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Choro no Sesc

Roda de choro e chimarrão no Teatro do Sesc

Chorões recuperam partituras e redescobrem a história do gênero no RS

Eduardo Rocha/Divulgação
Pedrinho Figueiredo e Samuca do Acordeon
Alguns querem banir a arte. Outros grupos defendem uma tradição monolítica, fechada em si mesma. O que Canoas vê nesta quinta-feira (14), de graça, em dois horários (às 14 horas e às 20 horas), no Sesc, é justo o contrário. “Sobre Rodas de Choro e Chimarrão – Conectando manifestações culturais” agrega a diversidade de estilos, aproxima o Brasil pela linguagem da música.

Como a erva-mate é símbolo de amizade nessas plagas, nada mais coerente que, entre uma sorvida e outra, se converse sobre os aspectos folclóricos da bebida sagrada do gaúcho. O inusitado é fazer isso enquanto se conhece um pouco mais do gênero nascido no Rio de Janeiro no século 19, que abrasileirou a polca e releu o lundu. Será um encontro de teoria e prática. Para quem acha que choro é coisa lá de cima, partituras de chorões gaúchos serão executadas durante o evento, mostrando que em termos de cultura, tudo está interligado.

À tarde na Sala Multiuso tem oficina para aprender sobre os compositores, tocar choro e ganhar libreto com partituras e biografias. À noite, no Teatro do Sesc, idealizado por Pedrinho Figueiredo e Samuca do Acordeon tem a apresentação musical. O evento conta com um regional formado por Fernando Sessé (pandeiro), João Vicente Macedo (violão de 7 cordas), Fábio Azevedo “Cabelinho” (cavaquinho), Pedrinho Figueiredo (sax soprano e flauta) e Samuca do Acordeon (acordeon). Heleno Cardeal faz a costura e conta como funcionam as rodas de chimarrão, além de muitas histórias.

Entrevista – Pedrinho Figueiredo, flautista

Chorinho e cultura gaúcha estão ligados mesmo?
O choro trouxe seu tempero para a música do RS. Os músicos daqui ouviam basicamente a Rádio Nacional e as rádios da Argentina. Era choro e tango as grandes informações que recebiam os artistas daqui. Os Irmãos Bertussi tiveram a participação do Dino Sete Cordas em gravação no Rio de Janeiro em 1952. O Dino era do choro.

O que tem a ver com o nosso vanerão e com o Bugio?
Os Irmãos Bertussi nunca assumiram a designação “vanerão”, por exemplo. Mas diziam tocar samba-campeiro, limpa-banco e choro-campeiro. Eles não entendiam que o que faziam era uma corruptela da Habanera, o que seria a nossa vanera.

Tivemos grandes compositores de choro?
Nosso evento será bem aberto no Sesc. Ou enveredamos mais para a execução de músicas, se tiver mais público especializado, ou mais para a história do choro. Tivemos aqui no RS Otávio Dutra, Radamés Gnattali, o flautista Dante Santoro (que era diretor da Rádio Nacional). Ainda Jessé Silva e Avendano Júnior (que foi apontado pelo compositor do Brasileirinho, como seu sucessor). O Otávio vendeu 40 mil partituras em 1910, o equivalente a 500 mil discos hoje.

Serviço
“Sobre Rodas de Choro e Chimarrão – Conectando manifestações culturais”
Sesc (Rua Guilherme Schell, 5340, Centro)
A oficina (na Sala Multiuso) será das 14h às 16h, já as atividades artísticas iniciam às 20h, no Teatro do Sesc. Ambas possuem entrada franca


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