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Saia do vermelho

Planejamento é a melhor receita para escapar dos juros

Dificuldade de organização e crise afetam o orçamento doméstico. Especialistas alertam para perigos que os juros escondem
Foto: Divulgação
Juros
A fórmula para evitar dívidas é simples: não gastar mais do que se ganha. Mas a falta de organização financeira e a crise econômica dificultam o dever de casa. Em 2015, os consumidores brasileiros pagaram mais de R$ 320 bilhões em juros. Estudo feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP) revela que as famílias dispensaram o equivalente a 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional para um saldo de dívida de R$ 803 bilhões. Mesmo com a redução de 7,3% no total dos débitos dos brasileiros de 2014 para 2015, o desembolso para pagar juros subiu 4,7% de um ano pra outro. Isso porque a taxa média de juros, que também havia caído em 2014, aumentou e superou os 46% ao ano.
Para fugir destas estatísticas, a melhor opção ainda é colocar as contas na ponta do lápis. “Se a pessoa fez uma compra, é importante visualizar se tem condições de pagar. A melhor forma para isso é o planejamento”, orienta a economista e professora da Universidade Feevale Lisiane Fonseca. Outra recomendação é não gastar todo o salário do mês e deixar uma folga no orçamento, precavendo-se para algum imprevisto.
O economista da Fundação de Economia e Estatística (FEE) Augusto Pinho de Bem reforça que é fundamental conhecer o orçamento doméstico para ficar longe do vermelho e, além das despesas essenciais, eleger quais serão as prioridades em que se pretende investir. “A pessoa nunca deve ir além de sua capacidade financeira. Pode tentar usar também ganhos como restituição de Imposto de Renda, 13º salário e férias para saldar dívidas”, aconselha. Para quem já entrou na bola de neve de contas e juros ainda há a chance de renegociar as pendências. “O ideal é que a pessoa vá ao banco, explique a situação e veja um valor que seja possível pagar”, observa Lisiane.
Tentadores e perigosos
O cartão de crédito é apontado como o principal vilão do endividamento, com juros que alcançaram o patamar de 441,76% ao ano, na média, no último mês de maio. E a corda que aperta a forca dos devedores é a opção de pagamento do valor mínimo da fatura. “À medida que a pessoa não faz o pagamento integral, vai aumentando o valor da dívida, com juros em cima de juros”, observa a economista Lisiane Fonseca.
Acompanhado da doce ilusão de mais dinheiro na conta corrente, o cheque especial é a linha de crédito que faz a dobradinha do mal com o cartão. Sua taxa de juros ao ano fechou o mês de maio em 270,82%, conforme levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).
Com um cenário como este, de juros cada vez maiores, aumento de impostos, taxa básica de juros (Selic) a 14,25% e índices de inflação mais elevados, a renda das famílias diminui e a inadimplência aumenta. “Além disso, a pessoa acaba postergando a aquisição de bens com medo de perder o emprego, com medo de que as despesas aumentem, e isso também vai enfraquecendo a economia, é um círculo vicioso”, analisa o economista De Bem.
Poupança para salvar o orçamento
Utilizar a poupança para saldar pagamentos pendentes do cartão de crédito e do cheque especial é mais vantajoso do que deixar o valor acumular e pode salvar o orçamento de juros descomunais. Por exemplo, R$ 100 depositados na poupança com remuneração básica de 0,6694%, em um ano se transformarão em R$ 108. Porém, em uma situação hipotética, estes mesmos R$ 100 no cheque especial em um ano podem chegar a R$ 371,00, com taxa de juros mensal de 11,54%. Assim, é mais vantajoso perder um pouco de rendimento na poupança do que ver o saldo devedor multiplicar.
Contas no crediário precisam ser avaliadas
Para saber se há mais vantagem entre parcelar no crediário ou no cartão de crédito, a professora diz que cada caso tem que ser calculado individualmente, considerando a quantidade de parcelas oferecidas, os juros embutidos e a forma de pagamento posterior. “Se tem que ir até a loja pagar, tem o custo do deslocamento e o risco de comprar mais. Com o cartão de crédito, não, já paga direto no banco. As situações têm que ser avaliadas para ver o que é mais vantajoso”, ressalta. Já De Bem observa que quando se trata da aquisição de imóveis ou veículos é sempre melhor dar o máximo de entrada possível para evitar o endividamento a longo prazo.
Mutirão do Procon renegocia dívidas
Para quem não seguiu os conselhos de especialistas, o Procon de Novo Hamburgo dá uma força. Esta terça-feira é a última oportunidade para aproveitar o 1º Mutirão de Renegociação de Dívidas Bancárias. A ação do Procon tem participação de pelo menos 15 instituições. Na segunda-feira, 30 pessoas que querem deixar o seu nome limpo na praça aproveitaram a oportunidade. Cada consumidor preencheu uma ficha que será encaminhada à instituição na qual ele tem pendências financeiras. As dívidas em negociação são de cartão de crédito, cheque especial e empréstimos.
Conforme o subprocurador do Procon, Ítalo Bronzatti, no mutirão o atendimento é estendido também para consumidores de toda a região. De acordo com ele, é importante levar até o Procon o maior número de documentos referentes ao débito, em especial, a carta de negativação, nos casos em que houver. Hoje, o atendimento será das 9 às 14 horas, com distribuição de 70 fichas. O Procon fica na Rua Davi Canabarro, 20, 2° andar, Centro. Contato (51) 3581-9531 e 3097-9444.Juros porcentagem
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