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Cris Manfro

Nenhuma pessoa é tudo

"Esse pensamento é o que faz a maioria das pessoas acharem que não sobreviverão à perda de um grande amor"
12/11/2017 06:00

Cris Manfro é psicóloga clínica, terapeuta de família e casal e mediadora familiar
acmanfro@terra.com.br

Aposto que você já escreveu num cartão: “Você é tudo pra mim”. Esse pensamento é o que faz a maioria das pessoas acharem que não sobreviverão à perda de um grande amor, não irão suportar, vão sucumbir à dor e, por fim, vão morrer de amor. Este amor pode ser por alguém, por um ideal, por uma empresa, por um filho. Pois, mesmo um filho sendo algo de valor imensurável, uma perda incalculável, ainda assim não é tudo.

Nenhuma pessoa ou coisa equivale a ser “tudo” na vida de alguém. Somos feitos de muitas repartições, de muitos setores com muitas coisas importantes. Caso apenas alguma coisa esteja sendo “tudo” para você, algo está muito errado. Você pode estar confundindo ser importante com ser dependente de alguém ou de alguma coisa. Quanto mais você atribui um valor excessivo a alguma coisa, mais vulnerável você fica. Se essa “coisa” é uma pessoa, pior ainda. Se essa pessoa representa o seu “tudo”, você ficará inclinado a meter os pés pelas mãos, a se humilhar, rastejar, agredir, ameaçar, chantagear, se anular, isso tudo por ela ser o seu “tudo”. No final, ela acabará ficando ainda mais distante de você.

Alguém sem amor próprio dificilmente atrai o amor de outra pessoa. Por outro lado, alguém com amor próprio excessivo, onde tudo é para si mesma, também acaba afastando as pessoas com um narcisismo que não permite que a pessoa pense no outro. Ninguém deve ter alguém que seja seu “tudo”. As pessoas sobrevivem às suas perdas, focam suas vidas em outras coisas e eu garanto que, com boa vontade e boas atitudes, acabam reconstruindo suas vidas e seguindo em frente. Da mesma forma, ninguém pode simplesmente achar que se basta, que é tudo pra si mesmo e que os outros não são nada, porque então perderão uma grande oportunidade, que é compartilhar do amar e ser amado.

Ser muito importante para alguém ou alguém ser muito importante para você está longe de ser tudo. Quando se descobre isso é um alívio e este pensamento é libertador. Sobrevivemos às decepções e às perdas. E acabamos percebendo que a vida é cheia de oportunidades, cheia de alternativas para a felicidade, cheia de pessoas para se conhecer e para amar. O “tudo” é enorme para ser restrito a uma pessoa só, a um projeto só, a um plano só. Desejo que as pessoas e os projetos sejam sempre muito importantes para você, mas não o seu “tudo”. Que você não seja o “tudo” de ninguém, para que esse alguém não deixe de existir ou de ter valor quando você também deixar de ser este “tudo”.


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