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Gatos na rede!

RGE flagrou 1580 casos de furto de energia esse ano em Canoas

Foram mais de 6624 inspeções na rede elétrica feitas pela RGE Sul só na cidade

Leandro Domingos/GES-Especial
Dona Isabel Macedo no Loteamento Prata diz que aprendeu com o pai a pagar pela luz que gasta
Isabel Macedo jura com os dois pés juntos que foi a primeira moradora a habitar o Loteamento Prata. A pensionista de 68 anos afirma que chegou na pequena casa onde mora, na Rua Allan Kardec, em 1990. E desde então paga pela luz que consome. “Logo que a gente chegou aqui já instalaram o relógio”, recorda. A ex-doméstica sabe que vive em um bairro onde muita vive de “gato” na rede elétrica, mas não dá bola! “O meu pai me ensinou que a gente tem que pagar pela luz que gasta. E isso eu tento dizer para um monte de gente que não paga, até para a minha irmã”, diz. Ah, se todo mundo fosse como a dona Isabel.

Em um mundo perfeito, todo mundo pagaria pela energia elétrica porque todo mundo teria dinheiro para pagar a conta da luz e mesmo quem tem dinheiro não teria vontade de burlar o sistema. Porém, não vivemos em um mundo perfeito. E por isso, só este ano, a Rio Grande Energia Sul executou 6224 inspeções por causa de denúncias de fraudes na rede elétrica. Desse número, foram detectadas 1580 casos de furto de energia. É uma pena.

O problema, é claro, não é só de Canoas. RGE e RGE Sul executaram, entre janeiro e julho deste ano, 87 mil inspeções na rede de distribuição para detectar adulterações e conexões clandestinas, os populares “gatos.” Deste total, 22 mil delas identificaram algum tipo de problema. O foco deste programa contínuo é evitar acidentes com a população, já que as ligações precárias são mais suscetíveis ao risco de choque por não obedecerem quaisquer normas técnicas. E além do furto de energia ser um crime tipificado no Código Penal, ele ainda compromete todo os sistemas de abastecimento das cidades, já que ocasiona falhas e sobrecargas na rede. Ou seja, também é prejuízo. Para se ter uma ideia do rombo, a estimativa é de que até o final deste ano, as duas distribuidoras, juntas, recuperem o montante de R$ 97,8 milhões em energia desviada do sistema. É muito dinheiro! Mas fazer o quê? Afinal, nós definitivamente não vivemos em um mundo perfeito.

Multa e uma baita incomodação

Sob o pseudônimo de João Silva, um trabalhador que vive no bairro Rio Branco aceitou conversar com a nossa reportagem. O tal João nos contou que “roubou luz” durante quase cinco anos. Isso até uma caminhoneta da concessionária encostar em frente a sua casa. “Fizeram eu devolver tudo que tinha consumido. Antes eu pagava R$ 100 de luz e passei a pagar R$ 200 do dia para a noite”, relata o homem de 35 anos, ao citar a multa aplicada pela empresa. “Se eu soubesse que iria me incomodar tanto, nem tinha deixado o rapaz fazer o gato no relógio.” 

Segundo o gerente Alexsandro da Silva Souza, nas inspeções nas unidades consumidoras, quando há o flagrante de irregularidades, são feitos os cálculos da quantidade de energia furtada e o consumo que não passou pela medição é cobrado. "Além disso, as ações da gerência incluem o desligamento de ligações em invasões e áreas não regulamentadas pelo poder público. O modelo utilizado atualmente é tão eficiente que é uma questão e tempo para identificar quem frauda ou furta energia elétrica“, explica Souza.

Polícia Civil prende dois por mês

Se engana quem pensa que furtar energia elétrica é coisa só de quem não tem dinheiro. Causou espanto em muita gente a prisão do dono de uma academia de ginástica ocorrido em novembro do ano passado. O proprietário foi pego em flagrante pela Polícia Civil durante a Operação Blackout, montada pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra o Patrimônio para coibir o furto de energia elétrica. Na época, o delegado Alexandre Fleck chegou a ressaltar que o “desvio” de energia tornava a competição desleal. “Aquele que mantém o seu negócio direitinho não consegue competir com alguém que se vê livre do custo da energia”, disse.

De acordo com dados da Gerência de Serviços de Recuperação de Energia da RGE e RGE Sul, todos os meses, em média, no mínimo dois clientes são flagrados e autuados em flagrante pela polícia pelo furto de energia. Mesmo que as ações policiais tenham foco principal os clientes comerciais e empresariais, as operações da RGE e RGE Sul também abrangem os clientes residenciais, que integram a maior parcela dos clientes ativos. “A regularização destes clientes não apenas traz cidadania para essa parcela da população, como também beneficia todos os consumidores com um serviço de melhor qualidade”, afirma Alexsandro Souza.

Consciência cidadã

A instalação legal do medidor de energia elétrica em um estabelecimento, além de beneficiar o consumidor, assegurando a leitura exata do consumo de luz daquela unidade, ainda garante ao cidadão o reconhecimento legítimo de endereço de moradia quando a comprovação desta for solicitada.
Para reduzir o furto de energia, a RGE e a RGE Sul mantém um programa constante de inspeções. Há vários canais de denúncia para casos de fraudes e furtos, por meio dos quais é possível passar as informações sem a necessidade de identificação do denunciante. Pode-se enviar um e-mail para denunciafraude@cpfl.com.br; ligar para o número 0800 721 0721; ou fazer diretamente no site www.rge-rs.com.br.

O que diz o Código Penal brasileiro?

Furto
Art. 155 - Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
§ 3º - Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico.

Furto qualificado
§ 4º - A pena é de reclusão de dois a oito anos, e multa, se o crime é cometido:
II - com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza;
IV - mediante concurso de duas ou mais pessoas.

§ 4º - A pena é de reclusão de dois a oito anos, e multa, se o crime é cometido:
II - com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza;
IV - mediante concurso de duas ou mais pessoas.

Um emaranhado de fios

Leandro Domingos/GES-Especial
Gatos são puxados diretamente da rede elétrica
Lembra do MQ4? Pois é, antes mesmo de ser ocupado oficialmente, muitos “moradores” que “invadiram” o local já tinha luz elétrica antes mesmo que a RGE instalasse o primeiro medidor de luz. Como? Puxando fios direto da rede. Canoas possui áreas ocupadas em praticamente todos os quadrantes. E sempre que nasce uma ocupação, é possível ver os “fios puxados” diretamente dos postes. A RGE Sul, no entanto, vem trabalhando junto a Prefeitura de Canoas pela regularização dessas áreas.

Chega de choque!

Quando um eletricista da RGE vai trabalhar na rede elétrica, usa vários Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), mas quem se arrisca fazendo uma ligação clandestina não conta com esse aparato. Por isso, centenas de pessoas morrem todos os anos em virtude deste tipo de acidente, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Atualmente a campanha “Chega de Choque” é divulgada pelo Grupo CPFL (controlador da RGE e RGE Sul) em uma iniciativa que a alerta a população sobre os riscos do convívio inadequado com a rede elétrica. É uma bela iniciativa.


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