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Acadef

Próteses marcam recomeço

Conheça as histórias de quem precisou ser amputado, mas conseguiu superar as dificuldades

Regina Montanha Alves está se adaptando à próteseAinda comovido pela tragédia com a Chapecoense, ocorrida no final ano passado, o Brasil acompanha os passos dos sobreviventes, que se recuperam da tragédia. Um deles é o goleiro Jackson Follmann, que teve a perna direita amputada e hoje vive com uma prótese. Follmann vai bem, obrigado. E sua história ilustra o drama de outros milhares de brasileiros que lutam para se adaptar à nova vida após uma amputação. Regina Montanha Alves é um exemplo. Há cerca de um ano, a trabalhadora foi pergar um ônibus no bairro São Luis e acabou caindo ao descer dele. Torceu o pé esquerdo de tal forma que quebrou a tíbia em três pontos. Por problemas de circulação, sofreu muito com dores até que foi informada que a amputação seria inevitável. "Eu só queria que aquela dor fosse embora", lembra. "É claro que foi um baque quando me disseram que perderia o pé, mas o meu sofrimento era tão grande, que eu apenas aceitei."

Uma cozinheira de mão cheia, dona Regina hoje se adapta a prótese no pé e dá os primeiros passos em direção a recuperar sua independência. Seu tratamento na Associação Canoense dos Deficientes Físicos (Acadef) evolui de forma notável. "É claro que não é fácil. Ninguém acredita, mas eu ainda sinto coceira no pé que perdi", diz. "Só que não fiquei deprimida e não desanimei nem por um momento desde o acidente", afirma. "E isso ajuda muito." Aos 55 anos, ela já planeja voltar para a praia, em Cidreira, onde morava antes do acidente. Quer voltar a trabalhar na cozinha e, quem sabe, até arrumar um namorado. "Não gosto de ficar parada", ressalta. "Quero retomar a minha vida como ela era antes porque eu me amo, ora."

O sonho de andar de bicicleta

As amputações podem ocorrer devido a um acidente, como no caso de Regina Montanha, ou devido a alguma doença. O caso de Cláudia Weber está na segunda categoria. Há um ano, ela sentiu uma dor forte na perna direita e precisou ser encaminhada às pressas para o Hospital de Pronto Socorro (HPSC). Na época já se tratando por causa de problemas vasculares, viu sua perna diretira "morrer." "De uma hora para outra, eu não sentia mais minha perna", recorda. "Quando me disseram que precisavam amputar, não fiquei tão chocada porque desde que iniciei o tratamento para o meu problema de circulação, os médicos foram muito realistas ao apontar o que poderia acontecer no futuro." Agora já experimentado a primeira prótese, Cláudia sonha em poder voltar a andar de bicicleta, algo que sempre fez com o maior prazer. "O céu é o limite, como dizem", brinca.

Luto que deve ser respeitado

Há 9 anos trabalhando como fisioterapeuta para a Acadef, Gisele Guerra Giuriolo explica que a motivação de cada paciente está diretamente relacionada a seu desenvolvimento no tratamento. O primeiro estágio é a aceitação de que se perdeu um membro do corpo. A partir daí, é preciso erguer a cabeça e procurar um tratamento adequando, sendo que a cereja do bolo da reabilitação é a colocação de uma prótese. "Existe o período de luto devido a perda de um membro. Isso é comum a qualquer paciente que passe por esta experiência", esclarece. "Só que a pessoa não pode ficar assim para sempre. Ela precisa encontrar motivação para levantar e voltar a viver. Temos hoje na Acadef dezenas de pacientes e a vida não é fácil para nenhum deles. Porém, é a luta e a vontade de cada um que faz com que barreiras seja derrubadas. Todos os dias."

Acidentes de moto são a maioria

De acordo com o técnico protético Luciano Rohde, cerca de 85% dos atendidos pela Acadef são homens. A maioria, infelizmente, vítimas de acidentes com motocicletas. "É o que mais acontece hoje", aponta. "É uma pena porque são pais de família que acabam tendo de se adaptar a uma nova realidade após sofrerem o acidente", frisa. "Não é fácil ir trabalhar e de repente descobrir que não tem uma perna."


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