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Grupo Sinos
Publicado em 04/11/2015 - 18h15
Última atualização em 04/11/2015 - 23h12

Cientista acredita que encontrou evidência de outro Universo

Pesquisador da Caltech analisou radiação do Big Bang e submeteu artigo a jornal de astronomia

André Moraes - andre.moraes@gruposinos.com.br

Foto: Divulgação/Nasa
Nebulosa Hélix, um dos fenômenos observáveis no nosso Universo. Segundo uma teoria da Astrofísica, haveria outros universos não observáveis, distantes demais, que só podem ser detectados indiretamente
Um cientista norte-americano acredita ter encontrado evidência da existência de outros Universos. R. Chary, do California Institute of Technology (Caltech), trabalhou em conjunto com o Smithsonian Astrophysical Observatory para analisar dados do satélite Planck, que mede radiação de fundo de micro-ondas, um tipo de radiação que contém ecos do Big Bang, a explosão que teria criado todo o Universo.
 
Os dados do satélite permitem criar um "mapa" da radiação universal, que sobrou do Big Bang. Só que os cientistas notaram que este mapa não é uniforme. Há um pedaço mais brilhante, descrito como uma "bolha", que não devia estar lá.
 
Chary e outros pesquisadores analisaram várias explicações para a anomalia encontrada. Eles concluíram que há forte possibilidade de que ela seria explicável dentro das teorias de multiverso.
 
Multiverso é como os cientistas descrevem uma hipótese astrofísica. Quando houve o Big Bang, nosso universo foi criado com um conjunto de leis físicas e constantes universais. Há quem pergunte por que estas constantes e leis são as nossas e não outras diferentes. Uma teoria para isto é a dos multiversos, segundo a qual o Big Bang teria criado vários universos, que seriam como bolhas, cada um com um conjunto de leis físicas e variáveis. Nesta teoria, quem está dentro de um Universo não tem como avistar o outro. O único jeito de detectá-los seria medindo efeitos de colisões, quando uma destas bolhas tiver encostado na outra.
 
É uma destas colisões, ocorrida bilhões de anos atrás, que os cientistas acreditam ter encontrado agora. Ainda se trata de uma interpretação, não de uma evidência irrefutável, e o grupo é cauteloso em fazer conclusões, aconselhando que sejam obtidas mais informações.
 
O artigo original, em inglês, pode ser lido AQUI.
 
 
 

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