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Polícia

DPPA abarrotada com mais de 50 presos

Detentos com as pernas quebradas há quase um mês espera remoção para hospital em Porto Alegre

Arquivo pessoal
Policiais precisam custodiar presos na DPPA de Canoas
A Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento em Canoas enfrenta mais uma vez a superlotação. Presos estão em celas, na sala de triagem e no pátio. E a temperatura no inverno de setembro passa dos 30ºC. No meio disso, brigadianos e policiais civis, cujas funções não incluem custodiar presos nem oferecer serviços de carceragem, têm de atender a mais de 50 suspeitos detidos na DPPA – 52, segundo um dos policiais civis que aceitou conversar com a reportagem do Diário de Canoas. E, nunca é demais lembrar, policiais civis e militares, por mais um mês, recebem seus salários com atraso.

"Todos os dias fazemos contato com a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) para saber se há vagas no sistema prisional. É incumbência deles transportar os presos. A Polícia Civil investiga crimes e prende suspeitos. Temos tentado minimizar a situação", explicou o diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana – instalada no mesmo prédio da DPPA –, delegado Cristiano Alvarez.

Desde janeiro a DPPA se equilibra entre a lotação das celas, para até 20 pessoas, e a superlotação. As celas têm estrutura mínima para receber os detentos das seis cidades na jurisdição da 2ª DPRM – Canoas, Eldorado do Sul, Esteio, Guaíba, Nova Santa Rita e Sapucaia do Sul – e encaminhá-los ao sistema carcerário.

Neste feriado, o pátio da DPPA estava cheio de viaturas, de presos e de policiais militares. Sem vagas para os presos nas penitenciárias, os PMs em vez de estar nas ruas precisam custodiar os presos. "A Brigada Militar cumpre seu papel. Aliás, não é papel do policial militar ficar custodiando preso, mas fazemos isso se for preciso. São homens a menos nas ruas, mas já que é necessário, estamos lá", respondeu o comandante do 15º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Valdeci Antunes.

NA LUTA POR UM LEITO

Um dos presos alojados na DPPA tem uma história surreal. Preso em 10 de agosto numa das estações da Trensurb em Canoas por furto de um telefone celular, Tiago Domingues, 36 anos, feriu-se ao tentar fugir dos brigadianos que o capturaram. Sofreu fratura nas duas tíbias e desde então não pode andar. Aguarda cirurgia há quase um mês.

"Ele foi levado ao Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC) e recebeu alta no dia 21 de agosto. De lá, foi trazido para a DPPA, porque a conversa sempre foi essa,de que não tinha vaga nos presídios", reclama a companheira do preso, a assessora jurídica Pamela Nunes, 30 anos e grávida de quatro meses. "Ele nem deveria ter recebido alta, mas deram, e no dia 24 a Brigada Militar chamou a família, porque constatou total falta de condições de ele ficar numa delegacia com as duas pernas fraturadas", disse a advogada do preso, Adriana Barcelos.

Conforme a defensora, seu cliente foi levado pela Brigada Militar até o HPSC, onde ficou internado até o dia 30 do mês passado. "Recebeu outra alta indevida, mas conseguimos levá-lo até o Hospital Cristo Redentor (HCR), onde não permitiram que ficasse porque a Susepe alegou não ter ninguém lá para custodiá-lo", contou Adriana.

"De fato, o preso foi levado duas vezes pela Brigada Militar ao HCR, em Porto Alegre, mas a Susepe alegou que não poderia assumir a custódia, então foram duas vezes que voltamos como Tiago", concluiu o tenente-coronel Valdeci Antunes.

Policiais civis da DPPA confirmam a situação. "Aqui não é lugar para ele. Tem gente e viaturas para levá-lo a Porto Alegre e a Susepe sabe da situação, mas todo dia a resposta é a de que não tem vaga, ou que ele precisa de exames para ser internado no Cristo (o Hospital Cristo Redentor), mas nada é feito", diz um dos plantonistas que lida com Tiago há quase um mês. A reportagem do Diário de Canoas tentou contatar a Susepe via assessoria de imprensa, mas não recebeu retorno dos telefonemas.


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