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Educação física

Exercícios também fazem parte de tratamento de pacientes portadores do HIV

Ideal é fazer atividades de duas a três vezes por semana em dias alternados e com supervisão de um profissional

Inicialmente não recomendado para pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA), o treinamento físico é cada vez mais cogitado como estratégia de terapia não medicamentosa para os pacientes portadores do vírus. O conjunto de exercícios a ser praticado, no entanto, depende de avaliações médicas e do profissional responsável pela prescrição e monitoramento da atividade. “De forma geral, pode-se afirmar que os treinamentos aeróbio (como caminhada) e força (musculação), isolados ou em conjunto, são recomendados para PVHA, assim como para a população em geral, pois aumentam a capacidade cardiorrespiratória (fôlego) e a força muscular. Quanto mais breve for a aderência a um programa de treinamento físico maiores serão os ganhos”, destaca Alexandre Ramos Lazzarotto, profissional de educação física, docente e pesquisador do Mestrado Profissional em Saúde e Desenvolvimento Humano da Universidade La Salle. Ele observa que o uso continuado da medicação antirretroviral está associado à lipodistrofia (conjunto de alterações corporais) e à síndrome metabólica (conjunto de alterações no perfil lipídico e na glicemia), e o treinamento físico pode atenuar estas alterações, principalmente as corporais. O ideal é que os pacientes exercitem-se de duas a três vezes por semana em dias alternados e com supervisão de um profissional.

Segundo Lazzarotto, o treinamento apenas uma vez por semana não gera ganhos e, principalmente, pode causar malefícios, como lesões musculares de repetição. Assim como a medicação, os benefícios surgem da regularidade e continuidade do treinamento. “É importante a sensibilização da população com HIV/aids para o desenvolvimento de um estilo de vida saudável, incluindo o treinamento físico como uma estratégia não medicamentosa de terapia”, ressalta Lazzarotto.

Apesar dos avanços nos tratamentos, o profissional reforça a importância da prevenção ao vírus, já que qualquer pessoa que apresentar um comportamento vulnerável a ele está suscetível a infecção, ou seja, não há grupos de risco. “Outro aspecto relevante é que o fato da aids ser uma doença crônica não deve gerar um descuido na prevenção ao HIV, pois a medicação antirretroviral causa efeitos adversos aos seus usuários”, alerta.

No passado

a) A aids era considerada uma sentença de morte.

b) A expectativa de vida dos pacientes era de meses ou alguns anos.

c) A atenção dos profissionais de saúde focava na resposta imune.

d) Treinamento físico não era indicado, pois poderia comprometer, ainda mais, a resposta imune e, como consequência, aumentar a debilidade do paciente.

No presente

a) A aids é uma doença crônica: tratável

b) A expectativa de vida está condicionada principalmente à medicação antirretroviral e ao desenvolvimento de um estilo de vida saudável, que inclui evitar ou diminuir o consumo de álcool e tabaco, controlar a quantidade e a qualidade dos alimentos e manter-se fisicamente ativo, ou seja, evitar o sedentarismo.

c) A atenção dos profissionais de saúde, além da resposta imune, está na lipodistrofia e na síndrome metabólica, ambas causadas pelo uso contínuo da medicação antirretroviral e que aumentam a probabilidade dos pacientes desenvolverem doenças cardiovasculares.

d) Treinamento é indicado, pois pode melhorar a aptidão física relacionada à saúde e minimizar a lipodistrofia e a síndrome metabólica.


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