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Saúde

Sem diagnóstico precoce, câncer infantil exige atenção aos sintomas

Dia Mundial da Doença é lembrado neste sábado, 4 de fevereiro
Dizem que intuição de mãe não falha. Paula Ely Klein, 26 anos, é prova real dessa ligação de amor e cuidado. Com 11 anos foi diagnosticada com leucemia linfóide aguda (LLA). “Minha mãe me achava meio branquinha, então insistiu para a médica solicitar um hemograma”, lembra. Assim, depois de pegar o resultado do exame, as duas foram direto para o posto de saúde e de lá para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), pois seu estado era grave. Paula faz parte de uma estatística em que a chance de uma criança desenvolver câncer antes de completar 20 anos é de uma em cada 300, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). No entanto, a agressividade da doença exige rapidez no diagnóstico e tratamento.
Para alertar a população sobre o assunto, o Dia Mundial de Combate ao Câncer, hoje, tem como tema o câncer infantojuvenil. O Rio Grande do Sul tem, em média, 600 casos novos da doença por ano. Levando em conta que na região vivem 12% da população gaúcha, conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a probabilidade é que cerca de 70 casos sejam de crianças e adolescentes daqui.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), em média 80% das crianças e adolescentes com a doença podem ser curados se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. Os cânceres infantojuvenis crescem mais rapidamente do que os de adultos e tornam-se invasivos, porém, respondem melhor ao tratamento.
Na região, quando se fala na doença, a referência é a Associação de Assistência em Oncopediatria (AMO Criança), com sede em Novo Hamburgo. A entidade atende 31 crianças e adolescentes, juntamente com seus familiares, totalizando 116 pessoas. A faixa etária de ingresso é de zero a 18 anos, sendo que a família fica vinculada à instituição até que o paciente receba alta. Aliás, Paula foi uma das primeiras pacientes atendidas pela AMO, há 15 anos.
Uma nova Paula, 15 anos depois
Foi em maio de 2002 que Paula Ely Klein (foto), 26 anos, foi internada na UTI e fez sua primeira transfusão de sangue, pois estava com anemia profunda, um dos sintomas da leucemia. A partir daí, foram dois anos de tratamento, com inúmeras sessões de quimioterapia e sua consequente queda de cabelo e um ano perdido na escola. Apesar do quadro crítico e preocupante, ela nunca desanimou e sempre tinha um sorriso no rosto.
Débora Ertel/ GES-Especial
Paula teve leucemia com 11 anos; aos 26, ela leva uma vida normal

As lembranças dos dois anos de luta estão guardadas em um álbum de fotografias e em duas pastas, onde a mãe, Agada Ely Klein, arquivou toda a vida clínica da filha durante o tratamento. “Foram dois anos muito difíceis, de altos e baixos. Mas eu jamais perdi a esperança, sempre tive muita fé e muita vontade de viver”, conta. De acordo com a jovem hamburguense, era a família a responsável pelo ânimo na batalha contra a leucemia.
Quando precisou raspar a cabeça, porque os cabelos não paravam de cair com a quimio, um dos irmãos repetiu o gesto. Ao longo dos dois anos, ela viu alguns companheiros de tratamento não resistirem aos efeitos devastadores da doença. “Mas eu sempre fui muito tranquila, pois confiava no que os médicos diziam, que cada caso é um caso”, destaca.
Hoje, a família continua envolvida com a AMO. Paula está se formando em Farmácia e tem como tema no seu trabalho de conclusão os efeitos adversos da quimioterapia em crianças com câncer infantil. Ela garante que depois dessa experiência, a vida ficou totalmente diferente. “Hoje, os bens materiais e outras coisas não valem nada. Dou valor às pequenas coisas, à gratidão com aqueles que me ajudaram e para minha família”, ensina.
Sem diagnóstico precoce da doença
O chefe do Serviço de Oncologia Pediátrica da Santa Casa, Cláudio Galvão Castro Júnior, explica que não existe câncer adulto ou câncer infantil. De acordo com ele, existem diferentes tipos da doença que ocorrem com mais frequência em determinadas faixas etárias e, por isso, os médicos utilizam o termo infantojuvenil. Segundo Castro Júnior, o sucesso no tratamento vai depender do tipo de câncer que se está tratando, pois não há como fazer diagnóstico precoce nas crianças.
“Em 90% dos casos não tem como fazer prevenção e os outros 10% são de causas genéticas”, diz. Conforme o médico, embora a sociedade tenha a impressão de que não são muitas crianças e adolescentes vítimas da doença, o câncer é a segunda causa de morte nesta faixa etária. Em primeiro, causas externas. “Os pais precisam ficam atentos aos sintomas incomuns. Geralmente os pacientes não sentem dor”, aconselha.
arte sintomas câncer infantil
Sobre a AMO
A AMO acompanha famílias das cidades de Novo Hamburgo, São Leopoldo, Campo Bom, e Estância Velha. São prestados serviços de oncopediatria, serviço social, psicologia, fisioterapia, nutrição, pedagogia e musicoterapia. Também é oportunizado às famílias oficinas e grupos que visam o fortalecimento de vínculos e a integração social. A sede fica na Rua Vidal Brasil, 1695, bairro Hamburgo Velho. Fone (51) 3582-4800.
Saiba mais
Criado em 2005 pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), o Dia Mundial de Combate ao Câncer tem como objetivo aumentar a conscientização sobre a doença, que mata 8,3 milhões de pessoas por ano no mundo. No Brasil, o Inca estima que surjam 596 mil casos, sendo que os tipos com mais incidência são de pulmão, mama, colorretal, próstata e estômago.

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