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Nutrição

Uso do óleo de coco divide opiniões

Adotado na cozinha natural, alimento tem alto teor de gordura saturada

PixaBay/Divulgação
O que todos concordam é que o óleo de coco deve ser consumido com moderação

Volta e meia, o óleo de coco surge em debates sobre seus reais benefícios. Em rápida busca na Internet não é difícil encontrar recomendações de seu uso para quem deseja emagrecer ou para prevenção de doenças crônicas.

Questionada sobre o tema durante a palestra Mudando o mundo através da Alimentação, que ocorreu no Teatro Feevale no último dia 19, a apresentadora e chef de cozinha natural Bela Bil defendeu o seu uso. Adepta do óleo de coco, ela costuma adotá-lo com frequência em suas receitas, também substituindo o azeite. “O óleo de coco já foi, e pelo visto ainda é crucificado por muitos profissionais da saúde pelo alto teor de gordura saturada que contém. Porém, é uma gordura saturada de ótima qualidade, rica em ácido láurico (excelente para o sistema imunológico com propriedades antivirais, antibióticas, e antifúngicas) e ácidos graxos de cadeia média (que ajudam na digestão e queima de gordura, na atividade do cérebro e a mudar o perfil do colesterol no sangue)”, já havia destacado em uma postagem em sua página no Facebook. No encontro realizado em Novo Hamburgo, Bela voltou a citá-lo como um óleo bom, que faz parte da culinária e nutrição natural e que, como qualquer outro óleo, deve ser consumido com moderação.


Propriedades do óleo de coco

O óleo de coco virgem, que é obtido através da prensagem a frio do coco, retém grande quantidade de fitoesteróis, tocotrienóis, tocoferóis, além de outros compostos bioativos, substâncias que têm potencial de redução do colesterol e efeito antioxidante. No entanto, há algumas ressalvas. “O processo de fabricação do óleo de coco é bastante variável na indústria. Quando o processo de extração do óleo não controla a temperatura de forma apropriada, perde-se grande parte dos antioxidantes. Além disso, o potencial efeito benéfico dos fitoesteróis é contrabalanceado pelo alto teor de gordura saturada (92%)”, destaca o doutor e mestre em endocrinologia Mateus Dornelles Severo, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem). 

Entre os defensores do óleo de coco, há os que argumentam que a gordura saturada nele presente é diferenciada. “Os ácidos láurico e mirístico, por serem de ácidos graxos de cadeia média, seriam rapidamente metabolizados favorecendo a elevação do colesterol HDL (bom), menor oxidação do colesterol LDL (ruim) e queima de gordura, com potencial redução do risco cardiovascular e do peso. No entanto, os estudos que evidenciaram estes possíveis benefícios foram feitos em ratos ou apresentaram limitações metodológicas”, observa Dornelles.

Segundo o médico, não existem provas definitivas que o óleo de coco ajude a melhorar a imunidade e o metabolismo ou a reduzir o risco de doenças cardíacas. Não é um suplemento e nem um remédio. “A preferência pelo seu uso restringe-se mais a uma opção culinária”, observa. O que ambos os lados da história concordam é que o consumo deve ser feito com moderação, assim como de qualquer outro alimento rico em gordura saturada.

Riscos para a saúde

Em nota, a Sbem posiciona-se contra a utilização terapêutica do óleo de coco com a finalidade de emagrecimento, pela falta de evidências científicas de eficácia e apresentar potenciais riscos para a saúde. A Sbem também não recomendam o uso regular de óleo de coco como óleo de cozinha, devido ao seu alto teor de gorduras saturadas e pró-inflamatórias. “O uso de óleos vegetais com maior teor de gorduras insaturadas (como soja, oliva, canola e linhaça) com moderação, é preferível para redução de risco cardiovascular”, destaca.




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