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Opinião

Esteja preparado quando a hora chegar!

Leia a crônica de Flávio Fischer
Flávio FischerFlávio Fischer é tabelião e presidente da Fundação Semear
flavio@fischer.not.br
A morte é ainda um tabu para a sociedade. Procuramos não pensar nela, mas a verdade é que essa é a única coisa certa que temos na vida. Ao longo da minha vida vi gente tratar o assunto morte de todas as formas. Tem aqueles que deixam tudo “anotadinho” numa gaveta ou num cofre com senha, mas nenhum familiar quer saber onde está guardado para não tocar no assunto, pois dá mau agouro. Existe a crença de que, se pensarem em organizar algo para quando a sua morte chegar, podem chamar a atenção dela e aí... ela resolve buscá-lo antes do programado. Sempre tem um conhecido de um conhecido que comprou um carnê de um túmulo e na outra semana morreu. Enfim, ninguém quer falar desse assunto.
Entretanto, quando algum familiar adoece ou alguém conhecido morre inesperadamente, somos obrigados a enfrentar a tão temida morte e, por alguns instantes, criamos uma empatia com a situação do falecido e dos familiares e isso faz a gente pensar naquilo que não realizou ainda, nas nossas pendências, responsabilidades e procrastinações sobre saúde e organização. Outro dia, eu e minha família passamos por um acidente de carro. Era uma batida relativamente simples e percebemos as pessoas sentadas no cordão da calçada, com um olhar pensativo, esperando a polícia chegar. Minha filha comentou o quanto deve ser chato estar indo para algum compromisso programado e, de repente, tudo mudar de uma hora para a outra, devido àquela batida. Espichei a reflexão, comparando esse inconveniente com a morte, onde acordamos para um dia normal e puft, entre uma coisa e outra morremos, antes de cumprir a lista de tarefas.
Para todas essas coisas relacionadas a nossa morte, tenho três palavras simples, que atenuam essa passagem: epitáfio, testamento e espiritualidade. Os epitáfios no passado procuravam narrar os atos heroicos dos nobres, reis ou membros proeminentes da corte. Com o passar dos tempos, o epitáfio começou a ser usado para lembrar as qualidades daquele ente querido que partiu. Quando paramos para pensar que temos uma ampulheta só para nós, se esgotando a cada dia, o ideal é pensar em aproveitar cada minuto enquanto estamos aqui. Já o testamento, é um documento através do qual nós podemos deixar consignada nossa vontade, respeitadas algumas limitações legais, sobre a forma como queremos que o nosso patrimônio seja dividido após a morte. Por meio do testamento, podemos estipular, por exemplo, para qual filho irá o imóvel na cidade, qual filho ficará com a casa na praia, de que maneira serão divididos as contas bancárias e os veículos, evitando, assim, brigas e desentendimentos entre os herdeiros. É mais simples do que você pode imaginar. Procure um tabelião de sua confiança e entenda mais.
E, por fim, tanto se fala em espiritualidade. Para mim, espiritualidade significa muito mais do que qualquer religião. Espiritualizar-se é estar em conexão com nosso espírito. Ser guiado por algo que está acima do nosso ego. Estar conectado com o seu espírito é estar inspirado, estar repleto daquilo que te faz sentir amor e faz toda a sua vida ter sentido.
Com a certeza da morte, desejo que você aproveite a sua vida, organize-se e faça a sua existência ter um sentido nobre.

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