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Padronização

Azuizinhos votam por Sindicato Estadual só seu

Profissionais canoenses mobilizam categoria para decidir lideranças no sábado

Arquivo/GES
Categoria quer criar um Sindicato Estadual dos Agentes de Trânsito
Se existe uma categoria que realmente precisa lutar por seus direitos, é a dos azuizinhos. E aí vale um esclarecimento. Escrevi “azuizinhos” porque existe o agente de trânsito, o técnico de trânsito, o guarda de trânsito. São tantas nomenclaturas que a maioria das pessoas nem sabe como chamá-los ao certo. Pois é para acabar com a confusão e estabelecer parâmetros de luta pelos profissionais que se arriscam no trânsito todos os dias que um grupo de servidores reúne neste sábado em Porto Alegre. O objetivo é criar um Sindicato Estadual dos Agentes de Trânsito, conforme explica Leandro Machado.

“Nós aqui em Canoas temos o Sindicato dos Servidores, mas ele não é específico quanto ao nosso cotidiano de trabalho ou ao que precisamos”, deixa claro. “Então percebemos que, à parte Porto Alegre, nenhum outro município gaúcho tem um sindicato específico da categoria. E é isso que queremos criar.”Desta forma, devem se reunir na capital, neste final de semana, representantes de 46 municípios gaúchos que têm esses profissionais em seu quadro funcional. Alguns, conforme Machado, possuem um ou dois servidores; outros, como, por exemplo, Pelotas, têm 150; Canoas tem 60. Ao todo, foram mapeados 1500 trabalhadores da categoria no RS.

“O que queremos de verdade é que exista uma padronização comum a todos os trabalhadores”, garante Machado. “Porque há cidades que não pagam periculosidade; outras que pagam pouco; e algumas pagam um percentual de até 150%”, frisa. “Sabemos que existe um movimento na Assembleia Legislativa a favor da categoria, mas precisamos de mais. Queremos dar início a uma conversação mais enérgica, principalmente com nossos representantes em Brasília. E para isso precisamos de quem nos representante.”

A escolha acontece no sábado

Não é à toa que a reunião no sábado deve decidir quem serão os representantes da categoria a partir de agora. Existe um anseio muito grande por parte dos trabalhadores para que se unifique o discurso em torno dos profissionais, segundo o que Machado ouviu de centenas de trabalhadores. “Conversamos antes com eles e sabemos que é o que a maioria pensa.” E que ninguém pense que Machado está certo para concorrer a presidência. “Tivemos a ideia, mas a liderança será decidida através de votação. E não há nenhuma chapa inscrita até o momento. Será tudo decidido lá mesmo, no dia.”

População de 5% de infratores

Não há como negar, os azuis são detestados por uma parcela da população. Conforme o próprio Machado, contudo, esta parcela não representa mais que 5%. Este percentual, é claro, é formado por motoristas infratores que veem os profissionais como meros “passadores de multas.” “É uma mentalidade antiga que, felizmente, está sendo alterada por uma nova geração de condutores”, observa, com alegria, o servidor. “Porque ninguém nunca vem nos agradecer por tirar um motorista embriagado das ruas, porque ele está ameaçando vidas. Ainda assim somos xingados e quase agredidos na rua por motoristas que acham que estão acima da lei.”

Jaime quer igualdade para todos

Aos 31 anos, Jaime Aguirre trabalha há dois anos como servidor do trânsito em Canoas. Ele ressalta que o Município paga periculosidade e tal, porém destaca que já está há tempo suficiente no ramo para perceber que a diferença entre cargos, carga horária, remuneração e benefícios não é tão clara quanto deveria ser. “Acho que muita coisa poderia ser mudada através da conversação, mas para isso precisamos de líderes que nos representem e lutem por nossos direitos”, exalta. “O que queremos é igualdade para todos e nada mais.”


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