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Pesquisa

Mães que praticam exercícios físicos têm filhos mais saudáveis

Rotina de atividades antes e durante a gestação poderia desprogramar herança da obesidade paterna

PixaBay/PixaBay/Divulgação
Filhos de mães que praticavam atividade física nasceram com peso mais baixo

Mais do que informações genéticas misturadas, espermatozoides e óvulos levam no momento da fecundação - e posterior geração de um novo ser -, as peculiaridades e características relativas ao estilo de vida dos pais, o que pode ser determinante no desenvolvimento e nas condições de saúdes dos filhos. Ciente dessa realidade, doutorandos do Laboratório de Morfologia da Biologia Experimental e Humana da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) desenvolvem uma pesquisa pioneira no Brasil para detectar a importância da prática de atividade física de mães no processo de geração de filhos saudáveis, mesmo que os pais tenham uma vida sedentária, sejam obesos ou portadores de doenças como a diabete.

Ainda em fase embrionária, os primeiros resultados da pesquisa desenvolvida pela Uerj indicam que mães com rotina de exercícios físicos ao longo da vida - antes de engravidar e durante a gestação - poderiam desprogramar a herança da obesidade paterna nos filhos.

Usando camundongos como parâmetro para o levantamento, os pesquisadores constataram que os filhos de mães que praticavam atividade física nasceram com peso mais baixo, se comparado com as crias de famílias com pais e mães sedentários. Preliminarmente, também se constatou que a prática regular de exercícios se mostrou eficaz no aumento da temperatura corporal dos filhotes.

"O trabalho é uma novidade por mensurar a influência da atividade física das mulheres que se exercitam antes e durante a gravidez e que geraram filhos mais magros, independentemente do grau de sedentarismo do pai. É claro que os dados são preliminares e são necessários estudos mais amplo a respeito", admite a pesquisadora Renata Tarevnic.

Segundo ela, "é fato que os filhos de mães treinadas com pais obesos nasceram com peso menor do que das mães não treinadas também com pais obesos. Ou seja, houve um efeito aparentemente benéfico do exercício que ela fez antes de engravidar, e que permaneceu fazendo durante o período de gravidez, nos filhos nascidos com menos peso. Então, a princípio, a atividade física consegue sim desprogramar a obesidade genética proveniente do pai [obeso] para dos seus filhotes".

Renata destacou o fato de que, até então, o que se sabia era que a maior parte da epigenética dos filhos era herdada da mãe. "Daí as recomendações comuns nessas circunstâncias: não coma por dois e pratique atividade física. Mas são recomendações que não tinham embasamento cientificamente comprovado", acrescenta.

"O que queremos com a pesquisa é justamente provar que a mãe pode, de fato, ao praticar atividade física, anular a carga genética negativa decorrente do sedentarismo dos pais", afirma a pesquisadora.

Objetivo da pesquisa

A pesquisa começou após a constatação de que não havia estudos sobre a relação entre a herança genética decorrente da obesidade e do sedentarismo paterno e materno associados. Professora de Educação Física, Renata Tarevnic, membro do Laboratório de Morfologia da Biologia Experimental e Humana da Universidade Federal, lembra que já é sabido que a herança genética dos pais obesos pode gerar filhos com doenças metabólicas e hipertensivas.

Uerj/Divulgação
Renata Tarevnic, pesquisadora
"Em relação a mãe e ao pai já se tem comprovação científica. Porém, a utilização do exercício como profilaxia somente agora estamos começando a estudar. O estudo abre possibilidade para o fato de que o estilo de vida do pai e da mãe pode ser lembrado pelos gametas e transferido ao embrião, impactando o desenvolvimento da criança e o posterior risco de doenças. Os filhos, portanto, são afetados pelo estilo de vida de ambos os pais e não apenas da mãe grávida." De acordo com a pesquisadora, o objetivo agora é provar que a mãe pode vir a suprir o sedentarismo do pai.

A pesquisa também vai procurar detectar se os indivíduos que deixam de lado a prática de atividade física e cuidados alimentares com o casamento apresentam mais dificuldades em gerar seus filhos. "O objetivo principal é provar que a mãe que pratica atividade física pode proteger o filho da carga genética de sedentarismo levada pelo pai, evitando assim o desenvolvimento de crianças obesas e diabéticas em decorrência de problemas gerados pelo sedentarismo do pai."


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