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Eugenio Paes Amorim

O massacre nosso de cada dia

Confira a crônica de Eugenio Paes Amorim
Eugenio AmorimEugenio Amorim é promotor de Justiça
epa1966@hotmail.com
Sem paciência, assistimos a um grupo de criminosos sem a menor sensibilidade moral ou possibilidade de recuperação, matarem sessenta de seus iguais no interior de um Presídio de Manaus. Cenas que rolam na Internet mostram bárbaros decapitando e torturando pessoas ainda vivas. A circunstância? Rebelião com fins de fuga. O motivo? Dinheiro e poder em disputa por facções rivais. A partir disso a imprensa e as autoridades se acotovelam para debater a situação do sistema prisional e propor soluções. E os ingênuos do povo, esperando que algo de novo possa acontecer.
Mas não! A burra ladainha tupiniquim é sempre a mesma!
Em ato imediato, o Conselho Nacional de Justiça, através da Ministra Carmen Lúcia, vê soluções no desencarceramento, pretendendo requentar o tal mutirão carcerário e supervalorizar a malfadada audiência de custódia, aquela que solta os presos imediatamente, após o esforço da polícia para prender. E a grande imprensa dá esta divulgação, sem o menor senso crítico, inclusive fazendo matérias tendo como paradigma uma senhora que furtou duas peças de carne em um açougue.
Mas quem estas brilhantes autoridades querem soltar? Os autores de quais crimes? Vou dar uma lista. Querem soltar latrocidas, assaltantes, homicidas, estupradores e traficantes? Não, não é? Então quem sobrou para soltar, caras pálidas???
Ora, é sabido que 99% dos presos deste País enquadram-se nos crimes hediondos ou equiparados – antes referidos – e se o número de presos provisórios é grande isso decorre da imensa periculosidade de tais agentes, que à solta insistem em reincidir, e que, em um processo demorado, repleto de recursos e possibilidades de procrastinação, não podem estar em liberdade.
Não há pessoas neste País, sem periculosidade, dentro do cárcere! Parem de veicular esta mentira! Não há mais a quem soltar! Pelo contrário, existem muitos marginais de alta periculosidade à solta, inclusive na farra da execução penal de plástico deste Brasil. E estão nas ruas matando, roubando, estuprando e traficando.
A estatística de crimes violentos investigados e processados com sucesso não passa de 5% – se não sabem os doutos. E ainda se propala que somos a quarta população carcerária do mundo, o que seria proporcional à criminalidade local. Mas, na verdade, somos o 32º País do mundo em massa carcerária, se considerados números proporcionais.
Portanto, além de valorizar (com dinheiro e respeito) e aparelhar as polícias civil e militar, há que se prender mais e para isso construir-se presídios. E não se venha com a outra mentira, da falta de dinheiro! O que se desvia pela classe política e pelos sonegadores pagaria centenas de presídios, escolas e hospitais (para acabar com a falácia de que deve haver uma escolha entre presídios e escolas).
Mas é difícil acreditar num lugar onde uma instituição de Estado propõe indenização imediata aos familiares dos mortos da cadeia e o Estado as concede de imediato, inclusive com homenagens fúnebres aos que morreram, alguns deles perigosos assassinos e estupradores.
Sessenta e quatro mil pessoas são assassinadas ao ano no Brasil, inclusive policiais, e não há indenizações, homenagens ou mesmo uma visita das entidades de “direitos humanos” às famílias destas vítimas. Parece que perdemos mesmo o senso básico do certo e do errado, do justo e do injusto!
E neste contexto, é seguro que nosso massacre diário vai continuar, nesta regressão aos tempos mais primitivos vividos naquilo que chamamos de civilização, e sob tanta democracia!
Medo, vergonha e desgraça! Eis nossas garantias constitucionais!!!

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