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Furacão Irma

'Estocamos água e comida. Podemos ficar sem água e luz por um mês', conta hamburguense

Emérson Nunes Monteiro faz relato de como está se preparando com a família para a chegada do furacão

Emérson Nunes Monteiro/Especial
Hamburguense Emérson Nunes Monteiro fecha janelas para proteger casa do furacão Irma
"Sabe aquele vendaval que destruiu Novo Hamburgo em janeiro de 2015? Ele foi pequeno perto do que vai acontecer aqui." É tentando comparar sua pior experiência com a fúria da natureza que o hamburguense Emérson Nunes Monteiro, de 53 anos, tenta descrever o que deve acontecer em sua nova cidade nos Estados Unidos. Morando há pouco mais de um mês em Coconut Creek – cidade a 80 quilômetros de Miami –, ele e a família esperam com apreensão a chegada do Furação Irma, que nesta manhã tocou o solo de Cuba ainda em categoria 5 – a maior na escala.

A previsão é que o Irma chegue ao estado da Florida entre a noite deste sábado e manhã de domingo. O Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos anunciou nesta manhã que o furacão caiu para categoria 4, ainda com capacidade alta de devastação. Nas ilhas do Caribe, o Irma provocou rastro de destruição e ao menos 20 mortes.

Monteiro conta que ele, a esposa e a cunhada, que mora há 20 anos na cidade, não vão deixar a casa, mesmo com a orientação das autoridades do estado da Flórida para evacuação. "Não vamos sair de casa. Já preparamos a estrutura toda, fechando todas janelas com cobertura metálica e com placas de ferro e de madeira. Também estocamos água e comida.  A perspectiva é de ficarmos sem água e luz por um mês", conta. "Minha cunhada mora aqui faz 20 anos e nunca passou por um furacão escala maior que 2. Estamos muito preocupados e tentando nos proteger ao máximo que conseguirmos. Ainda não dá para ter medo porque não sabemos e nunca passamos por um furacão. Temos que aguardar. Quem pode evacuar a área, está saindo", afirma.

JOE RAEDLE /GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP
Furacão Irma deve atingir Miami neste domingo

Evacuação de 5 milhões

As autoridades da Florida ordenaram que 5 milhões de pessoas deixem suas casas e procurem abrigo seguro. A previsão é que o Irma chegue em Miami, uma das cidades mais populosas do estado e local de moradia de milhares de brasileiros, às 8 horas deste domingo.

O olho do furacão estava previsto para passar sobre Miami, mas o Centro Nacional de Furacões afirma que agora o olho passará mais ao leste do estado da Flórida. A chegada também mudou e deve ocorrer por uma área de parque natural, onde é basicamente desabitado. 

Irma chegou com fúria em Cuba

Em Cuba, o Irma atingiu com força o centro da ilha, sobretudo as províncias de Camagüey e Ciego de Ávila, com rajadas de vento de até 260 km/h, informou a imprensa estatal. Mais de um milhão de pessoas deixaram suas casas na ilha. Nas zonas turísticas da costa norte do país, mais de 10 mil turistas estrangeiros e milhares de cubanos foram levados para locais seguros.

Cuba começou a sentir os efeitos do Irma na manhã desta sexta-feira na cidade de Baracoa, a mais antiga de Cuba, onde o mar penetrou no centro urbano, mas sem causar tantos danos quanto o furacão Matthew, há menos de um ano.

  • Pessoas olham o mar na chegada do furacão Irma ao norte da República Dominicana
    Foto: Erika Santelices/AFP
  • Imagem de satélite mostra formação dos furacões Katia (esq.), Irma (centro) e José (dir.)
    Foto: NOAA/Twitter
  • Danos causados pelo furacão Irma na ilha holandesa do Caribe de Sint Maarten
    Foto: GERBEN VAN ES / DUTCH DEFENSE MINISTRY/AFP
  • O rastro de destruição deixado pelo furacão Irma na ilha de Sain Martin, no Caribe
    Foto: AFP
  • Furacão Irma causou estragos em Guadalupe
    Foto: Helene Valenzuela/AFP
  • Irma
    Foto: Helene Valenzuela/AFP
  • Imagem de satélite mostra o furacão Irma próximo a ilhas francesas do Caribe
    Foto: AFP
  • População da Flórida se prepara na expectativa do furacão Irma
    Foto: Reprodução

Embora distante da trajetória prevista do Irma, Havana, com dois milhões de habitantes, foi colocada em "alerta" pela Defesa Civil, pois pode ser afetada por rajadas de vento e marés de tempestade no domingo e na segunda-feira.

O momento mais perigoso para Cuba, segundo o general Ramón Pardo Guerra, chefe da Defesa Civil, será na tarde de sábado, quando Irma virar para o norte, em direção à península da Flórida.  Esse será o momento em que o furacão estará mais perto da costa cubana e com menor velocidade de deslocamento, de modo que seus efeitos serão mais devastadores.



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