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Lava Jato

Moro condena vazamento de planilhas da Odebrecht; 45 gaúchos são citados

Alguns políticos são identificados por codinomes
O juiz federal Sérgio Moro considerou "prematuro" o vazamento das planilhas da Odebrecht e decretou o sigilo dos documentos. As planilhas apreendidas pela Polícia Federal listam possíveis doações feitas pelo Grupo Odebrecht a mais de 200 políticos do País de 18 partidos.
"Prematura conclusão quanto à natureza desses pagamentos. Não se trata de apreensão no Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht e o referido Grupo Odebrecht realizou, notoriamente, diversas doações eleitorais registradas nos últimos anos. De todo modo, considerando o ocorrido, restabeleço sigilo neste feito e determino a intimação do MPF para se manifestar, com urgência, quanto à eventual remessa ao Egrégio Supremo Tribunal Federal para continuidade da apuração em relação às autoridades com foro privilegiado. Até agora não foram identificados quais os valores relacionados a políticos são doações legais de campanha, se foram de fato pagos e se podem ser relacionados a esquemas de propinas. Além das planilhas também foram apreendidos documentos que citam obras feitas pela Odebrecht em diversos estados e municípios.", disse Moro no despacho.
Os documentos foram apreendidos, em fevereiro durante a fase Acarajé da Operação Lava Jato, na residência do presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa Silva Júnior, um dos principais interlocutores do empresário Marcelo Odebrecht na alocação de recursos a campanhas políticas. Entre os políticos citados, há ao menos 45 gaúchos, sendo no mínimo dez da região dos Vales do Sinos, Caí e do Gravataí. 

Alguns dos políticos constam nas planilhas com nome e codinome. Na lista, antecipada pelo blog do jornalista Fernando Rodrigues, antes de o juiz Sérgio Moro decretar nesta tarde sigilo do material, estão políticos de vários partidos. O senador José Sarney (PMDB) aparece relacionado ao codinome "Escritor". Renan Calheiros, o "Atleta". Eduardo Paes, prefeito do Rio, tem como codinome "Nervosinho". Eduardo Cunha (PMDB) , presidente da Câmara dos Deputados, é o "Caranguejo". O senador Humberto Costa (PT) é Drácula. O também senador Lindbergh Farias (PT) aparece como "Lindinho". Na região, Tarcísio Zimmermann (PT) aparece como "Irmão". Manuela D'Ávila (PCdoB) figura como "Avião". 
Nas planilhas os valores estão descritos de maneira modesta, com grafias como 25,00, 50,00, 100,00 e 1.000 por exemplo. Para os investigadores da Lava Jato, essa soma dos valores relacionados aos políticos é de R$ 55,1 mil, mas pela quantidade de nomes, a força-tarefa sugere que a quantia possa ser, na verdade, de R$ 55,1 milhões.

Gaúchos na lista
Nos documentos divulgados, aparecem vários nomes de políticos do Rio Grande do Sul. A grafia está exatamente como consta nas planilhas, o que inclui erros de escrita. Conforme aparece nas listas, ao lado do nome está a cidade do político e sua função, podendo ser "CAP", "SAR" ou "COR". 
A lista mostra também alguns candidatos, sem explicitar a quem se refere, como o "candidato a Prefeito PT", de Montenegro, e o "candidato a Prefeito de Santa Rita", pelo PP.
Confira os nomes
Adão Villaverde (EVA) - POA - Função "CAP" - Partido PT
Resposta: Em sua conta do twitter, Adão Villaverde (PT-RS) afirmou que "contas da minha campanha a pref PoA foram aprovadas pelo TRE, sem qualquer relação clandestina, com qualquer pessoa física e jurídica."
"Afonso Hanm" - POA - Função "SAR" - Partido PP
Resposta: O deputado federal Afonso Hamm (PP) afirma que está tranquilo com relação à divulgação da lista da Odebrecht. Ele diz que recebeu uma doação da Brasken, porque uma das suas bandeiras é a defesa do polo petroquímico. O procedimento foi devidamente registrado em recibos e consta na sua prestação de contas. Ele lamenta que a divulgação tenham misturado as doações legais da empresa com outras obscuras.
Ana Amélia Lemos - POA - Função "CAP" - Partido PP
Resposta: Em nota, Ana Amélia Lemos falou que as doações oriundas da empresa Braskem, subsidiária desse grupo e com atuação conhecida no Rio Grande do Sul, foram feitas ao Diretório Nacional do Partido Progressista, o qual repassou para a minha conta de campanha ao Senado, em 2010, parte desses recursos, da seguinte forma: no dia 27/08/2010, o diretório nacional repassou valores doados por essa empresa ao diretório estadual para diversos candidatos. O diretório estadual, do volume total, depositou na minha conta de campanha, no mesmo dia, R$ 74.569,98, e no dia 29/09/2010, R$ 25.000,00; no dia 27/09/2010, o diretório nacional repassou o valor de R$ 99.888,63, direto na minha conta de campanha. Essas doações totalizam valor próximo a R$ 200 mil, citados na referida lista, com os descontos de despesas bancárias. As doações estão devidamente registradas no Tribunal Regional Eleitoral com a prestação de contas aprovada, sem nenhuma ressalva, e constam no portal da transparência do Tribunal Superior Eleitoral. Faço esse necessário esclarecimento pois defendo a total transparência dos fatos. Reafirmo cada vez mais meu apoio às investigações em curso pela Polícia Federal e ao trabalho das instituições na Operação Lava Jato.
Beto Albuquerque - POA - Função "COR" - Partido PSB
Resposta: Em sua conta no twitter, Beto Albuquerque (PSB) afirmou: “Estou apurando os detalhes da data e circunstância da citação do meu nome como destinatário de doação de campanha pela Odebrecht. Seja como for, não há nenhuma novidade nisso! Já constaram em algumas prestações de contas eleitorais minhas e do meu partido a doação formal e devidamente declarada da Odebrecht e de outras empresas. Tudo devidamente declarado. Confio e apoio sem ressalvas o trabalho das instituições que apuram as graves denúncias de corrupção neste país, certo de que irão distinguir e separar o legal do ilícito e a propina da corrupção da doação formal e legal de campanha. A generalização nestas circunstâncias só serve para premiar os verdadeiros criminosos. Que o juiz Sérgio Moro siga firme em sua jornada e que o MPF, PF, STF e TSE cumpram suas missões constitucionais o mais rápido possível”.
Carlos Todeschini (ALEMÃO) - Porto Alegre - Função "SAR" - Partido PT
Resposta: O secretário de Meio Ambiente de Canoas, Carlos Todeschini disse que “todas as contribuições doadas às campanhas que concorri estão, rigorosamente, legais e aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral. Todas as contribuições recebidas estão registradas e aprovadas junto à Justiça Eleitoral.”
Fabio Branco (COLORIDO)
Resposta: Em nota, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia Fábio Branco disse: "todas as contribuições que recebi durante a campanha estão registradas na Justiça Eleitoral e foram aprovadas integralmente pelo Tribunal Regional Eleitoral, caracterizando-se por absoluta legalidade. Não recebi nenhuma contribuição que não esteja registrada, conforme exigia a legislação em vigor, tornando as minhas contas como plenamente legais.
Fernando Marroni (MM) - Pelotas - Função "CAP" - Partido PT
Resposta: O ex-prefeito de Pelotas e ex-deputado federal, Fernando Marroni (PT), argumenta que não recebeu doações da empresa Odebrecht. Marroni analisa que as doações destinadas a ele podem ter sido realizadas pelo diretório nacional do PT, que com origem desta empresa. “Não os consideramos como de natureza ilícita, porque a relação é estritamente estabelecida entre agremiação partidária e filiado, sendo incabível a criminalização de tais doações”, salienta.
Frederico Antunes - POA - Função "COR" - Partido PP
Resposta: O deputado Frederico Antunes (PP) afirma que toda e qualquer contribuição destinada à campanha eleitoral foi devidamente aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e registrada na Justiça Eleitoral, estando, portanto, absolutamente dentro do abrigo da legalidade.
Gilmar Rinaldi - Esteio - Função "CAP"
Resposta: Em nota, o prefeito de Esteio Gilmar Rinaldi informaque "nunca foram realizadas agendas ou qualquer tipo de contato com agentes da Odebrecht por parte do comitê financeiro da campanha à Prefeitura. Todas as doações recebidas foram devidamente declaradas à Justiça Eleitoral e, as contas de campanha, aprovadas sem ressalvas. Desconhecemos, portanto, a origem da informação divulgada pela mídia nesta quarta-feira."
Gilmar Sossela - Triunfo - Função "SAR" - Partido PDT
Resposta: Em entrevista ao Jornal NH, o deputado estadual Gilmar Sossella (PDT) esclarece que todos os recursos recebidos em campanha constam em sua prestação de contas que foi aprovada pela Justiça Eleitoral.
Helen Cabral (PT)
Resposta: Concorri à prefeitura de Santa Maria em 2012 e recebemos contribuição pelo Diretório Nacional. Mas as contas foram aprovadas. Não entendo a divulgação dessa lista e me preocupa a repercussão. Sou professora. Essa lista parece mais uma cortina de fumaça.”
Jairo Jorge (NORDESTE) - Canoas - Função "CAP" - Partido PT
Resposta: Em nota, Jairo Jorge afirmou que "na campanha para Prefeito em 2012, recebemos contribuições de 41 pessoas físicas e jurídicas diferentes. A empresa Odebrecht, de forma legal, doou através do Diretório Nacional do PT o valor expresso na lista. Trata-se, portanto, de uma doação dentro da lei e devidamente registrada, cuja prestação de contas foi aprovada sem ressalvas pela Justiça Eleitoral. Todos os contribuintes, os valores e as devidas datas de doação podem ser acessados no site do TSE."
"Heitor Schulk" - POA - Função "SAR" - Partido PSB
Reposta: Em nota, Heitor Schulk afirmou que "Tendo em vista as notícias divulgadas pela imprensa de que 47 políticos gaúchos, entre os quais consta meu nome como beneficiado de doações da Odebrecht, esclareço que recebi recursos do Partido Socialista Brasileiro (PSB) Nacional, cujo doador originário foi a Cetrel Lumina Tecnologia e Engenharia Ambiental, empresa ligada ao grupo Odebrecht, e que esta doação está devidamente declarada em nossa prestação de contas de campanha, que pode ser acessada pelo link: http://inter01.tse.jus.br/spceweb.consulta.receitasdespesas2014/abrirTelaReceitasCandidato.action . Me coloco à disposição de todos para quaisquer esclarecimentos”.
João Bosco Vaz - POA - Função "SAR" - Partido PDT
Resposta: O vereador de Porto Alegre João Bosco Vaz (PDT) afirma que as doações recebidas na campanha vieram do PDT municipal. Segundo ele, o valor repassado no rateio da doação da empresa Brasken foi de R$ 20 mil, em um cheque dado pelo partido em 12 de setembro de 2012. As prestações de contas teriam sido aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
João Carlos Nedel - POA - Função "SAR" - Partido PP
Resposta: Através de sua assessoria, o vereador de Porto Alegre, João Carlos Nedel, disse que a a sua prestação de contas foi aprovada pela Justiça Eleitoral e está disponível para consulta na internet. O parlamentar alega não ter conhecimento do teor dos documentos apresentados para fazer uma apreciação. Mas encara com tranquilidade e sem preocupações uma vez que pode ser equívoco.
"Fischinha" - POA - Função "COR" - Partido PP
Resposta: Em nota, João Fischer afirmou que recebeu "duas doações da maior empresa em retorno de ICMS no Estado, a Brasken (cuja principal acionista é a Odebrecht). Essas doações somaram R$ 50 mil. Não há problema legal algum em receber doação de campanha de empresas. O problema é quem as recebe e não as declara. Minha prestação de campanha é pública e todos os valores foram declarados com transferência eletrônica e recibo eleitoral. Basta acessar o site do TSE e comprovar estas informações, inclusive que as contas foram aprovadas sem ressalvas pelo Tribunal”.
José Fortunati (RICO) - POA - Função "CAP" - Partido PDT
Resposta: Em sua conta no twitter, o prefeito de Porto Alegre José Fortunati afirmou que a doação da Odebrecht, no valor de R$ 300 mil, "está de acordo com a norma eleitoral, e foi para o Diretório Nacional de PDT, que fez o repasse, conforme prestação de contas aprovada no TRE. Necessário destacar que a Odebrecht não teve e não tem qualquer obra na cidade de Porto Alegre. Infelizmente, somente depois da divulgação extemporânea, foi reconhecido pela autoridade que seria prematura qualquer conclusão. Lastimável que continuem acontecendo vazamentos, jogando lama para todos, como se só alguns realizassem com correção as suas funções."
Jussara Cony - POA - Função "SAR" - Partido PCdoB
Resposta: Em nota, a vereador Jussara Cony (PCdoB) afirma que "todas as doações que recebeu, bem como suas prestações de conta, foram registradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral desde quando concorreu pela primeira vez, em 1982. Além disso, a vereadora nunca solicitou recursos para campanhas eleitorais à Odebrecht. Jussara Cony afirma ainda que o vazamento de tal lista sem que tenha havido nenhum tipo de apuração é um grave atentado aos direitos individuais, uma ação que apenas contribui para dar continuidade ao processo de criminalização da política”.
Kevin Krieger - POA - Função "SAR" - Partido PP
Resposta: Em nota, o vereador Kevin Krieger (PP), disse que “todas doações realizadas pela empresa Braskem, foram declaradas em minhas respectivas prestações de contas e realizadas no período em que eram permitidas e legais. No entanto, lamentamos que uma lista com pessoas sérias e que sempre trabalharam e fizeram política, com o respaldo da legislação vigente, esteja sendo colocada na mídia em meio a um cenário conturbado de nossa política. Desde já, venho a público dar satisfação aos meus eleitores, pessoas que depositaram confiança em meu trabalho, aos quais me sinto honrado em representar”.
Leonardo Hoff
Resposta: Em nota oficial, publicada em sua página no Facebook, Leonardo Hoff afirmou que é "totalmente contra qualquer ato de corrupção, e sou a favor da Lava Jato. Esclareço que não concorro a nenhum cargo público desde 2008 e que desde então não recebi qualquer tipo de doação pessoalmente ou de forma ilegal. Ainda estou em busca de mais informações, mas imagino que deva se tratar de doação partidária legal e oficial para campanha que apoiei do Partido Progressista."
Pablo Mendes Ribeiro - POA - Função "CAP" - Partido PMDB
Resposta: Em nota, o vereador Pablo Mendes Ribeiro (PMDB) afirmou que todas as doações para a campanha eleitoral foram legais.. As contas foram prestadas ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o maior doador da única campanha do vereador foi o partido, conforme Mendes. O vereador informou, através de assessoria de imprensa, que outras empresas doaram para a campanha, mas que desconhece participação da Odebrecht.
"Mano Changis" - POA - Função "SAR" - Partido PP
Resposta: O ex-deputado e atual diretor da Badesul, Mano Changes (PP), disse que “é óbvio que todas as doações que recebi estão declaradas. Recebi R$ 49,6 mil da Brasken como consta na minha prestação de conta. Eu acho que eles podiam confrontar os dados antes de divulgar para o público. Isto é muita irresponsabilidade. Sempre fui um político que preza a economicidade, que menos gastei porque tenho o maior respeito pelo dinheiro público”.
Manuela D’Ávila (AVIÃO) - POA - Função "CAP" - Partido PCdoB
Resposta: Em sua conta pessoal no Twitter, a deputada Manuela D'Ávila afirma que recebeu doações de diversas empresas para campanha de 2012. “(...), era forma legal de financiamento”, finaliza postagem no microblog.
Marco Alba - Gravataí - Função "CAP"
Resposta: Declaro publicamente o meu apoio incondicional à Polícia Federal, ao Ministério Público, ao Poder Judiciário e ao juiz Sérgio Moro pela condução na Operação Lava Jato. Com relação ao meu nome integrar a lista divulgada esta manhã, onde constam doações feitas pela empresa Odebrecht, afirmo que jamais tive contato com representantes desta empresa. Constam na prestação de contas do PMDB Nacional (divulgadas através do site do Tribunal Superior Eleitoral), doações da referida empresa, feitas nos termos da lei. O Comitê Financeiro Único Municipal recebeu doações do PMDB Nacional e Estadual, que estão declaradas na prestação de contas da campanha de 2012, aprovadas pela Justiça Eleitoral.
Marco Maia - POA - Função "COR"
Em nota, o deputado federal Marco Maia (PT/RS) disse: "parece-me uma grande irresponsabilidade a divulgação de listas com nomes sem o devido cuidado de analisar a veracidade e a legalidade das mesmas. A planilha apresentada, a qual aparece meu nome, refere-se às eleições municipais de 2012. As contribuições de empresas para partidos e candidatos - prefeito e vereador - naquele pleito eram absolutamente legais. Nestas condições solicitei contribuições para os candidatos do meu partido, que quando feitas, o foram estritamente dentro da lei e devidamente informadas ao TRE. Hoje podemos comemorar o fato de que, não mais existe a possibilidade de contribuições empresarias às campanhas eleitorais, o que contou com meu voto na Câmara Federal. Uma conquista da Democracia e da Cidadania."
Marcos Daneluz (MM) - Caxias do Sul - Função "CAP"
Resposta: O ex-deputado estadual e ex-vereador de Caxias do Sul, Marcos Daneluz (PT) afirma desconhecer doação da Odebrecht para a campanha eleitoral à Prefeitura de Caxias do Sul. “Todas as minhas contas foram prestadas e aprovadas pela justiça eleitoral. A única hipótese é que esta empresa tenha doado ao diretório nacional, que tenha repassado para a minha campanha, de forma legal”, sustenta Daneluz.
"Indicações Maria do Rosário" - POA - Função "SAR"
Resposta: Em sua conta do twitter, a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) diz que a planilha da Odebrecht cita uma indicação que ela fez ao PT Nacional para a campanha da candidata a vereadora de Porto Alegre, Ariane Leitão, em 2012, e que a "prestação de contas da candidata demonstra o devido registro ao TRE em 19 de setembro daquele ano". A deputada acrescenta que "nosso mandado sempre foi muito transparente. Está se fazendo  uma confusão proposital para misturar o joio e o trigo."
Mauro Poeta (PMDB)
Resposta: Em seu perfil no Facebook, o prefeito de Triunfo reproduziu a prestação de contas da campanha. E disse: “Compartilho com vocês a imagem do registro da doação junto ao TSE que recebemos, de forma legal e declarada. Isso nunca foi segredo para ninguém e é uma informação pública, que qualquer cidadão pode ter acesso.”
"Mauro Zaquia" - POA - Função "SAR" - Partido PMDB
Resposta: Em nota, o secretário Municipal de Obras e Aviação de Porto Alegre, Mauro Zacher (PDT) "esclarece que a doação realizada, através da subsidiária Braskem/SA, foi feita diretamente aos Comitês Financeiros do PDT nas eleições 2012, estando devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral. Dos comitês financeiros, os valores de doações foram repassados para a campanha do vereador."
Nelson Marchezan Junior
Resposta: O deputado federal e ex-deputado estadual, Nelson Marchezan Jr. (PSDB), informa que as doações podem ter sido realizadas pela Odebrecht ao diretório nacional do PSDB e repassadas para a campanha eleitoral dele em 2012. Marchezan salienta que apoia os vazamentos por se referirem a atividade pública, mas classifica que o vazamento tem como finalidade colocar a classe política contra o juiz Sérgio Moro.
Osmar Gasparini Terra - Partido PMDB
Resposta: Em nota, o deputado federal Osmar Terra (PMDB-RS) afirmou que "o valor que consta nas planilhas apreendidas é compatível com a minha declaração na Justiça Eleitoral. A doação foi via PMDB e, por isso, a pequena diferença na declaração já que o partido fica com 5%. O importante é reafirmar que existem doações legítimas de campanha, que foi o meu caso. As doações privadas sempre foram uma anomalia do processo eleitoral. Felizmente teremos eleições sem doações privadas já no próximo pleito, decisão que contou inclusive com meu voto."
Paulo Azeredo - Montenegro - Função "SAR" - Partido PDT
Resposta: O ex-prefeito de Montenegro, Paulo Azeredo (PDT) afirma que todos os recursos eram ações legais de empresas, recebidas pelo partido ou pelo comitê. E não houve nenhuma relação diferente disso e que em momento algum teve contato com a empresa Odebrecht. Destaca ainda que todas doações foram contabilizadas e aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Renato Moling - POA - Função "COR" - Partido PP
Resposta: Em nota, o deputado Renato Molling (PP/RS) declara que as doações recebidas para sua campanha em 2014 constam aprovadas na declaração do site oficial do Tribunal Regional Eleitoral. O deputado recebeu uma doação do grupo Odebrecht, por meio da empresa Braskem. Todas as doações são legais e devidamente declaradas.
Ronaldo Zülke - São Leopoldo - Função "CAP" - Partido PT
“Todas as contribuições que recebi de pessoas físicas e jurídicas estão à disposição. Basta acessar o site do TSE. Todas as contribuições foram aprovadas pelos tribunais. Vejo nisso uma dose exagerada de politização do processo da Lava Jato. Estão criando fatos políticos.
Tarcísio Zimmermann (IRMÃO) - Novo Hamburgo - Função "CAP" - Partido PT
Resposta: Em nota, o deputado estadual Tarcísio Zimmermann (PT) disse: “até a recente e acertada decisão do STF de proibir o financiamento privado, praticamente 100% das campanhas eleitorais eram financiadas por empresas. Essa contribuição ocorreu ao Diretório Nacional do partido, que repassou o valor ao Diretório Municipal. Portanto, trata-se de uma contribuição legal, devidamente contabilizada na prestação de contas e aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RS).”
Tarso Genro
Resposta: Em sua conta no twitter, o ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro afirmou que "todas as contribuições dadas às campanhas que concorri foram legais, declaradas, e as contas aprovadas pelo TRE. Sem exceção. Todas as minhas contas foram aprovadas pelo TRE, sem caixa 2,e sem qualquer relação clandestina, com qualquer pessoa física e jurídica.Solidariedade aos que receberam doações legais, de todos os partidos, e estão sendo alvo de mais esta divulgação calhorda e sem critérios”.
"Wandert Dilorenzo (POA)"
Resposta: Em sua conta no twitter, Wambert Di Lorenzo afirmou que sua "campanha para Prefeito recebeu doações da Braskem devidamente registradas nas prestações de contas".
Os seguintes políticos também aparecem citados nas listas, mas não forneceram contraponto:
"Tarcila Crussius (POA)" - Função "SAR"
Marcio Biolchi
Dep. Jose Otavio Germano - Cachoeira do Sul - Função "CAP" - Partido PP
Toni Proença - POA - Função "SAR" - Partido PPL
Adeli Sell - POA - Função "SAR"
Eng. Comassetto - POA - Função "SAR"
Otomar Vivian - Caçapava - Função "CAP" - Partido PP
"Marcelo Esvim" - Triunfo - Função "SAR" - Partido PDT
Sérgio Zambiasi - POA - Função "COR" - Partido PTB 

As planilhas
Confira a reprodução dos documentos apreendidos pela Polícia Federal
Planilha da Odebrecht - Documento 1
Planilha da Odebrecht - Documento 2
Planilha da Odebrecht - Documento 3
Planilha da Odebrecht - Documento 4
Planilha da Odebrecht - Documento 5
Planilha da Odebrecht - Documento 6
Planilha da Odebrecht - Documento 7
Planilha da Odebrecht - Documento 8
Planilha da Odebrecht - Documento 10
Planilha da Odebrecht - Documento 11
Planilha da Odebrecht - Documento 12
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