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Operação Carcaça

Polícia Civil apreende cinco toneladas de carne em açougue no Guajuviras

Força-tarefa contra abigeato investigava quadrilha especializada há meses
Diego Figueira/GES-Especial
Carnes apreendidas estavam impróprias para o consumo
Sabe aquelas promoções de cortes de carne (relativamente) baratinhas em açougue do bairro Guajuviras? Pois é... Na manhã desta quinta-feira (8), aproximadamente cinco toneladas de carne foram apreendidas, na Operação Carcaça, da Polícia Civil. Segundo o diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, delegado Cristiano Alvarez, que esteve à frente da ação em Canoas, uma força-tarefa da Polícia Civil contra abigeato (furto de animais em currais ou potreiros) já investigava havia meses uma quadrilha especializada neste tipo de crime.
“Na quarta-feira, um suspeito considerado um dos líderes dessa organização criminosa foi preso em flagrante em Restinga Seca (no Centro do Estado, a cerca de 250 km de Canoas). Mais dois suspeitos também foram presos com ele, transportando 31 reses furtados. Este homem é dono de um açougue aqui no bairro Guajuviras”, informou Alvarez. No açougue do preso, cerca de uma tonelada e meia de carne foi apreendida – boa parte dela já em estado de putrefação. “A mercadoria que encontramos no açougue já não apresenta condições de consumo para humanos. Há peças em decomposição, outras mal acondicionadas, em local com incidência de moscas varejeiras e até mesmo deixadas no piso do estabelecimento ”, disse a fiscal da Vigilância Sanitária da Prefeitura de Canoas Iara Regina Fontana.
Conforme Iara, o açougue contava com equipamento para estocar as peças, como balcões frigoríficos e freezers, “mas os funcionários do açougue faziam recortes das carcaças de três em ambientes não climatizados, o que acabava por fazer com que a carne ficasse estragada”. Além das peças confiscadas dentro do açougue, investigadores da 3ª Delegacia da Polícia Civil em Canoas, acompanhados por agentes da Vigilância Sanitária do município, e por uma equipe de fiscais da Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento, também encontraram um caminhão frigorífico lotado, com aproximadamente 3,5 toneladas de carne de rês.
Diego Figueira/GES-Especial
Caminhão frigorífico lotado estava estacionado em um posto de combustíveis com aproximadamente 3,5 toneladas de carne de rês
O caminhão estava estacionado em um posto de combustíveis próximo ao açougue. O veículo pertence ao dono do açougue e era usado como frigorífico – o timer da câmara fria estava ligado. “Nesse caminhão foram encontradas peças ainda com pelo dos animais, ou seja, a origem provavelmente é de abigeato. É tanta carne que o estabelecimento não tem funcionários que consigam dar conta de estocar nem cortar as peças. Claro, não pagaram nada por elas”, comentou o delegado.
Para onde vai a carne?
Depois de ter lido a primeira parte da reportagem, caso o caro leitor tenha pensado que poderia dar uma fervura rápida e aproveitar pelo menos um cortezinho da carne para assar um churrasco caprichado nas festas de final de ano, saiba que não é bem assim. “A carne apreendida é imprópria para consumo humano. Não estava em condições adequadas de armazenamento, mal acondicionada. Não tem procedência sanitária, está sem documentação que comprove sua origem, havia inclusive pedaços com pelo do animal.
Parte da mercadoria será doada ao Zoológico de Gramado e parte será encaminhada a uma fábrica para que seja transformada em farinha, para produzir ração para animais”, explicou uma técnica do setor de fiscalização da Dipoa. Há tanta violência envolvida em crimes de abigeato que os fiscais da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento preferem não se identificar devido a represálias sofridas anteriormente. Conforme a fiscal, a carne passará por processo de autoclave (aparelho de desinfecção por vapor a alta pressão e temperatura) antes de ser destinada às instituições.

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