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Grupo Sinos
Publicado em 20/12/2015 - 16:57
Última atualização em 21/12/2015 - 07h56

Aberta a temporada de verão na Prainha de Paquetá

Água é imprópria para banho, mas churrascada é sucesso

Jeison Silva - jeison.silva@gruposinos.com.br

Foto: Jeison Silva/GES-Especial
As águas são poluídas e o balneário talvez não tenha o mesmo glamour para os turistas acostumados à grife. A Prainha do Paquetá, no entanto, concentra uma população de pescadores, gente humilde e trabalhadora. E uma natureza que resiste. Há peixes, aves e uma vegetação que sobrevive, ano após ano, aos excessos do ser humano. Maçaricos e garças podem ser vistos dando rasantes por ali. Tem a sua beleza.
Durante o verão, nos fins de semana, famílias que não têm tempo ou recursos financeiros para viajar mais longe, levantam cedo e preparam isopor, bebidas, espeto e carnes. Instalam-se às margens do Sinos, confraternizam e passam um dia agradável ao ar livre. A diversão não pode negligenciar as recomendações dos bombeiros, claro: entrar na água faz mal à saúde; não há salva-vidas; consumir bebidas alcoólicas e depois entrar no rio é perigoso. Já a Brigada Militar alerta que som muito alto não é permitido.
Até fevereiro, os pescadores trocam de ramo por causa do defeso (época de desova de peixes e que é proibido pescar). Como o calor aumenta, os barzinhos abertos na orla ajudam no sustento dos ribeirinhos. Refrigerantes, cerveja, ovos em conserva e lanches são as opções no cardápio. “Não gosto de vender martelinho, porque o cidadão passa a tarde e gasta um real”, explica a comerciante Elisabete Dias, 37 anos. “Semana passada consertamos a churrasqueira comunitária, porque a Prefeitura não fez nada.” Ela e o marido Darlei Santos, 40, também fazem reparos no bar, atingido pela cheia da metade do ano. “Só não cortamos o capital da beira do rio porque não temos roçadora”, destaca. Sexta (18) pela manhã, o maquinário da Prefeitura terraplanava o acesso à prainha e a rua conhecida pela imagem de Nossa Senhora dos Navegantes.
Movimento já aumentou
A comerciante Adriana Carvalho, 45, ressalta que há três fins de semanas o movimento aumentou na prainha. “Estou retocando a pintura para receber bem os clientes”, aponta. “Infelizmente ainda há muito lixo amontoado.” Ela sugere a colocação de banheiros no local.
Ecoturismo
Em janeiro, a Prefeitura chegou a lançar um edital, na modalidade convite, para a contratação de empresa especializada na avaliação de imóveis visando implantação do Projeto de Ecoturismo da Praia de Paquetá. A iniciativa previa área de preservação com atividades de educação ambiental, mirantes, turismo ecológico, atracadouro público, praça, passeios, corredor de acesso, ciclovia, centro de informações, postos de polícia ambiental e urbana, transporte, entre outros. Conforme o secretário de Desenvolvimento Econômico, Mário Cardoso, o certame foi suspenso temporariamente. Para dezembro, estão previstas obras de revitalização que inclui limpeza, manutenção de equipamentos e churrasqueiras e trapiches.

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