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Destaque na Liga Mundial

Da Voleisul à seleção brasileira: a ascensão do líbero Thales

Atleta leopoldense se destaca com a camisa da seleção brasileira na geração pós-Escadinha na Liga Mundial

Inézio Machado/GES
Thales participou de bate-papo com a reportagem na Sociedade Ginástica Novo Hamburgo
Num estilo tranquilão, bem na dele, o leopoldense Thales Hoss, de 28 anos, hoje em dia tem só motivos para comemorar. Líbero da seleção brasileira masculina de vôlei, o ex-atleta da Voleisul e Vôlei Canoas fez uma excelente Liga Mundial sob comando do também leopoldense Renan Dal Zotto. A competição foi a primeira do Brasil sem Bernardinho no comando técnico e sem a presença do maior líbero da história da seleção, Serginho, o “Escadinha”. E foi de Thales, e do também líbero Tiago Brendle, a responsabilidade de honrar a função no primeiro campeonato da geração pós-Escadinha. Na final da Liga Mundial, na Arena da Baixada, em Curitiba, no dia 8 de julho, o Brasil ficou com a medalha de prata após derrota para a França no tie-break. E nesta semana, na primeira folga após a competição, Thales voltou para Novo Hamburgo, onde mora com a esposa Gabriela, 26, e a filha Eduarda, 5, para descansar e também rever familiares e amigos.

Para a temporada 2017/18, Thales acertou sua transferência para o Funvic/Taubaté, de São Paulo, que é uma das principais forças do voleibol nacional na atualidade. No elenco ele terá a companhia de alguns companheiros de seleção brasileira, casos de Lucarelli, Wallace, Rapha, Lucas Loh, Otávio e Eder. No entanto, antes de se apresentar para as competições de clubes, Thales terá ainda mais compromissos importantes com a seleção brasileira, amistosos contra Estados Unidos, o Sul-Americano e Copa dos Campeões. Apesar do curto tempo em solo gaúcho, pois já no começo desta semana ele retorna para os treinos no Centro de Desenvolvimento do Voleibol (CDV), em Saquarema, no Rio de Janeiro, Thales concedeu uma entrevista exclusiva ao jornal ABC Domingo.

  • Thales jogando pela seleção
    Foto: Valterci Santos/MPIX/CBV
  • Thales jogando pela seleção
    Foto: Valterci Santos/MPIX/CBV
  • Thales jogando pela seleção
    Foto: Valterci Santos/MPIX/CBV
  • Thales joga como líbero
    Foto: Valterci Santos/Divulgação
  • Thales com a seleção
    Foto: Valterci Santos/Divulgação

ENTREVISTA

Para a torcida conhecer melhor o novo líbero da seleção. Quando iniciou no voleibol?

Comecei com nove anos de idade, no mini-vôlei do técnico Ivan Gallo, do Colégio Sinodal, em São Leopoldo, muito em função do meu irmão, que é sete anos mais velho. Acompanhava ele e queria jogar também. Fui subindo de categoria na base, depois seleção gaúcha e seleção brasileira. Após, fui para a Online (São Leopoldo), Canoas, Betim-MG, Cimed-SC, Juiz de Fora-MG, Sesi-SP, Voleisul e Vôlei Canoas e agora Taubaté. Já estou um pouquinho velho no vôlei (risos).

Sobre a ascensão que teve na carreira. Quanto a Voleisul e o Vôlei Canoas foram importantes no processo do teu crescimento profissional?

Arquivo/GES
Thales começou na Voleisul
Sou muito grato ao Robson Miranda e João Fernando Hartz (ex-vice-presidente e ex-presidente da Associação Mão de Pilão, respectivamente), por terem me chamado para jogar. Foi aqui (na Voleisul) que minha carreira deu um “up”. Quando fui para Canoas, o Marcelo Fronckowiak (auxiliar técnico da seleção brasileira e treinador do Vôlei Canoas) me ajudou bastante. Aqui na Voleisul, o Paulo Roese e o Reinaldo Bacilieri me ajudaram bastante. Tive uma fase boa na categoria de base, aí fui para Cimed, consegui jogar em um time grande, depois joguei em times menores, jogando bem, mas não tanto quanto aqui. Foram dois anos muito bons, que não digo que consagrou, porque acho que a consagração ainda vai vir, mas cheguei na seleção.

Como foi o trabalho com o Fronckowiak no Vôlei Canoas?

Acho que o Marcelo conseguiu me lapidar. Sempre fui um líbero que tinha potencial, todos falavam, muito mais de passe do que de defesa. O Marcelo me deu dicas de posicionamento de defesa, fez ver as estatísticas do adversário, as áreas de maior incidência de ataque. O Marcelo é um cara que gosta muito de estatística e de números, então de tanto ele falar, eu comecei a cuidar mais isso. Melhorei muito a defesa com ele e foi o que fez eu chegar na seleção. Na Voleisul, acho que eu defendia bem, mas não tanto como no Canoas. Aqui o passe foi muito bem, pois com o Roese, o saque/passe dele era muito bom. Ali dei a aperfeiçoada no passe, e no Canoas a defesa foi o principal e o comando do grupo. Tínhamos um grupo novo, e alguém precisava não comandar, mas organizar.

Como foi o período de treinamentos na seleção?

Primeiro fui como convidado e fiquei na dúvida se iria ou não para a Liga Mundial. Sempre procurei fazer o meu melhor para deixar uma boa impressão. Consegui treinar muito bem, e depois que fiquei no grupo, dei o máximo de mim. Acho que todo o jogador pensa em estar lá, são os melhores do Brasil. Temos um centro de treinamento que você pensa em vôlei o tempo inteiro. Você está ali, come, dorme e treina. Não tem como não evoluir.

O que você pode falar sobre o desempenho da seleção brasileira na Liga Mundial e a tua performance?

Para mim foi espetacular, uma experiência sensacional. Fica aquele gostinho de querer mais, porque queríamos ganhar. Até porque a gente abriu vantagem no tie-break. Pessoalmente para mim foi muito bom. Estar no grupo e ser titular foi muito importante. É uma experiência que vai agregar muito na minha carreira. Espero poder estar bem nesse ciclo, fazer uma boa temporada no Taubaté e ser chamado de novo.

Você já foi companheiro de equipe de Serginho no Sesi-SP. Como foi substituir o Escadinha na primeira competição oficial da seleção brasileira?

Vejo como uma oportunidade muito boa, não encaro como uma pressão. Tanto eu quanto o Tiago Brendle estamos fazendo um bom trabalho. Vai demorar para surgir um líbero como o Serginho, se surgir. Ele foi fenomenal, pois fazia todos os fundamentos muito bem. Mas ninguém vai esperar mais de mim do que eu posso dar. Estou bem tranquilo. Tive a oportunidade de jogar com ele no Sesi-SP, pude aprender um pouco com ele.

E quanto à troca de bastão na seleção brasileira, a saída de Bernardinho e a entrada de Dal Zotto?

O Bernardinho e o Renan têm muito contato, são amigos. O grupo é o mesmo. Quase não se falou em Bernardinho. Acho que ele é um excelente técnico, tem uma história fenomenal. Mas acho o Renan um baita treinador, entende muito de vôlei, e está cercado de grandes profissionais. Não vejo uma queda na comissão técnica, acho que está no mesmo nível. Não conheci o Bernardinho para falar como que era no treino, mas o Renan está muito bem.

E como é o clima entre os jogadores mais experientes? Tem aquela resenha ou aquela figura mais engraçada?

Tem uns que já estão mais acostumados. O Rodriguinho e eu, que somos os novos, ficamos mais no quarto, hotel e treino. A gente conversa mais no almoço, jantar. Sempre tem aquela zoação, principalmente o sotaque da galera, e especialmente o meu que é acentuado demais. Não tem um cara que o é “palhação”, mas todo mundo conversa numa boa. A galera se dá bem porque se conhece.

E o sobre as horas livres, o que o Thales curte fazer? Como passava o tempo durante a Liga Mundial?

Ficamos muito tempo fora do Brasil, a internet era ruim no hotel (risos). Ficava mexendo no celular, tentando jogar no celular, conversando com o parceiro de quarto, vendo TV. Sou um cara muito tranquilo. Você está ali concentrado, toma café da manhã, treina, almoça, dá uma dormida. Não tem muito tempo, e depois de noite após o treino você está cansado, e quer ficar no quarto deitado vendo TV. Também ligava para minha esposa e minha filha.

E quando está com a família?

Aí a gente passeia, cansado ou não. Na Liga Mundial, minha esposa e minha filha estavam em outro hotel, passaram a semana em Curitiba. Elas são determinantes para eu estar nessa boa fase. Nada mais justo elas participarem dessa parte. Acabava o jogo, a Duda dizia: “pai, agora vamos brincar de pega-pega”. Daí eu falava: “Ah, filha! O pai está cansado”, mas eu dava uma corridinha com ela. É um sacrifício muito prazeroso.

Você acertou com o Taubaté para a temporada seguinte. A família permanece em Novo Hamburgo ou vai com você?

Eu fico até setembro na seleção. Vou para São Paulo e elas ficam até dezembro em Novo Hamburgo. Primeiro para terminar o ano letivo da minha filha, na Oswaldo Cruz (unidade da Instituição Evangélica de Novo Hamburgo – IENH) é muito boa. Isso foi um peso, se fosse para sair, tinha que ser para algo bom. A gente estava gostando muito daqui, mas Taubaté é uma oportunidade para mim. Tenho que agradecer a elas, porque estão abrindo mão de muita coisa para eu estar vivendo isso. Não vou conseguir ficar mais do que esses dois meses longe também.

Novo Hamburgo não tem mais vôlei profissional. Qual teu sentimento sobre isso?

Fico muito chateado. Não tem como não estar. Infelizmente, o vôlei tem essas de fechar clube e abrir outro. É o reflexo do Estado, que está quebrado. Lembro que há uns anos tínhamos Online, Ulbra, UCS e Bento com times bons. Queria que tivesse oito times no Rio Grande do Sul, jogar aqui. A Voleisul era um time que eu tinha muito carinho.


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