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Duelo de versões

Moreira Franco 'mente e sou testemunha dessa mentira', diz Cunha

Ex-presidente da Câmara rebate versão do ministro sobre encontro com Léo Pinheiro
06/11/2017 20:39 06/11/2017 20:40


Evaristo Sa/AFP
Eduardo Cunha
O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) acusou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, de ter mentido em depoimento. Segundo ele, não é verdade que Moreira não tenha tratado de doações com a OAS e que só tenha conhecido o empreiteiro Léo Pinheiro, executivo da empresa, em 2013, quando era ministro da Aviação Civil. Segundo Cunha, os dois já se conheciam antes.

"Moreira Franco, além de mentir que não tratou de doação, mente ao dizer que conheceu Léo Pinheiro quando era ministro da Aviação Civil. Ele mente e sou testemunha dessa mentira", disse Cunha. Ele relatou outro episódio em que Moreira teria tratado de doação com outra empreiteira, a Odebrecht. Foi em 2010, e o valor acertado foi 16 milhões de reais, segundo Cunha. O ex-presidente da Câmara não deu detalhes de como teria ocorrido essa doação. "Passei (a informação) para o Michel Temer, que era o presidente do partido. Ele ficou muito constrangido. Mas se tomou providência, não me informou", contou Cunha.

Em nota curta, Moreira Franco se defendeu: "São notórias as divergências políticas entre eu e o ex-deputado, portanto, não me surpreende qualquer juízo de valor."

Preso desde outubro do ano passado, o ex-presidente da Câmara prestou depoimento nesta segunda-feira (6) no processo em que é réu na Justiça Federal de Brasília por suspeitas de irregularidades no Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS), administrado pela Caixa Econômica Federal (CEF).

Também são réus: Lúcio Bolonha Funaro, apontado como operador de políticos do PMDB em esquemas de corrupção; o ex-ministro e ex-presidente da Câmara Henrique Alves (PMDB-RJ); o ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto; e o empresário Alexandre Margotto. Cunha, Alves e Funaro estão presos. Cleto e Margotto, assim como Funaro, firmaram acordos de delação.

Atrito entre advogados e réus
O depoimento foi interrompido por volta das 14h, para almoço, e foi retomado pouco antes das 15h30. Nesta segunda parte, houve atrito entre os advogados dos réus. Cunha disse que não responderia as perguntas de Bruno Espiñeira, que defende Lúcio Funaro. Mas o advogado quis deixar registrados os questionamentos, mesmo sem serem respondidos.

Marcelo Leal, que representa Henrique Alves, solicitou então que as perguntas não pudessem ser feitas. Espiñeira defendeu a possibilidade de fazer indagações atacando Cunha e seu advogado, Délio Lins e Silva. "Estou defendendo meu cliente, que foi agredido. Preciso desconstruir isso tecnicamente. Meu cliente tem o dever de dizer a verdade, enquanto Eduardo Cunha não tem", disse Espiñeira, acrescentando: "Passei horas e horas ouvindo histórias da carochinha".

Délio reagiu irritado e os dois tiveram uma discussão. Ao fim, o juiz Vallisney de Souza Oliveira permitiu que Espiñeira fizesse as perguntas que, como previsto, não foram respondidas. Réus como Cunha têm o direito de não se incriminarem. No caso de Funaro, por ser delator, ele abdicou do direito de ficar em silêncio.



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