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Em Sapiranga

Sem dúvidas: curso aborda cada uma das fases da gestação

Nos encontros, profissionais da saúde desmistificam conceitos e passam orientações sobre o antes, durante e depois do nascimento do bebê

Gabriela da Silva/GES-Especial
Fabiana Ferreira aguarda ansiosa a chegada de Maria Flor

Junto com um bebê, nascem os “especialistas”. Normalmente, eles vêm vestidos de avós, sogras, tias, vizinhas, amigas que sabem “tudo” sobre gestação e cuidados com o recém-nascido. O problema é que nem sempre essa sabedoria transmitida em doses de pitacos tem o respaldo de profissionais da saúde. Também há muito mito envolvido. “Há muitas histórias sobre o umbiguinho dos bebês, por exemplo, como colocar moeda e usar faixinha para contrair ou para cuidar para não machucar a região, ou ainda não poder dar banho todos os dias. São mitos, fora que a moeda é um objeto cheio de bactérias que estará em contato com o bebê. O ideal é lavar bem e secar bem com gaze, cobrindo apenas com a roupinha depois”, explica a coordenadora do Centro da Mulher Irmã Dulce, de Sapiranga, Eva Santos, responsável também pelo Posto de Saúde do Centro e pelo Curso de Gestantes oferecido pelo município. “Outra questão que surge muito é sobre a amamentação. Perguntam se cerveja preta aumenta a produção de leite. Não aumenta nada, a mãe tem de ingerir bastante líquido, mas cerveja preta não faz diferença”, cita.

O principal objetivo dos encontros destinados às futuras mamães é, justamente, tirar dúvidas e desmistificar conceitos infundados. Grávida de sete meses da primeira filha, a professora Fabiana Ferreira, 39 anos, procurou o curso para se preparar direitinho para a chegada de Maria Flor. “Achei muito importante aprender sobre amamentação, que o leite deve ser o único alimento nos seis primeiros meses de vida, e também sobre os chás que posso consumir em cada fase”, conta, sem esconder a ansiedade pelo dia do nascimento da filha. Depois de receber o diagnóstico de endometriose, Fabiana chegou a ouvir dos médicos que não poderia engravidar. “Fiz duas inseminações sem sucesso antes”, recorda. Agora, ostentando um barrigão cheia de alegria, planeja ter parto natural.

Presente na edição do Curso de Gestantes deste mês, Fabiana acompanhava com atenção cada explicação das enfermeiras Fabrícia da Fontoura e Jane Lazzari e da nutricionista Gianne Rockenbach de Azambuja. Aberto a mulheres do município, o curso ocorre em ciclos com um encontro a cada três meses, divididos em questões relacionadas ao período de gestação, à hora do parto e aos primeiros cuidados com os bebês. “Elas vêm com muitas dúvidas, com questões que não condizem com a realidade, porque a vizinha disse que tinha que fazer tal coisa”, comenta Fabrícia. “O curso funciona como uma troca de experiência também e elas acabam indo mais seguras para a hora do parto”, completa Jane.

Estímulo ao parto natural

Além do curso, a Secretaria de Saúde busca incentivar a Campanha Municipal Pró Parto Natural em Sapiranga, prestando esclarecimentos às gestantes e familiares sobre as vantagens do parto natural, além de expor as consequências de uma cesárea desnecessária, que pode ocasionar riscos à saúde da mulher e do bebê. De janeiro até julho deste ano, o Hospital Sapiranga teve uma média de 76 partos por mês pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo que o natural representa 63% do total. O índice é levemente maior do que o de todo o ano passado, que da média de 73 partos por mês, 60% foram pelo procedimento natural.

Gabriela da Silva/GES-Especial
Rafael e Natana participaram de exercício sobre banho do bebê
Pai também tem que participar

Embora ainda minoria nos encontros, os pais também podem participar do Curso de Gestantes. Afinal, não faltam lições sobre a participação deles nos cuidados com os bebês. No exercício sobre a hora do banho do recém-nascido, Rafael Henrique Melchior, 23 anos, só ficou segurando a toalha, enquanto a esposa, Natana Cristina Massoco, 25, fazia a função toda, mas ele garante que prestou atenção em cada detalhe. “A gente aprende muita coisa diferente, é bom para saber o que fazer quando chegar a hora”, comenta.

Grávida de seis meses de Arthur, Natana já tem um filho de 4 anos, Pedro Henrique, mas diz ter ficado surpresa com algumas das lições do curso. Ela confessa que até os quatro meses do primeiro filho não conseguia dar banho sozinha no menino por medo de machucá-lo. “Aprendi muita coisa e estou ansiosa para colocar em prática”, afirma.

Um pouquinho do que as mamães aprendem

Náuseas e vômitos são comuns no início da gestação. É importante evitar alimentos gordurosos, óleos e azeites em excesso. Comer mais vezes e menos a cada vez (dieta fracionada) também é uma das recomendações.

Azia é comum a partir do segundo trimestre de gestação. Geralmente melhora com dieta fracionada, diminuindo as frituras, café, chá, pimenta, chimarrão, álcool e fumo.

Se não conseguir beber água, uma dica é pingar gotinhas de limão no copo.

O leite materno é o alimento completo para o bebê e protege de doenças e infecções. Por isso nenhum outro alimento é necessário até os seis meses.

Não existe leite fraco. Nos primeiros dias, o leite geralmente sai em pequena quantidade. Com o passar do tempo, o peito produz leite adequado às necessidades e à idade do bebê.

O bebê arrotar no peito, o leite pingar no chão, a menstruação, nada disso altera a qualidade ou quantidade do leite.

A relação sexual não atrapalha a amamentação, e também há chance de engravidar neste período.

Ingerir alimentos ácidos não “talha” o leite.

A partir dos seis meses, novos alimentos saudáveis devem ser introduzidos de forma lenta e gradual.

A amamentação deve ser mantida até os dois anos.

Ao completar seis meses, a criança que mama no peito pode comer duas frutas (amassadas ou raspadas) e uma refeição salgada (papa ou purê) por dia.

Se não mama no peito, além da água, ao completar quatro meses, a criança pode comer duas frutas e duas refeições salgadas por dia, além de leite ao acordar e à noite.

As refeições das crianças devem conter cereal e tubérculo (como arroz e batata), um tipo de carne ou ovo, uma leguminosa (feijão, lentilha...), uma verdura de folha (alface, couve) e/ou legumes (cenoura, abóbora, beterraba).

Quanto mais variada e colorida, mais nutritiva e estimulante se torna a alimentação da criança.

Alimentos como refrigerantes, balas, chocolate, salgadinhos e embutidos não devem ser oferecidos antes de dois anos de idade.

Curso dividido em três partes

O Curso de Gestante é dividido em três encontros, que tratam de esclarecimentos relativos ao primeiro, segundo e terceiro trimestre de gravidez, entrando também em alguns temas referentes aos primeiros dias do bebê. A atividade é organizada pela prefeitura de Sapiranga através do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher e da Criança Irmã Dulce da Secretaria Municipal de Saúde, com parceria do Lions e Leo Clube Ferrabraz. O próximo encontro será no dia 9 de agosto, às 18 horas, na Sala de Projetos da Praça da Bandeira.


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