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Período difícil

Para driblar a crise, Avon aposta em revendedora mais qualificada

Empresa quer se aproximar mais do time de vendas e dar suporte tecnológico às vendedoras
Num ano em que a indústria de cosméticos nacional teve a primeira retração em mais de duas décadas, a Avon, gigante do setor de beleza, também sentiu o baque. Segundo seu presidente no Brasil, David Legher, que admite ter vivido "um dos períodos mais difíceis" de vendas em 2015, a companhia vai apostar naquilo que é a marca registrada da empresa para crescer no País: as revendedoras.
O executivo conversou com o Globo nesta sexta-feira (22), um dia após o anúncio da venda de 16,6% da Avon global e de 80,1% dos negócios na América do Norte ao fundo de private equity Cerberus Capital Management, num negócio de US$ 605 milhões.
Se aproximar das 1,5 milhão de revendedoras brasileiras e capacitá-las para conseguir vender mais e melhor é um dos focos da Avon neste ano, após o negócio com o Cerberus. "Agora, queremos dar um valor diferente, um nível diferente à revendedora. Queremos melhorar nosso relacionamento com elas e aumentar a possibilidade de lucro", disse o executivo.
Segundo ele, há neste imenso número de revendedoras, as que não conhecem todos os produtos, como vender ou tirar rentabilidade, por exemplo. "Para corrigir isso, vamos implementar imediatamente um programa de aproximação com as revendedoras. Hoje temos um nível de serviço bom, mas queremos melhorar. Queremos um nível superior", afirmou.
Legher descartou a possibilidade de haver uma ampliação da oferta da marca por meio de e-commerce ou em lojas físicas. Mas adiantou que, com a chegada do Cerberus no capital da empresa, haverá a "disponibilização de sistemas tecnológicos para que a revendedora também amplie sua capacidade de venda".
Com a chegada do private equity, o executivo também contou que a Avon terá como prioridade a melhoria de seus processos e operações, com o intuito de reduzir custos - o que deve incluir demissões. A reavaliação do portfólio também ocorrerá. Alguns produtos poderão ser cortados e outros 'mais inovadores', em suas palavras, devem entrar para a sorte de itens já ofertados. Ele citou ainda a necessidade de haver a reprecificação dos produtos.
"Queremos ser competitivos. Olhar o que o mercado está oferecendo e também a situação macroeconômica do País. Alguns itens podem ficar mais caros e outros mais baratos", detalhou Legher.

Empresa de US$ 2,6 bilhões
O Cerberus investirá US$ 435 milhões na participação na Avon, avaliando a empresa pioneira em vendas diretas em cerca de US$ 2,6 bilhões. Além disso, o fundo de hedge sediado em Nova York pagará US$ 170 milhões para comprar as operações da Avon na América do Norte, que correspondeu a cerca de 14% da receita total da companhia de cosméticos no último trimestre.
O acordo vem após investidores liderados pela Barington Capital terem proposto uma reestruturação da Avon, enquanto alertavam sobre rumores da venda da unidade americana para o Cerberus. A unidade da Avon na América do Norte será separada em uma empresa privada que assumirá cerca de US$ 230 milhões da dívida de longo prazo da companhia. A Avon deterá 19,9% da nova empresa.
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