Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Rua Domingos Martins, 400 - Centro - Canoas/RS - CEP: 92010-170
Fones: (51) 3462.7000 - Fax: (51) 3462.7007

PUBLICIDADE
Apelo de mãe

O Marcelinho precisa com urgência de um neurologista

Menino de 5 anos espera há quase dois anos por um tratamento

Carla Assis precisa de uma consulta com um neurologista para o filho MarcelinhoO Marcelinho precisa de ajuda. Muita ajuda. Aparentemente, o menino de 5 anos é perfeito, porém Marcelo Joshua de Assis Oliveira nasceu com problemas em 2011. A própria gravidez da Carla Assis, mãe do piá, foi complicada. Na época ganhando a vida como atendente ao mesmo tempo em que colocava piercings na clientela de um estúdio de tatuagem, ela demorou a descobrir que estava grávida. Quando descobriu, já faltavam nutrientes para o bebê. Foi necessário uma cesariana para que os médicos pudessem garantir a vida do pequeno. Marcelinho nasceu em novembro daquele ano, após sete meses de gestação. Logo depois os médicos descobriram que o neném não tinha o canal urinário formado como todo mundo. "Foi quando começou o nosso drama", conta. "O Marcelinho já passou por três cirurgias. Hoje ele urina por um outro canal. É difícil. Muito difícil", desabafa a mãe.

Quem vê o Marcelinho correndo de um lado para o outro na pequena casa onde mora, no bairro Mathias Velho, nem imagina tais problemas. Ele conversa e brinca como qualquer outro piá de 5 anos. No entanto, as aparências enganam. Déficit de atenção e hiperatividade estão entre alguns sintomas observados pelos médicos. Alguns inclusive apontaram o autismo. "Disseram que ele ficou sem oxigênio no cérebro durante algum tempo, o que pode ter prejudicado o desenvolvimento", explica Carla. "O fato é que está muito complicado até dormir à noite. Ele acorda de hora em hora. Ás vezes ele fica violento, inclusive. A gente não sabe o que fazer porque ainda não recebemos qualquer orientação. Lidamos com ele do nosso jeito, mas ele precisa de ajuda médica", apela.

Espera – Tudo o que a Carla precisa agora é de uma consulta com um neurologista. A bronca é que a fila de espera é enorme. "Ligo toda a semana, mas eles só sabem nos dizer que temos que esperar a chamada", relata. "Entendo que a fila de espera é grande, e sei que muita gente realmente precisa do atendimento, mas acho que o caso do Marcelinho merece atenção. Acho que eles podem se sensibilizar pela nossa situação por ser uma criança. Meu filho precisa começar a ter uma vida como qualquer outra criança da idade dele", ressalta. "Ele brinca com as outras crianças e elas dizem que ele é louco. É duro demais para uma mãe ouvir isso."

Um ano e meio de espera

Não é de hoje que os médicos tentam fazer o Marcelinho passar por uma avaliação da cabeça. Já foi exigida uma ressonância do crânio do menino. O inacreditável é que ela levou um ano e meio para ser feita. O medo da dona de casa, portanto, é que leve outro ano e meio para o exame seja entregue a um médico especializado. "O caso dele se agrava dia a dia. Se continuarmos nesse ritmo, tenho medo de que a condição dele se agrave muito", reforça a mãe, que aponta estar há três meses à espera da consulta com um neurologista.

Brechó solidário

Na noite desta quarta-feira, uma festa no bar Al Capone serviu para que fossem arrecadados agasalhos. As roupas vão servir para um bazar solidário que deverá ser organizado em breve com o intuito de ajudar o Marcelinho. "A festa foi organizada pelo meu amigo Rafael Proença. Ele conhece a nossa história e está nos ajudando, mas quem quiser fazer doações e ajudar é muito bem-vindo." Quem também quiser ajudar o Marcelinho com a doação de roupas para o brechó pode entrar em contato direto com a Carla pelo telefone 99854-5042.

A vida de quem depende do SUS

Carla parou de trabalhar para cuidar do Marcelinho. Ganha uns trocados graças a alguma vendas. Era tatuadora e body piercer; enquanto o marido sempre trabalhou como mecânico. Sem um plano de saúde particular, dependem, como milhares de outros canoenses, do Sistema Único de Saúde (SUS). Todo mundo sabe que não é fácil. Há "médicos e médicos", conforme ela mesmo aponta. Felizmente, o Marcelinho contou com o auxílio de alguns dos melhores profissionais do Estado em seus primeiros anos de vida.

O que diz a Prefeitura

Em nota, a Secretaria de Saúde de Canoas “se mostra atenta e sensível com a história do pequeno Marcelinho, que entrará em contato com a família e que promete o encaminhamento do menino para consulta neurológica nos próximos dias. Conforme a secretária Rosa Maria Groenwald, desde o início do ano a atual Administração tem trabalhado incessantemente para zerar a fila de 153 mil procedimentos médicos reprimidos entre 2012 e 2016. Graças a realização dos mutirões de saúde e aos horários estendidos nas UBS, essa demanda reprimida está chegando ao fim. A Prefeitura ainda realiza até o final do mês o recadastramento de todos que têm atendimento médico marcado entre 2012 e 2016 e que ainda não foram chamadas. Essas pessoas devem procurar a Secretaria de Saúde (rua Dr. Barcelos, 1.600) a partir de segunda-feira, entre 9h e 17h, para atualização de cadastro e marcação do atendimento.”


PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS