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Fúria da natureza

O alívio de hamburguenses que conseguiram fugir a tempo do Furacão Irma

Família que estava a passeio da Flórida, relata momentos de tensão para retornar ao Brasil

Caren Thoen/Caren Thoen/Especial
Aeroporto de Miami na manhã de sexta-feira (8): vazio

Caren Thoen/Caren Thoen/Especial
''Cansados, mas felizes em voltar'', disse Caren já em solo hamburguenses
Se comparado a uma partida de futebol, daria para dizer que foi aos 45 minutos do segundo tempo. A jornalista Caren Thoen, 35 anos, junto com o marido, Saul Scheid e o filho, João Gabriel, de dois anos de idade, conseguiram retornar de Miami para Novo Hamburgo nesta sexta-feira, em um dos últimos voos do Estados Unidos para o Brasil antes do furacão Irma atingir a região norte-americana. "4 mil voos foram cancelados e nosso temor é de que o nosso fosse um deles", explica. "Cansados, mas felizes em voltar", avalia.

Caren e família foram para a Flórida no dia 27 de agosto, para uma jornada de 13 dias. O voo, de retorno, da Latam, às 9 horas de sexta-feira (11 horas da manhã pelo Horário de Brasília) ocorreu conforme agendado pela companhia. Chegaram no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, à 1 hora deste sábado. "Teve bastante tensão. Até tiros dentro
do aeroporto de Miami por quem teve o voo cancelado", revela.

A família hamburguense passou uns dias em Miami, depois foi a Orlando e retornou à cidade. Entretanto, a tempestade alterou os planos do trio. "Ficamos apreensivos. Desde terça-feira tinha ordem de evacuação. Inclusive recebi alertas de emergência no celular. E a cidade foi ficando vazia e estabelecimentos comerciais fechando". Conforme Caren, uma das providências foi alugar um apartamento ao lado do aeroporto, para monitorar a situação e conseguir voltar a salvo. Na quarta-feira chegaram a ir na praia. "Quase não tinha ninguém. Mas a temperatura estava muito alta. Já fui outras vezes para lá e achei desta vez a água do mar muito quente", compara.

No avião, de volta ao Brasil, Caren disse que a viagem foi na companhia de mais de 40 tripulantes da Latam. "Todos cumprindo a ordem de evacuação", completa.

Crédito a alertas

  • Supermercados esvaziados, fachadas de lojas sendo reforçadas e ruas desertas: esse foi o cenário que Caren Thoen e família encontrou em Miami
    Foto: Care Thoen/Especial
  • Supermercados esvaziados, fachadas de lojas sendo reforçadas e ruas desertas: esse foi o cenário que Caren Thoen e família encontrou em Miami
    Foto: Care Thoen/Especial
  • Supermercados esvaziados, fachadas de lojas sendo reforçadas e ruas desertas: esse foi o cenário que Caren Thoen e família encontrou em Miami
    Foto: Care Thoen/Especial

"Vi amigos que moram lá nervosos em cumprir as determinações do governo dos Estados Unidos. No aeroporto, notamos pessoas desesperadas, especialmente turistas, que não tinham para onde ir. Mas o americano, em si, estava seguro de que estava seguindo todas as ordens de segurança corretamente". Segundo Caren, os avisos e ordens são seguidos ao pé da letra. "Eles levam a sério a ordem de segurança", conclui.


Pelo menos 153 brasileiros procuraram a embaixada na Flórida

O cônsul brasileiro na Flórida, embaixador Aldânio Senna Ganem, contou que já atendeu a 153 consultas de brasileiros devido ao furacão Irma desde a tarde de quinta-feira, quando o consulado começou a funcionar em Orlando, após a ordem de evacuação obrigatória para a área onde está a representação brasileira em Miami. Ele afirmou que a situação mais preocupante é dos turistas.

"A principal orientação que dou é que fiquem calmos e sigam as orientações de hotéis e de autoridades e que não acreditem em boatos".

Ganem disse que a nova rota que tende a impactar mais a costa oeste da Flórida e a região de Orlando gera maiores desafios pois muitos brasileiros saíram de Miami para a cidade, em busca de proteção.

O embaixador afirmou que soube de diversos casos de brasileiros que não cumpriram a ordem de evacuação por acreditarem que suas residências são seguras.

"É uma decisão pessoal. Cada um tem que avaliar o quão seguro está e os riscos de ficar e sair. Mas não teremos uma ação especial para esses brasileiros que sabem que as autoridades também terão mais dificuldades em prestar assistência em caso de necessidade", alerta.


Mudança de rota

Até a noite de sexta-feira, o maior temor das autoridades era que o centro do Irma varresse Miami, a segunda maior cidade da Flórida, mas após atingir Cuba, o ciclone mudou levemente a sua rota, e agora segue na direção noroeste, rumo à costa oeste do Estado. Isso não quer dizer que Miami esteja livre, mas as maiores ameaças se viram para outras cidades, como Tampa, no condado de Hillsborough, e Orlando, no condado Orange.

"O mais provável é que a parte ocidental do Estado seja mais atingida. Apesar de o Irma ter perdido força e rebaixado à categoria 3, a previsão é que ele se fortaleça ao cruzar o estreito da Flórida e atinja Florida Keys como um furacão de categoria 4. O vórtice provavelmente tocará o continente na manhã de domingo, seguir pela costa oeste e alcançar a região de Tampa durante a noite", informou o meteorologista Dennis Feltgen, porta-voz do Centro Nacional de Furacões.

O olho do Irma "passará pela Florida Keys e pela costa sudoeste, mas não sobre o sudeste", onde está Miami, informou Feltgen.

"Mas isso não significa que não teremos 50 centímetros de chuvas e inundações. Vamos ter um furacão por aqui", disse o meteorologista, sobre Miami.

Segundo o especialista, o impacto direto do Irma na região de Tampa, que não sofre com um furacão poderoso desde 1921, é uma preocupação. A maré ciclônica - elevação do nível do mar na região costeira por causa de um ciclone - provavelmente provocará grandes estragos.

"É sem dúvida uma das áreas metropolitanas onde temos as maiores preocupações, particularmente com as marés ciclônicas", alertou Feltgen.

Com a mudança na rota, o condado de Orange, onde fica Orlando, também entrou na lista de regiões que provavelmente serão atingidas pelo Irma. Na manhã deste sábado, a prefeita Teresa Jacobs alertou os moradores que vivem em trailers a procurarem abrigos oferecidos pelo governo. A expectativa é que Orlando seja atingido pelo Irma na madrugada de segunda-feira, com ventos de 100 km/h.

O aeroporto de Orlando suspenderá as operações às 18 horas deste sábado (20 horas no Brasil). Disney, Universal e outros parques temáticos também fecharão e só serão reabertos após a passagem do Irma. A região é de especial preocupação para o Brasil, por abrigar muitos turistas e moradores brasileiros.


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