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Cris Manfro

A árvore

"Arrume a casa bonita para receber familiares, amigos, vizinhos, para você mesmo"
03/12/2017 06:00

Cris Manfro é psicóloga clínica, terapeuta de família e casal e mediadora familiar
acmanfro@terra.com.br

Todo ano eu faço Natal. Eu montei caprichosamente a árvore de Natal da família. Engana-se quem possa pensar que aprendi na minha família de origem a dar valor aos rituais de embelezamento da casa, a pensar no cardápio da noite natalina e tão pouco nos presentes. Na minha casa não tinha Natal! Ela não ficava arrumada, não tinha jantar de Natal, nem troca de presentes, nem sorrisos e alegrias. Lembro de natais com choro silencioso embaixo das cobertas. Mas, ao invés de me lamentar pelo que eu não tinha, jurava para mim mesma que, quando fosse adulta, eu faria diferente e melhor do que foi possível pelos meus pais.

Não pense que adulta em todo Natal eu estive saltitante. Teve natais difíceis, muito difíceis, onde eu não tinha ânimo e nem força para fazer nada. Mas eu deixava a história de ânimo de lado e trocava pela iniciativa. Puxava força do calcanhar (eu sei que você já puxou também) e de arrasto e cheia de dor eu partia para uma ação positiva. Em situações de dor, pensar em “me dar o direito” e não fazer nada sem dúvida era mais cômodo, mas eu sabia que isso aumentaria minha tristeza, desânimo e desesperança.

Crianças sempre iluminam e dão motivação maior para o Natal. Importante não é o valor dos presentes, mas a surpresa: correr para colocar os presentes embaixo da árvore enquanto as crianças são entretidas e depois fazer gritaria junto delas ao visualizarem os presentes e inventar que o Papai Noel entrou escondido. Que sensação boa. Com o tempo passei a arrumar a rua. Quando fiz árvores na calçada, muita gente achou que eu era maluca e logo tudo seria roubado. Acreditem: nunca depredaram e nem roubaram nada. Será que o mal se curva diante da alegria do Natal? Todo ano espero passar pela minha casa o passeio das lanternas do Ateliê Infantil Fazendo Arte. Que iniciativa maravilhosa as crianças convidarem os vizinhos para estarem juntos. Choro de emoção. Acompanhava com minha mãe e ela adorava esse ritual. Ano passado já não tinha a presença dela.

Se você não montou ainda a sua árvore, vá montar. Arrume a casa bonita para receber familiares, amigos, vizinhos, para você mesmo. Faça e participe de rituais que agreguem e alegrem você. Você é capaz. Aumente com isso o seu grau de esperança para com o futuro. Dá trabalho, você pode estar cansado, mas mais trabalho é ter que lidar com a desesperança. Se estiver muito difícil, pense em passar por esse momento dando o melhor que puder a si mesmo. E, se você puder fazer esse momento melhor para alguém, faça! Ver que a sua atitude fez alguém dormir mais feliz sem soluçar quietinho embaixo das cobertas trará muita paz para você. Quem sabe você não seja o próprio Papai Noel.


Diário de Canoas
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