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Correios suspendem serviço de e-Sedex a partir desta segunda-feira

Modalidade de entrega era exclusiva para comércio eletrônico

Elza Fiúza/Agência Brasil
O fim do e-Sedex estava previsto desde o fim de 2016, mas uma ação movida pela Associação Brasileira de Franquias Postais (Abrapost) acabou postergando esse término
Os Correios encerram, a partir desta segunda-feira (19), o e-Sedex, serviço de encomenda expressa para produtos comprados pela internet. Em nota, a estatal informou que a mudança faz parte da nova política comercial da empresa e que novas postagens de encomendas deverão ser realizadas por Sedex tradicional ou PAC.

O fim do e-Sedex estava previsto desde o fim de 2016, mas uma ação movida pela Associação Brasileira de Franquias Postais (Abrapost) acabou postergando esse término. Na época, os Correios alegavam que a extinção da modalidade era uma forma de conter a crise e reduzir custos internos de operação, visto que o e-Sedex trabalhava com logística e prazos menores de Sedex, mas com preço de encomendas comuns - com entrega mais demorada.

"Além desses serviços (PAC e Sedex), os Correios possuem parcerias com os maiores marketplaces do País e prosseguem com a implantação do novo serviço Correios Log - Comércio Eletrônico, também conhecido como e-Fulfillment, que possibilita à loja virtual ter toda a sua operação de armazenamento, preparação de pedido, postagem e logística completamente realizada pelos Correios, com otimizações operacionais e de custos para os clientes", disseram os Correios em nota.

Segundo a Abrapost, o e-Sedex representa 30% do faturamento das lojas franqueadas. Quando recorreu à Justiça, a Abrapost alegava que o custo maior para enviar encomendas agora deverá ser repassado ao consumidor. Há ainda o risco, teme a Abrapost, de os consumidores optarem por outras empresas de entrega, concorrentes dos Correios.

O e-Sedex era restrito a algumas cidades e tinha limite de peso para objetos postados - de até 15 quilos.


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