Jornais
FECHAR
  • Jornal NH
  • Jornal VS
  • Jornal de Gramado
  • Diário de Cachoeirinha
  • Correio de Gravataí
Grupo Sinos
Publicado em 05/08/2015 - 21h30
Última atualização em 05/08/2015 - 23h12

PDT e PTB anunciam que vão deixar a base aliada do governo

Líder da legenda, André Figueiredo, disse que partido terá postura de ?independência?

Agência O Globo

Foto: Agência Câmara dos Deputados
Brasília -
Em mais um desdobramento da crise governista no Congresso, o PDT, partido que há anos ocupa o Ministério do Trabalho, anunciou nesta quarta-feira (5) que irá desembarcar da base aliada na Câmara dos Deputados. Segundo o líder do partido, André Figueiredo (PDT-CE), a legenda não irá para a oposição, mas passará a adotar uma postura de "independência". "Não vamos mais participar das reuniões dos líderes aliados. Estamos sendo de forma recorrente desrespeitados, chamados de traiçoeiros e infiéis, quando somos o único partido que avisa antes como irá votar", afirmou Figueiredo, que acusou o líder do governo, José Guimarães (PT-CE), pelas ofensas. O PTB, que tem 25 parlamentares, também teria anunciado que vai deixar a base governista.
 
O deputado salientou que, antes de anunciar em plenário a decisão da bancada, comunicou-a ao presidente da legenda, Carlos Lupi, e ao ministro do Trabalho, Manoel Dias. Segundo o deputado, Lupi teria lhe dado "total liberdade" para agir e comentou que a permanência na base "tem prazo de validade". A reação de Manoel Dias foi de constrangimento. "O Manoel ficou em uma situação constrangedora. Mas o Ministério é da presidente Dilma, foi ela quem escolheu o ministro. Ele tem nossa confiança, mas não foi a bancada que indicou."
Figueiredo ainda afirmou que a decisão sobre a eventual saída de todo o PDT da base de apoio ao governo Dilma, inclusive com a entrega do ministério hoje ocupado pela legenda, ocorrerá em reunião de todo o partido. "Temos clareza de que os próximos passos serão naturalmente dados. Não se afasta essa hipótese (de deixar o ministério)."

No primeiro semestre, o partido ensaiou deixar a base governista, mas acabou voltando atrás. Segundo Figueiredo, a permanência na base, na ocasião, ocorreu "em nome da governabilidade". No entanto, para o deputado, a situação ficou "tão deteriorada" que impossibilitou a continuidade da posição de aliado.

Terça-feira, José Guimarães reclamou da infidelidade da base após a rejeição de requerimento para adiar a votação da PEC 443, que aumenta o teto salarial de advogados públicos e procuradores. No primeiro semestre, durante a votação das medidas do ajuste fiscal, houve atrito entre o governo e o PDT, que votou contra algumas das propostas.

Publicidade