ter ficado oculta durante muitos séculos, a cidade revelada pelas escavações mostra como era uma aldeia romana que não teve interferência humana ao longo dos séculos seguintes.

Sociedade que venerava deuses
As escavações demonstraram que a sociedade da época venerava deuses oficiais de Roma, com vários templos espalhados pelo parque, em homenagem a Apolo, Júpiter e Vênus. Apesar disso, Pompeia ficou com fama de ser paraíso dos bacanais. As paredes de bordéis, comuns na época, são uma das atrações, ainda que historiadores contestem essa versão de que o local era um local com mais bordéis do que o normal em outras aldeias da época.

Corpos petrificados
Muitos vão a Pompeia só pra ver os famosos corpos petrificados. É um pouco mórbido e chocante, mas infelizmente eles fazem parte da história da destruição causada pelo Vesúvio. A maioria destes corpos ficam guardados atrás de grades.

Painéis resgatados
Uma das tarefas mais difíceis dos arqueólogos foi manter a arte de Pompeia viva durante as escavações. Gigantes painéis de afrescos podem ser conferidos dentro de novas salas abertas recentemente, como esta da foto ao lado.

  • Corpo petrificado: vários foram encontrados
    Foto: Samuel Bizachi/Especial
  • Ao fundo escultura do artista polonês Igor Mitoraj
    Foto: Samuel Bizachi/Especial
  • Colunas entre as ruínas
    Foto: Samuel Bizachi/Especial
  • Pedaço de afresco resgatado nas escavações
    Foto: Samuel Bizachi/Especial
  • Detalhe de ruína
    Foto: Samuel Bizachi/Especial
  • Visitantes observam o que restou de um prédio
    Foto: Samuel Bizachi/Especial
  • Detalhe de ruína em Pompeia
    Foto: Samuel Bizachi/Especial


Diário de Canoas
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