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Comportamento

Ciência comprova: quem é feliz vive mais e melhor

Pós-graduação em Saúde Coletiva da Unisinos investiga o que influi na longevidade
08/10/2017 10:00 08/10/2017 10:01

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Companheirismo contribui para uma velhice feliz
A descoberta de que a convivência familiar e o estado emocional são duas variáveis determinantes na longevidade pode parecer uma conclusão simples, porém guarda uma complexidade de fatores, os quais são estudados através de uma abrangente pesquisa realizada pela Unisinos. O estudo começou em 1994 com foco na população de idosos do município de Veranópolis, na Serra Gaúcha. Na época, a investigação acadêmica avaliou o modo de vida de um grupo de idosos com mais de 80 anos. Atualmente, dentro da mesma pesquisa, os acadêmicos avaliam o impacto da qualidade de vida em um grupo de adultos do mesmo município.

“A pesquisa ainda está em andamento. O que se busca entre a comunidade são os fatores que impactam de forma positiva e negativa no envelhecimento”, explica o professor do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Unisinos, Emílio Hideyuki Moriguchi. Começou-se a investigar quais os aspectos impactam na qualidade de vida, como o tipo de atividades que promovem a saúde dos idosos e o que os priva de doenças. “Principalmente, em termos de qualidade de vida, o idoso tem de envelhecer feliz”, conclui Moriguchi.

Atividades dos jovens

Uma tese de doutorado no PPG de Saúde Pública, que vai ser defendida no ano que vem, se baseou na atividade dos jovens em Veranópolis. A avaliação começou em 1997, com um grupo de crianças de dez anos, na época, com o objetivo de observá-las até depois de adultas. “Nós descobrimos que tem jovens aos trinta anos hoje que estão quase infartando. A gente foi ver os motivos, se devem aos hábitos de vida ruins”, comenta Moriguchi. O estudo da Unisinos demonstra (está na fase final de análise dados) que a qualidade do envelhecimento começa na juventude. Má alimentação, sedentarismo, falta de repouso, falta de lazer, falta de amigos e solidão são entendidos como hábitos ruins.

“É o nosso primeiro trabalho que avalia um público de dez anos para frente. A maioria desse grupo apresentou bons resultado”, observa o professor. É uma continuidade do estudo que começou com os idosos em 1994. Sobre as mudanças de hábitos, o professor da Unisinos atribui à influência da mídia sobre os padrões de consumo. “As pessoas são educadas pela mídia, os estilos de vida menos saudáveis propagados pela mídia e acabam influenciando nas escolhas”, critica. No entanto, segundo Moriguchi, a influência da família prepondera em Veranópolis.

Convivência familiar é fundamental

O professor Emílio Moriguchi explica que a longevidade é determinada por uma junção de fatores relativos à qualidade de vida, mas que a convivência familiar se sobressai. Isso se comprova através do projeto analisa partes do DNA chamadas telômeros. “À medida que o tempo vai passando, esse telômero vai diminuindo, quando esse atinge certo tamanho a célula morre, e a gente morre. Esse estudo nosso está mostrando que, quanto mais gerações vivem juntas, esse encurtamento do telômero é menor, por isso vivem mais e melhor. Ou seja, essa convivência intergeracional é muito positiva”, analisa o professor.

Neste estudo, também é feito um comparativo entre famílias em que vive apenas uma geração e famílias que convivem com três ou quatro gerações. “A família que mora com quatro gerações tem muito mais longevidade.” Todo o trabalho é baseado em análise de DNA. “Famílias com várias gerações impactam vários fatores, como estilo de vida, alimentação... todos os fatores são importantes. Mas se tiver que escolher um seria boa convivência familiar, isso é mais importante, porque solidão mata”, define o professor Moriguchi.

Relações sociais

A felicidade a que se refere o professor Moriguchi se traduz nas ocupações e nas relações sociais dos idosos. “O idoso precisa se sentir útil”, comenta o professor. Quando foram observadas as atividades da terceira idade no interior do Estado, no aspecto que recomenda a prática de exercícios físicos, constatou-se que os idosos de Veranópolis se mantinham ativos com práticas como capina, ordenha, cultivo de plantas, além das atividades entre a comunidade como festas e jogos. “Eles cumpriam as atividades físicas mesmo sem saber, assim se mantinham ativos e também dormiam cedo, embora acordassem cedo, o que respeita um descanso adequado”, acrescenta Moriguchi. Os pesquisadores analisaram todos os alimentos consumidos, mediram a quantidade de atividade física, a qualidade de sono, relacionamento com a família, com os amigos, a e espiritualidade, a relação com a igreja. “Começamos a construir um modelo sobre o que era importante para ter qualidade de vida no envelhecimento.”

Claucia Ferreira/GES-Especial
Dança ajuda na parte física e também no relacionamento com outras pessoas

“Ao longo do estudo, que dura mais de 20 anos (começou em 1994), tem pessoas que foram pesquisadas (em 1994) e já morreram. Mas com os resultados é possível ver o que contribui para a manutenção da qualidade de vida e fatores que contribuem para mortalidade”, explica o professor. Dentre os fatores que contribuíram para morte, foram analisados, separadamente, quais aspectos contribuíam para o infarto, quais contribuíam para o câncer e para outras doenças que foram verificadas como causa de morte. “Essa obervação é importante para saber se exitem fatores modificáveis”, explica Moriguchi.


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