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Mauro Blankenheim

Ano para esquecer

"Quem acha que tudo viu, prepare o espírito, pois tudo pode. Nada mais deve nos deixar de cara"
Mauro BlankenheimMauro Blankenheim é publicitário
mauro@gpspropaganda.com.br
A notícia pior é que 2016 ainda não terminou. Quem acha que tudo viu, prepare o espírito, pois tudo pode. Nada mais deve nos deixar de cara. E o tempo curto, por menor que seja, pode trazer outras novas.
Os professores, fermentos do desenvolvimento, sofreram com salários parcelados e procrastinados. Se pudessem, deletariam 2016 de suas vidas. O cuidadoso planejamento familiar que a vida tão duramente os ensinou a rezar, foi água abaixo quando a base do cálculo evaporou.
Os familiares das vítimas de latrocínio, se pudessem, passariam um apagador nesse quadro negro de 2016.
Os empresários que viram seus negócios minguarem no ano que agoniza, se pudessem, teriam saído de férias em janeiro e as estenderiam até a economia reanimar. Aqueles que se saíram acima da média, se constrangem ao repetir em público o velho clichê, “não posso me queixar”.
Os eleitores que viram seus candidatos eleitos decepcionarem antes de entrarem em campo, se pudessem, anulariam o voto otimista e elimariam 2016 do calendário.
Os cidadãos que foram atropelados pelo tsunami de revelações das colaborações premiadas, se pudessem, teriam pulado essa parte. Para pular da barca, basta um fato: o combustível, que baixou de preço no processamento, segue decolando sem plano de voo nas mangueiras dos frentistas.
Os brasileiros pegos de calças curtas pelas escolhas escusas dos cidadãos radicados temporariamente em Brasília, pensam que 2017 já vai tarde, como que iludidos pela possibilidade da virada do calendário sinalizar uma virtual mudança de caráter.
O impeachment, que sem entrar no mérito, é inegavelmente um retrocesso de uma democracia que teima em se empertigar, aconteceu quando o ano já estava perdido, e a sucessão, que até agora não se justificou, perturba e preocupa o mais convicto dos ufanistas.
Enfim, a cada 1o de janeiro que festejamos com refri, sidra ou espumante de grife, vemos nossas expectativas submergirem borbulhantes, rotineiramente.
Já não falo mais que há mais de 50 anos ouço votos de Boas Festas no País do futuro, porque as pessoas perdem o foco no que realmente interessa: a recorrente patinada do Brasil colônia, rumo ao pódio das nações.
Mas quem vai tirar os bandidos das ruas? Quem vai tirar os políticos corruptos das suas posições? Quem vai tirar os ladrões dos postos de destaque da sociedade, onde os ideais de inocentes úteis são cultivados para serem consumidos vorazmente pelos insensatos?
As empresas que sujaram seus nomes nas cavernas da desonestidade, de uma hora para outra, vestirão seus mantos de alvura?
Os políticos locupletados nas fendas da corrupção, de um dia para o outro, vão sorrir angelicalmente como personagens de contos de fadas?
Poderemos voltar a tomar sorvete caminhando distraídos com a família, como nas antigas?
A aposentadoria vai finalmente se fixar no tempo e garantir que num termo determinado estenderá seu apoio a quem realmente precisa dela?
2017 está de portas abertas. Eu acredito. Mas que soa um pouco bastante como pensamento mágico, lá isso, soa. Feliz Ano Novo!

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