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Saia justa

Perguntas de crianças reforçam vínculos com adultos

Lidar com questionamentos é importante para o desenvolvimento

Arquivo pessoal/
Schmidt: respostas simples às perguntas das filhas
Lidar com questionamentos dos pequenos acerca da vida, do dia a dia e da morte é uma tarefa difícil, porém é importante para seu desenvolvimento. Sem aviso prévio, uma criança pode lhe surpreender com uma pergunta desconcertante: “Como eu nasci?” ou “O que acontece quando uma pessoa morre?”.

Questões como estas e outras relacionadas a sexo, conflitos da vida social ou inseguranças cotidianas têm grande potencial de instabilizar a fala de um adulto, mas devem ser inicialmente interpretadas com calma e respondidas com respeito e amor à criança, pois geralmente têm um significado mais profundo do que apenas uma curiosidade infantil.

Perguntas deste tipo feitas pelos pequenos, destaca o pediatra da Unimed Encosta da Serra, Sergio Crestana, buscam, antes de tudo, reforçar vínculos de afeto e confiança entre a criança e o adulto, e não uma resposta objetiva ou definitiva sobre o assunto. 

O casal de empresários de Novo Hamburgo, Samuel Rodrigo e Taís Schmidt, 37 e 33 anos, respectivamente, pais da Júlia, 8, e Luiza, de 5, passam por situações assim. Taís conta que as perguntas mais embaraçosas vêm da filha maior. O acesso ao maior número de informações pode explicar esse comportamento.

Os pais das duas meninas buscam alternativas. “Usamos a estratégia de somente responder a pergunta de forma simples, sem muitas explanação para não gerar mais dúvidas”, conta Taís. Para os Schmidt, muitas vezes uma resposta tira dúvida, já que a criança não tem conhecimento do que pergunta. “Nós, adultos, maliciamos ou imaginamos muitas vezes que eles sabem sobre o assunto e acabamos falando coisas que nem lhes faz sentido”, relata a empresária hamburguense.

Sem manual

Naturalmente, não há manual para estas situações e os pais são geralmente pegos de surpresa por perguntas embaraçosas e inesperadas. Não há como se preparar de forma específica para estes momentos, mas algumas sugestões são válidas:

- Antes de sair respondendo, é possível fazer outra pergunta à criança

- Questionar o que ela sabe sobre aquele assunto. Faça-a refletir

- É relevante que o respondente mostre que se importa com o que a criança pensa e leve em consideração o seu conhecimento

- O retorno do adulto deve ser honesto, mas sem encerrar o assunto

- O mais importante em uma resposta harmoniosa não é o conhecimento em si do tópico da pergunta, mas uma combinação de equilíbrio emocional com uma percepção amável do que realmente preocupa com a criança

Saia justa

Questionamentos, que podem deixar os pais em saia justa, diz o médico Sergio Crestana, são a tentativa do filho de restaurar ou manter seu equilíbrio mental e emocional. “As crianças perguntam para reforçar sentimentos de cuidado com suas emoções e de consideração com suas fragilidades”. É importante que a resposta do adulto demonstre respeito ao pequeno e à sua dúvida. “É preciso não ridicularizar o questionamento ou qualificá-lo como ‘engraçado’, ou expor a criança dizendo ‘isso é bem coisa dela mesmo’. Quando se sentem seguras e dispõem dessa segurança com as pessoas amadas, elas se movem com confiança neste mundo cheio de perigos”, completa.


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