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Atitude

Apoio e motivação para quem precisa perder peso

Canoas desenvolve programa para melhorar qualidade de vida dos moradores
02/10/2017 07:00 03/10/2017 14:51

Paulo Pires/GES
Programa inclui atendimentos nutricional e psicológico, além de propostas de atividades físicas

Para combater a obesidade, a Prefeitura de Canoas está levando o programa Canoas mais leve para as quatro regiões da cidade. O projeto propõe o acompanhamento de pessoas obesas através de grupos, onde são feitos atendimentos nutricional e psicológico e com propostas de atividades físicas. “Nosso modelo terapêutico grupal faz com que um se apoie no outro e motive o outro”, comenta a coordenadora do programa, a nutricionista Amanda Barros. “Vibramos com cada quilo perdido, cada conquista é valorizada e cada dificuldade é trabalhada e pensada de acordo com a realidade do próprio paciente”, completa. 

Os índices de obesidade na cidade motivaram a criação do programa. Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a prevalência entre mulheres adultas é de 38,9%, enquanto nos homens 32,85%. Para a coordenadora do projeto, os números preocupam e já estão próximos dos Estados Unidos, de 40% e 35%, respectivamente, onde a obesidade é considerada uma epidemia. “Em Canoas, 50% dos pacientes morrem jovens, antes dos 70 anos. Queremos reduzir índices de mortalidade e prolongar a expectativa de vida com qualidade”, afirma

Cálculo IMC

A obesidade é diagnosticada pelo cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). Ele é feito da seguinte forma: divide-se o peso (em kg) do paciente pela sua altura (em metros) elevada ao quadrado. Segundo o padrão da Organização Mundial da Saúde (OMS), quando o resultado fica entre 18,5 e 24,9 kg/m2, o peso é considerado normal. Entre 25,0 e 29,9 kg/m2, sobrepeso, e acima, a pessoa é considerada obesa. Pode-se classificar o grau de obesidade do paciente em: obesidade leve (classe 1 – IMC 30 a 34,9 kg/m2), moderada (classe 2 - IMC 35 a 39,9 kg/m2) e grave ou mórbida (classe 3 - IMC ≥ 40 kg/m2).

Prioridade é para quem tem outros fatores associados

O projeto pretende contemplar 800 pessoas. “A prioridade será para quem reúne um ou mais fatores associados como hipertensão, diabetes, dislipidemia, obesidade central, artrite, artrose, síndrome dos ovários policísticos, esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado que pode evoluir pra cirrose), apneia do sono ou outra comorbidade que o médico entenda como importante”, explica a nutricionista Amanda.

Entre os selecionados pelo programa, está a dona de casa Andreia da Silva, de 32 anos. Há dois meses ela participa das atividades com objetivo de perder 30 quilos e ganhar mais saúde. “Tenho hérnia de disco, refluxo e também passei a ser hipertensa após o ganho de peso. Me sinto constrangida ao sair na rua e até mesmo ao me olhar no espelho”, desabafa Andréia. Através da mudança de hábitos alimentares e das aulas de pilates, aerobox e treinamento funcional, ela garante já sentir diferenças. “Me sinto mais disposta e até as dores nas pernas que sentia antes, agora aliviaram”, conta.

Apoio psicológico

O apoio psicológico é uma das principais estratégias do programa, segundo a psicóloga do Canoas mais leve, Dóris Luft. “Comida não é só nutrição, mas tem emoções envolvidas e é capaz de melhorar a qualidade de vida. Para muitos, a ansiedade interfere e buscam no alimento a compensação do que é preciso, falta de sentimentos, por exemplo.”
Na autoestima, os impactos podem ser severos, como salienta a psicóloga. “Pode resultar no isolamento social, vergonha de falar ou se expor em público”, conclui.

Após o processo de emagrecimento, Dóris ressalta que os ganhos são visíveis, não apenas na aparência: “O impacto é imediato no ‘eu posso’, ‘eu consigo’. Melhora muito a autoestima e passam a se amar mais”, constata.

Paulo Pires/GES
Encontros ocorrem semanalmente e com duração de dois meses cada turma

Como participar

As inscrições podem ser feitas em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade. O acompanhamento ocorre no Centro de Esporte e Lazer do bairro Mathias Velho, Praça CEU, no bairro Rio Branco, Centro de Capacitação e Produção em Economia Solidária, no bairro Guajuviras, e Paróquia São Paulo, no bairro Niterói. Os pacientes são avisados por telefone sobre o início do trabalho e receberão o acompanhamento de peso, pressão arterial e glicemia nas Unidades Básicas, com os encontros nos locais citados acima, semanalmente e com duração de dois meses cada turma. Após o término, os pacientes integram grupos de manutenção e apoio, para garantir a continuidade do tratamento.

Saiba mais

  • A obesidade é caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal e pode acarretar graves problemas de saúde. Segundo o IBGE, o Brasil tem cerca de 27 milhões de pessoas consideradas obesas. Somando o total de pessoas acima do peso, o montante chega a quase 75 milhões.
  • A obesidade é fator de risco para uma série de doenças. O obeso tem mais propensão a desenvolver problemas como hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, além de problemas físicos como artrose, pedra na vesícula, artrite, refluxo esofágico, tumores de intestino e de vesícula.
  • A obesidade pode, também, mexer com fatores psicológicos, como diminuição da autoestima e depressão.
  • Para o tratamento, médicos podem usar fatores de risco e outras doenças para ter a noção da gravidade da situação do paciente. Por exemplo, apneia do sono, diabetes mellitus tipo 2 e arteriosclerose são doenças que indicam a necessidade de uso de medicamentos da obesidade já em pacientes com sobrepeso.
  • A prevenção passa pela conscientização da importância da atividade física e da alimentação adequada. O estilo de vida sedentário, as refeições com poucos vegetais e frutas, além do excesso de alimentos ricos em gordura e açúcar precipitam o aumento do número pessoas obesas, em todas as faixas etárias, inclusive crianças.

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